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Mostrando postagens de Abril, 2011

Diário de uma Princesa

Qual é o livro que você gostaria de ter lido aos 12 anos e não leu, ou por que não teve oportunidade ou porque sequer ele existia? Eu li muito, desde criança. Entre os 11 e os 14 anos, li na sequência David Copperfield (Charles Dickens), Jane Eyre (Charlotte Brontë) e Morro dos Ventos Uivantes (Emily Brontë) sem contar as adaptações como a Ilíada (Homero), e poucos autores brasileiros especializados em adolescentes como Menino de Asas (Homero Homem), as séries “Para gostar de ler” (Diversos autores), e os clássicos Os Meninos da Rua Paulo (Ferenc Molnár) e O menino do dedo verde ( Maurice Druon), dentre outros. Depois disso, acabamos sendo obrigados a ler literatura brasileira voltada para o vestibular, e como tudo o que é obrigação acaba virando “coisa chata”. Só me lembro de um único livro que consegui ler duas vezes por ter gostado muito: Um Certo Capitão Rodrigo , o terceiro episódio do primeiro volume de O continente, parte da trilogia O tempo e o vento . Mas esse nem cont

A princesa dos olhos tristes

Se vocês me permitem um pequeno comentário intimo, há uma “mania” na família de minha mãe de colocar nome de princesas nas filhas. Naturalmente começou com a minha, que me batizou de Soraya (em homenagem a princesa da Pérsia, Soraya Esfandiary Bakhtiari), depois minha prima batizou sua filha de Caroline (Homenagem a filha da belíssima Grace Kelly, rainha de Mônaco) e alguns anos depois, meus tios colocaram o nome de Anne (princesa da Grã Bretanha), em minha prima. Então é fácil imaginar que vivemos em clima de “família real” boa parte de nossa infância e adolescência. Mas, de todas as histórias reais, a que mais me intriga e fascina é a da princesa da Pérsia, por ter sido uma história de amor com final infeliz, mas não trágico. Soraya foi a esposa e rainha consorte de Mohammad Reza Pahlavi, Xá da Pérsia. Conheceram-se na França, na época em que Soraya fazia um curso de boas maneiras em uma escola Suíça. Logo ela recebeu um anel de noivado com um diamante de 22,37 quilates. O casamento

Sapatinho de Cristal

Que me perdoem meus leitores homens, mas o assunto de hoje é com as mulheres. Sob o clima do casamento do príncipe Willians com a plebéia Kate Middleton no próximo dia 29 de abril, quem nunca se imaginou casando com um príncipe? Quem nunca foi adolescente que atire a primeira pedra, ou o primeiro punhado de arroz. É preciso lembrar que um pouco de fantasia nunca fez mal a ninguém. O que seria dos livros se ninguém gostasse de fantasia? O que seria dos antigos navegantes se eles não se guiassem pelas estrelas? O fato é que esta semana é histórica e única. É o primeiro casamento real da era da internet. Os protagonistas são jovens, vivem como qualquer pessoa de sua idade, estudam, vão a baladas e apesar de serem normais cumprem com as obrigações que suas posições sociais exigem. Na próxima sexta-feira milhões de pessoas estarão diante da TV assistindo ao casamento como se estivessem na festa de sua melhor amiga ou amigo. Todo mundo quer ver o vestido da noiva – que espero não siga a trad

Você pode autografar o meu e-reader?

Recebo religiosamente um informativo muito bom sobre o mercado editorial chamado PublishNews. Sempre gosto do conteúdo, mas hoje, particularmente, uma notícia me chamou muito a atenção e resolvi dividir com vocês, meus leitores. É algo tão inusitado que fiquei me questionando o porquê de ninguém ter pensado nisso antes. Você já pensou em como pediria para um autor autografar um exemplar de ebook devidamente armazenado em seu Kindle ou no Ipad? As coisas mais simples são sempre as mais difíceis de serem imaginadas. Por que será que nenhum fabricante havia pensado nisso? Será que a relação autor/público muda se o suporte do livro mudar? Não é fácil as respostas a estas perguntas. O PublishNews reproduziu um trecho de uma matéria que saiu no The New York Times , contando que T. J. Waters autografava seu último lançamento, Hyperformance, quando uma fã se aproximou com o seu e-reader e disse: “Pena que você não pode autografar o meu Kindle...” É claro que o autor ficou incomodado e question

Enfim uma invasão alienígena

Eu sinceramente acredito que não estamos sós nesta vastidão infindável do Universo. As descobertas da física quântica nos remetem cada vez mais a possibilidades infinitas de vidas, de universos e por que não dizer, dimensões. Brian Greene, autor do livro “O Universo elegante” nos leva a uma viagem muito louca por supercordas, dimensões ocultas e buscas e mais buscas. Então, diante de tantas evidências por que acreditar que o Universo não é povoado por infinitas espécies de vida inteligente? Seria o Terráqueo a única forma privilegiada? Todo este questionamento filosófico para falar sobre o livro lançado pela Intrínseca “Eu sou o número quatro”, de Pittacus Lore (pseudônimo). Quando lançaram o livro, em Inglês, confesso que fiquei tentada em encomendar um exemplar, mas resisti bravamente, pois tinha a certeza absoluta que ele seria lançado logo no Brasil. Acertei as duas suposições, a rapidez no lançamento e a editora. (não tenho poderes paranormais) Eu sou o número quatro conta a histó