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22 de mai. de 2020

Conversa com Dan Brown


A editora Arqueiro está nos proporcionando verdadeiras raridades durante este período de pandemia. A entrevista com o autor norte americano foi uma delas. No dia 9 de maio, no canal da editora no Youtube, Dan Brown respondeu a uma série de perguntas realizadas por Frini Georgakopoulos (Acquisitions Editor) e Marcos da Veiga Pereira (Presidente da SNEL).
O primeiro livro de Dan Brown foi publicado em 1998, Fortaleza Digital, seguido de Ponto de Impacto (2001) e “Anjos e Demônios” (2000), nenhum deles fez sucesso nesta primeira fase. O sucesso veio apenas com o livro O Código Da Vinci (2003), e seu charmoso personagem Robert Langdon.
Também publicou “O Símbolo Perdido”(2009), “Inferno” (2013) e “Origem” (2017).
Os livros do autor se transformaram em filmes de grande sucesso como O Código da Vinci e Anjos e Demônios.
Inteligente em suas respostas, simpático e aberto, Dan Brown  falou sobre sua carreira, sua vida e seu novo livro.
        A primeira pergunta foi como ele está lidando com o isolamento social, e ele respondeu que “os autores são sortudos porque nada muda para eles. No mundo da fantasia não há coronavírus.” E neste momento, Dan Brown está envolvido com a escrita de um novo livro.
        O autor deu algumas dicas da próxima estória – e confesso que estou ansiosa pelo novo livro. Uma delas é absolutamente inusitada. Nosso querido Robert Langdon está apaixonado e noivo –sim, isso é verdade – e sua noiva é alguém que já conhecemos nos livros anteriores. Quem será? Tenho um palpite.
        E ele é super disciplinado para escrever. Começa às 4 horas da manhã, todos os dias, usa um ambiente sem internet, e constantemente se pergunta se o que ele faz é importante.  Citou uma cena do livro Código da Vinci que ele estava escrevendo durante o 11 de setembro, que o fez refletir sobre o seu trabalho e se ele tinha alguma importância frente aos fatos do mundo. Ainda bem que ele continuou escrevendo, por que em minha opinião a literatura é algo que salva o mundo do marasmo, da aniquilação mental.
        O autor também falou em como ele procura equilibrar religião, arte e ciência em seus livros, e quem é seu leitor já percebeu isso. Dan Brown falou que “Gosta de vilões que fazem coisas erradas por motivos certos.” Em minha opinião é por isso que os livros dele são tão interessantes, porque mostram exatamente algo que está faltando hoje em dia: - compreender o próximo em suas atitudes não significa aceitar e concordar com ele.
        Dan Brown cresceu em uma casa sem TV e com certeza isso estimulou sua imaginação. Seus livros possuem capítulos curtos, por uma característica própria dele, e ocorrem geralmente em um período de 24 horas. Também confessou que nunca usou o Google maps para escrever as estórias, e que em todas elas ou esteve no local onde ocorre para poder cronometrar as cenas ou usou um mapa. Somente no final do livro a Origem, que há um helicóptero sobrevoando a cidade, somente neste caso usou o Google.
        Houve muitas perguntas de leitores sobre aconselhamentos para novos escritores, e ele deixou bem claro que o importante e você terminar a estória. Que o sucesso pode vir ou não. Que ele só conseguiu vender muitos livros quando escreveu O Código da Vince e que o restante é consequência.
        Dan Brown tem um passado musical. Sua família era de músicos e por muito tempo ele pensou que seria esse o seu futuro, até que desistiu e optou pela escrita.
       
Parte interna do livro(*)
Em setembro a editora Arqueiro irá lançar primeiro livro infantil de Dan Brown, “Sinfonia dos Animais”, uma estória que utiliza das experiências musicais do autor.
        Também nos falou que o livro “O Símbolo Perdido” será uma série de TV, que infelizmente foi obrigada a parar as gravações por conta da pandemia. – Esperamos ansiosamente por ela.
        Ao final de entrevista ele fez um pequeno tour pela sua casa, e nos mostrou sua impressionante biblioteca na qual estão um exemplar de cada livro que ele escreveu, editado no mundo. Também nos mostrou o compartimento secreto onde guarda objetos relacionados aos seus livros como o Criptex e nos presenteou tocando piano.
        Foi uma entrevista super criativa que vale a pena você assistir.
        Parabéns a Editora Arqueiro pela iniciativa de entrevistas grandes escritores.

(*) Parte interna do livro editado pela Bertrand e disponível na internet como degustação. O uso aqui no site é meramente ilustrativo e não se relaciona com a publicação que será feita pela editora Arqueiro.

                Veja a Entrevista:




13 de mai. de 2020

Setembro


Autor:  Rosamund Pilcher
Tradução: Angela Nascimento Machado
Editora: Bertrand Brasil
Número de páginas: 462
Ano de Lançamento: 1990
Avaliação do Prosa Mágica:  10
                       

É uma história extremamente envolvente e humana que traça a vida de uma dúzia de personagens. A trama se passa na Escócia, e acontece entre os meses de maio a setembro, tendo como pano de fundo uma festa de aniversário que acontecerá em grande estilo.
Violet, que me parece ser a própria Rosamund, costura a relação entre as famílias que fazem parte deste romance.
Com destreza e delicadeza, a autora  nos conta o cotidiano destas famílias, coisas comuns como comer, fazer compras, tricô, jardinagem. Problemas pessoais como a necessidade de um trabalho para complementar a  renda e outras preocupações do cotidiano que surpreendem pela beleza que são apresentadas. É um livro em camadas, que pode ser avaliado sobre vários aspectos que se complementam.
Pandora, por exemplo, é o mistério da trama. É a personagem que voltou depois de uma longa jornada distante e traz alguma ordem, no sentido de “arrumar” certas cicatrizes do passado. Mas Pandora é, com perdão da má metáfora, uma caixa cuja tampa retirada desnuda os males que estavam ocultos. Ela traz algo de irreal à história, e ao final comete um ato, de forma mágica, como uma personagem de conto de fadas para adultos.
É incrível a capacidade da autora de lidar com múltiplos personagens, e tirar deles, de seus passados, fatos que justificam o presente.
Fiquei encantada, pois muitos dos personagens ainda estão bem vivos, mesmo após fechar o livro e dar a história por encerrada.
Grande leitura, gostei demais.

Culinária na trama
Referência final do texto.
No piquenique, já quase no final do livro, é citado um pão como típico da Escócia. Pesquisei uma receita, fiz o pão e realmente é uma delícia. Então, vou postar a receita aqui.


Ingredientes
1 pacote de fermento biológico (7g)
1 colher de chá de açúcar
½ xícara de leite morno
½ xícara de água morna
2 ¼ xícara de farinha de trigo
1 colher de chá de sal
40 g de manteiga (não deve ser substituída)

Modo de fazer
Misture o fermento, o açúcar, a água e o leite até dissolver o fermento e deixe descansar por 5 a 10 minutos. (Cuidado com a temperatura da água e o leite – não ferver)
Em outra vasilha peneire a farinha e o sal, coloque a manteiga e junte com os dedos fazendo uma espécie de farofa. Vá aos poucos acrescentando o fermento que foi diluído.
Coloque em uma superfície enfarinhada e amasse por 5 a 8 minutos.
Coloque em uma vasilha untada com farinha, cubra com pano e deixe descansar por 1 hora ou até dobrar de volume.
Sovar novamente até ficar bem lisa.
Divida em 6 partes iguais. Sovar em formado de bola.
Coloque em forma untada, polvilhe farinha cubra com um pano e deixe crescer por 10 minutos.
Fala um furo no meio (opcional) e asse por 15 minutos.


1 de mai. de 2020

O Silmarillion, algumas considerações

Este vídeo era para ser um substituto de uma live que não vai acontecer no Instagram. Mas, gravei primeiro e depois fui verificar o tempo e o tamanho de arquivo que a rede social aceita. Resultado, não pode ser carregado no Instagram. Esta é uma explicação necessária, já que o formato dele não atende aos padrões dos meus vídeos tradicionais, ou seja, celular deitado para que fique realmente como uma tela.

A leitura do Silmarillion, do Tolkien foi incrível, e ainda vou falar muito mais sobre isso. Por enquanto fica o vídeo. Espero que goste.

Tem um pequeno spoiler, mas que não interfere na leitura já que a informação está disponível na internet.




24 de abr. de 2020

Live no meu Instagram


Rappi abre espaço para os livros



PublishNews, periódico focado no mercado editorial, acaba de publicar que fechou uma parceria com a plataforma Rappi que irá beneficiar editores e livreiros.
As livrarias e editoras poderão vender seus livros através da plataforma, e nós leitores poderemos pedir um livro e receber em casa em até 60 minutos (É o que a Rappi promete).
Nem só de comida vive o ser humano.
Particularmente estou adorando a ideia, por que não gosto de esperar por dias a entrega de um livro, e quase sempre prefiro ir a livraria física para comprar e retornar com ele em casa. E, em tempos de isolamento social, que a meu ver ainda vai longe, ter a opção de escolher um livro e recebê-lo em 60 minutos é algo de extremo valor.
Veja detalhes da notícia aqui.