Tem uma hora na vida das pessoas que elas precisam parar e refletir sobre si mesmas, o que fazem e onde desejam ir. São momentos de reflexão profundos, angustiantes e cheio de perguntas e na maioria das vezes, vazio de respostas imediatas e fáceis. Nestes momentos muitas vezes descobrimos que precisamos de um desafio bem grande, para fazer o marco entre o que éramos e o que queremos ser. É nessas horas que as pessoas se determinam a fazer coisas que irão mudar suas vidas como trocar radicalmente de profissão, correr a São Silvestre, escalar o Himalaia, atravessar o Canal da Mancha, mudar de país, largar o emprego, fazer um curso de gastronomia, sei lá, coisas que nos transformam radicalmente. É muito importante este processo. A determinação de vencer que adquirimos ao adotar um projeto desafiador promove transformações profundas em nosso ser. Ele nos tira do espaço estruturado finito que nos encontramos para nos relacionar com outros espaços, que despertará outros pensamentos, outr...
Há tempos queria reiniciar uma série de publicações que contava com a colaboração de outros autores, jornalistas e pessoas comuns que estão conectadas com a literatura. Finalmente esse dia chegou. Inicio esta série com Ivan Hegen, que nos leva a refletir sobre a conexão entre a arte e as palavras. Algo que me encanta e que está presente na vida de muitos escritores. Espero que vocês gostem da série. Entre o cavalete e o pergaminho Ivan Hegen* Quando falamos mais de um idioma, percebemos com mais nitidez a arbitrariedade da relação entre significado e significante. Ao deslizar de uma língua para outra, constatamos a fragilidade com que tentamos, através das palavras, corresponder à realidade. A distância entre idiomas evidencia que não há jamais encaixe perfeito entre o referente e suas convenções linguísticas. Tal percepção pode ser ainda mais aguçada na mente de criadores que manejam duas expressões artísticas, ...