Vez ou outra a pausa se faz. Seja por um momento, por algumas horas. Vem por um suspiro, uma coxinha, uma maritaca latindo no galho da árvore de Santa Barbara. A vida pede a pausa, o sossego, o momento a sós em um ato de intimidade, mesmo que naquele momento você esteja cercada de uma multidão. A pausa existe na música, representada quase sempre por um suspiro, um suprimir de ar, às vezes longo, às vezes breve. Mesmo diante da brevidade, ela faz uma diferença enorme na vida daquela partitura. A pausa da dança que salta com o instante que precede o respiro. É breve o momento que, após o port de bras belo e suave, as mãos relaxam para na sequência girarem em um pirouette ou em um frenético fouetté. Pausa que soa como vírgulas. Ah! Quem dera o texto-vida repleto de vírgulas, de momentos de respiro, de alívio: E ela sentou (vírgula) pegou a xícara e sorveu o café (vírgula), olhou o papel amassado ao lado do pires (vírgula) e num respiro sorriu para os problemas. Xícara...
É maio, e completamos 18 anos de trabalho aqui neste espaço infinito que é a internet. Parece que foi ontem mesmo que fiz a primeira postagem! Preciso esclarecer aos novos leitores que o ato de fazer um blog, no meu caso, é mais antigo que isso. A ideia surgiu antes, com um nome que remetia a minha grande paixão na época, que era a semiótica. Ele se chamava Legi-signo. O nome mudou, o foco também. Prosa Mágica surgiu para falar de livros, do ato da escrita, um espaço para conversas com quem gosta de pensar, de ler, de se desconectar das telas. A ideia de trabalhar um blog começou em 2006. Naquela época, o blog seria uma ferramenta de aprendizagem para meus alunos dos cursos de Redação Publicitária e Teoria da Comunicação. Era algo inovador, dentro de um espaço que estimulava os professores na busca de novas formas de engajar os alunos. Na época, em meio as poucas plataformas para blogs, com recursos escassos e horríveis de se trabalhar, os blogs acabaram sendo vistos apenas com...