Acredito que esse tema, daria um bom filme de ficção científica, você não acha? Estamos envolvidos por diversas redes, redes de pensamento, redes sociais, redes energéticas e muitas outras. Incluiria a rede de balanço também, mas essa não vai contar para minha postagem de hoje. Nós seres humanos vivemos a partir das conexões que fazemos. Nos relacionamos uns com os outros mas também fazemos isso com as coisas, com os animais, com o lugar onde vivemos, com o universo e com cosmos. Fomos criados para viver nessas redes, porque é nelas que aprendemos e crescemos como seres humanos, como pessoas fortes que deveríamos ser no nosso cotidiano. Tenho pensado bastante sobre esse tema ultimamente. Há uma tendência das pessoas se imaginarem isoladas, buscarem um isolamento banhando-se em suas redes sociais, compartilhando tudo o que eles vêm à cabeça. Fazem isso sem pensar nas consequências, sem levar em consideração o perigo dessa exposição. Esta sema...
Sabe aquele livro que você lê, mas não sabe o que escrever sobre ele? Não pelo fato de não ter assunto, mas porque você termina a trama e não consegue responder a uma pergunta básica: ─ Gostei da história? Os Detetives Selvagens, de Roberto Bolaño pertence a esse grupo de livros. Ele nos convida para dentro de uma época da vida, tempos e atitudes que não combinam muito com minha visão de mundo. É uma história sobre juventude transviada, quase um diário de um adolescente meio sem cabeça, sem rumo, que tem a inquietação da idade, mas extrapola um pouco o ponto entre razoável neste quesito. A princípio, a leitura causa uma sensação de desorientação. Bolaño não entrega uma narrativa linear, confortável, com começo, meio e fim muito bem comportados. A história é construída por diferentes vozes, depoimentos e lembranças, como se estivéssemos folheando um enorme diário coletivo. E talvez seja justamente aí que esteja uma de suas maiores qualidades. Há uma intensidade quase exagerada em...