A pergunta é muito simples, mas envolve momentos de angustia, de incerteza e de sofrimento. A ideia de escrever esta postagem veio exatamente da falta de ideia sobre o que escrever. Já se perguntou de onde vem à inspiração para os escritores e para as sessões de opinião dos grandes jornais e blogs? Passou pela sua cabeça, em algum instante, que aquele escritor amado possa ter sofrido de “falta de ideias” e parado a escrita por um longo período? Pois é, isso acontece e muito. Clarice Lispector, por exemplo, passou um tempo sem ideia nenhuma para escrever, e acabou dedicando o tempo a pintura de quadros enquanto elas (as ideias) não voltavam. É bem assim mesmo. As ideias parecem partir muitas vezes em longas viagens, e precisamos aguardar que elas retornem, de preferência com mais força e conhecimento. Quando escrevo ficção, tenho a sensação que os personagens sentam-se a mesa comigo e vão contando sua história. Dão detalhes da vida, passagens engraçadas, fazem reflexão sobre o o...
Há maior prazer e encantamento do que se deixar levar por uma história? Em minha singela opinião, não. As narrativas nos ajudaram a evoluir, a sermos os humanos que somos hoje, melhores que ontem e piores do que amanhã. Conhecia Manuela Dias como autora de telenovelas e projetos para TV. Não sabia do lado escritora de livros dela. Quando leio sua biografia, na orelha do livro, logo no primeiro parágrafo descubro que ela foi aluna de nada menos que Gabriel Garcia Marques. Não precisava nem ter lido o texto e assistido as novelas para saber que ela seria sensacional. Heroínas da Independência é uma “joia rara”. O livro todo é escrito na forma de cordel. Fluido e extremamente sonoro, nos faz ler do começo ao fim de uma “tacada” só. Não é possível parar no meio, você quer continuar na trilha sonora de palavras que contam a história de três mulheres que foram primordiais para nossa história, e que infelizmente foram apagadas do Brasil por uma História contada por homens. Maria Quit...