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Mostrando postagens de Junho, 2016

O Oitavo Vilarejo

Autor:   Gustavo Rosseb Série: As Aventuras de Tibor Lobato–Livro 1 Editora:   Jangada Número de páginas: 224 Avaliação do Prosa Mágica:   8 Gustavo Rosseb, autor estreante paulistano, se inspirou nas lendas e folclore brasileiros para escrever Tibor Lobato – O Oitavo Vilarejo, fazendo ao mesmo tempo uma mescla de “Sitio do pica-pau amarelo” com “Harry Potter”. Tibor e sua irmã Satir viveram parte de suas vidas como ciganos, até que um incêndio mata seus pais. Então, ambos acabam em um orfanato por dois anos até sua avó os encontrar e levá-los para o sitio onde ela vive. Lá, diante da felicidade suprema de ter novamente uma família e se livrar das agruras do orfanato, Tibor e Satir descobrem que o mundo não é exatamente como eles imaginavam e que seres fantásticos rondam as matas circunvizinhas do sitio. É quando eles percebem que a quaresma é o período em que esses seres fantásticos aparecem, e a partir daí passam a correr perigo e a desvendar segredos antigos d

Por um mundo com mais maçãs suculentas

Vez ou outra recebo alguma coisa interessante pelo WhasApp. Ontem veio um pequeno texto que é uma preciosidade, não só pela forma como foi escrito, mas pela mensagem que carrega. Vou resumir a estória. Um menino tinha duas maçãs e seu pai pediu que lhe desse uma delas. O garoto olhou para o pai e pareceu refletir um instante no que faria, e logo em seguida mordeu uma maçã e depois a outra. O pai ficou lívido, mas tentou disfarçar sua decepção. Então, o menino lhe oferece uma das maçãs já mordidas e com um sorriso de derreter, fala para o pai: - Esta é a mais doce, papai. Nem preciso dizer que este pequeno conto é uma lição de moral muito grande. Vivemos um tempo em que se julga antes de conhecer; tempos em que se condena antes da certeza da culpa. Tempos difíceis. Em quantos livros eu vi esta cena se repetindo com outras roupagens, outros personagens. Há quanto tempo escritores tentam passar esta mensagem através de sua criatividade e imaginação, mas parece que a sociedade n

Escritoras Inglesas – Jane Austen

FOTO: PROSA MÁGICA Se existe algo que nunca suportei foi fanatismo. E, assim como existe este comportamento para todas as coisas comuns, também existe para o que é bom, como Jane Austen, mesmo assim nunca me considerarei uma “fanática” por ela. Talvez apaixonada, encantada e sobretudo feliz por ter a oportunidade de ler a ousadia desta jovem, que há cerca de dois séculos retratou tão bem a sociedade em que vivia. Mas o que Jane Austen possui que encanta ainda hoje as pessoas? Creio que a qualidade do texto, a profundidade da obra, o conhecimento da sociedade em que vivia, e o velho sonho que ainda sobrevive entre as mulheres – encontrar seu príncipe e se casar. Em Orgulho e Preconceito, que considero uma de suas obras perfeitas, a família de Elizabeth Bennet é um retrato das que existem ainda hoje. Uma descrição perfeita das pequenas disputas entre irmãs, da preocupação materna com o futuro das filhas, e por que não dizer, com o pai que muitas vezes parece completamente alhe