Há maior prazer e encantamento do que se deixar levar por uma história? Em minha singela opinião, não. As narrativas nos ajudaram a evoluir, a sermos os humanos que somos hoje, melhores que ontem e piores do que amanhã. Conhecia Manuela Dias como autora de telenovelas e projetos para TV. Não sabia do lado escritora de livros dela. Quando leio sua biografia, na orelha do livro, logo no primeiro parágrafo descubro que ela foi aluna de nada menos que Gabriel Garcia Marques. Não precisava nem ter lido o texto e assistido as novelas para saber que ela seria sensacional. Heroínas da Independência é uma “joia rara”. O livro todo é escrito na forma de cordel. Fluido e extremamente sonoro, nos faz ler do começo ao fim de uma “tacada” só. Não é possível parar no meio, você quer continuar na trilha sonora de palavras que contam a história de três mulheres que foram primordiais para nossa história, e que infelizmente foram apagadas do Brasil por uma História contada por homens. Maria Quit...
Talvez ao lado da sua casa, escondido entre as paredes que separam vocês haja um escritor, alguém se debatendo com um texto, ou rindo de alguém que ele mesmo criou e que agora senta a mesa, dorme na mesma cama e toma banho juntinho dele. Esse alguém está lá, naquele exato momento criando uma história que você poderá ler, e que será sua companhia por algumas horas. Talvez te faça rir, talvez chorar ou quem sabe seja o porto seguro que você buscava naquele dia turbulento que parecia sem fim e sem saída. Escrever não é fácil. Pablo Neruda se enganou ao dizer ao contrário disso. O problema nunca é a maiúscula que inicia e nem o ponto final que termina a trama. É o que vai no meio, muitas vezes escrito as custas de sangue e lágrimas. Não estou exagerando nem um pouco. Tem horas que escrever é doloroso, mas você sabe que precisa fazer aquilo. É maiêutico. Depois que o escritor põe no papel a história ele se eterniza, não importa o tipo de texto que escreveu. Se foi algo profundo ou s...