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Mostrando postagens de Julho, 2011

A Pedra Filosofal da Escrita Criativa

O que é escrever criativamente? Quanto tempo você leva para ter uma boa ideia? O melhor seria perguntar o que é uma boa ideia? Milhões de pessoas no mundo, entre elas estudantes, profissionais do texto, escritores, perguntam-se exaustivamente sobre o tema. Sentados diante de um computador ou munidos de papel e caneta, todos nós nos deparamos, um dia, com o mistério da folha em branco. Quem já não se viu diante de uma folha de sulfite obrigando-se a escrever sobre si mesmo em uma seleção de emprego? Da moça do café até o mais alto cargo executivo, todos passaram por este dilema. Então, por que escrever ainda é uma tortura para boa parte das pessoas? - Escrever é uma viagem através do desconhecido, uma aventura na qual travamos lutas contra monstros selvagens, demônios demoníacos (não se assustem com a falsa redundância) e encontramos muitas vezes fadas, bruxas e musas. Diferentemente de uma conta matemática, a escrita deixa marcas, rastros do seu DNA impregnados nas letras, espaços, pon

Revisitando Pergunte ao Pó

Pergunte ao Pó, do norte americano John Fante me foi presenteado quando era apenas uma jovem de 22 anos. Recém saída de uma faculdade de propaganda, trabalhando na área de criação e texto, provida de todos os sonhos e fantasias que alguém nesta idade se permite ter. É claro que o texto de alguém que tem 22 é bem diferente de outro que aos 40 trabalhou arduamente em jornais e revistas do país. Experiência, ao contrário que muitos pensam, conta e muito. Pergunte ao Pó foi um presente do amigo e jornalista extremamente talentoso, Jorge Pinheiro, que atento a minha paixão pelo texto tentou orientar-me no caminho, que só hoje percebo em sua essência:- o romance de ficção. Em sua belíssima dedicatória ele escreveu: “Eis um texto super atual, pois, embora tenha sido escrito em 1939. Para nós de texto, é um prazer.” Só hoje entendo a dimensão deste prazer. Eu não conhecia o autor e como todo recém formado, tinha certa aversão a literatura americana (hoje, ao lado dos ingleses eles são a minha

As desventuras de uma fã em busca de um ingresso para estréia do filme

O que leva milhões de pessoas se tornarem fãs de uma obra? O que as transforma em consumidoras ávidas de todos os produtos que são lançados com a marca? Marketing? Qualidade da obra? As respostas são complexas assim como são os objetos do questionamento. Quando falamos de filmes apenas, como Transformers, posso assegurar que o marketing exerceu papel primordial já que o roteiro não possui nada de artístico a não ser o uso massivo de tecnologia. Mas, quando falamos de Harry Potter, a história é outra. Há todo um aparato por traz que se inicia com a publicação da obra de J.K.Rowling, da qualidade dos textos e da história, do sucesso que o próprio livro proporcionou sem as necessidades das ferramentas de marketing e os bem acabados filmes que arregimentaram uma legião de fãs. Sendo assim, não é de se estranhar que toda a trajetória fílmica seja o retrato do sucesso, e com certeza não será diferente com o último e derradeiro filme. Quem leu o livro sabe como ele acaba, tem a noção de como

The Map of Time

Não tenho o hábito de escrever sobre livros que não li, simplesmente por que não posso emitir um juízo de valor de algo que desconheço. Mas, a cada dia mais recebo informativos internacionais sobre livros recém-lançados, ou que estão atingindo um determinado sucesso por sua temática. Então, de posse deste material tomei a decisão de compartilhar as informações com meus leitores e inaugurar uma nova seção:  Leituras internacionais . Muitos dos livros não foram, e não sei se serão traduzidos para o português, mas quase sempre há uma versão em espanhol, uma língua bem próxima é muito fácil de ser lida. Todos eles podem ser pedidos na Livraria Cultura, por exemplo, mas o leitor terá que ter a paciência de aguardar seis longas semanas de espera por ele. Recebi no “The Goodreaders” deste mês uma lista muito boa de livros, mas sem dúvida The Map of Time (O mapa do tempo), do autor espanhol Félix J. Palma é o mais interessante para a abertura deste espaço. Trata-se de ficção científica, cujo c