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Mostrando postagens de Junho, 2009

Projeto Comunitário. Um dever da escola.

A TV mostrou no sábado. Uma adolescente de 14 anos, paulistana, mas que não vive no Brasil desde pequena, volta para o país para ajudar a Orquestra Sinfônica de Heliópolis a atender mais crianças. Seu nome? Giulia Olsson. O que a diferencia de outras adolescentes? Além da preocupação inata com o ser humano, Giulia é a prova viva que a escola forma o ser humano. Ela vive nos Estados Unidos, e a doação dos 75 instrumentos para a orquestra surgiu da tarefa escolar de desenvolver um projeto comunitário. Isto sim é a formação do homem integral, um ser humano por inteiro, que quer crescer mais sabe de sua responsabilidade com a comunidade. Esta tarefa faz parte do currículo de nossas escolas? O MEC o incluiu em seu programa mínimo de formação? Não, é claro que não. No Brasil é muito mais importante mostrar números de crianças e adolescentes nas escolas que a realidade do aprendizado. É muito fácil ter 80%, 90% das crianças “estudando”. Eu quero ver alguém ter a coragem de dizer que a quantid

Michael Jackson, Maisa, dia internacional de combate as drogas e trabalho infantil

Eu juro que tentei não falar nada sobre a morte do Mike Jackson, mas fica impossível diante de tanto bombardeio da mídia. Um grande artista, sem dúvida. Suas composições alegres arrastam multidões em pistas de danças e são a prova de que Michael Jackson havia nascido para o estrelato. Seu afastamento e agora sua morte deixa um grande buraco no cenário pop mundial. Mas, a grande questão é o que levou um artista como ele, envolver-se em grandes escândalos e ter a vida tão devassada como foi sua trajetória? Ai entra o problema do trabalho infantil. Michael nunca teve uma infância. Sua família, segundo o que a própria imprensa sempre divulgou, o obrigava a cantar com os irmãos mais velhos. Virou celebridade muito cedo. Quando vejo a história de vida deste cantor, rapidamente sou remetida ao caso da menina Maisa. Crianças podem e devem trabalhar como artistas mas, seu tempo para ser criança deve ser respeitado. E, com especial ênfase afirmo que os empresários, principalmente de cantores mir

Brasil pode ser pioneiro em células-tronco se deixar preconceitos de lado

Reportagem do Jornal Nacional , semana passada, apresentou as pesquisas da cientista brasileira da USP Tatiana Jazedje com células-tronco retiradas de tecidos do aparelho reprodutor feminino. Mais uma vez o Brasil mostrando a sua vocação científica. Na descoberta, quase por acaso (como todas as boas descobertas) a pesquisadora viu que todas as linhagens das células se diferenciavam em músculos, ossos, cartilagem e gordura. Isto é muito bom, principalmente quando se busca a cura para doenças sem esperança que assolam milhares de pessoas. Mas, o que não dá mais para aceitar é que toda a reportagem ou entrevista sobre as células-tronco retornem a velha discussão das células embrionárias, sobre problemas éticos, que se formos traduzir são problemas religiosos e principalmente dogmáticos. Não é hora de o Brasil discutir religião, e sim, partir na frente com suas pesquisas e seus talentosos cientistas na busca pelo domínio da técnica de uso de células-tronco adultas e embrionárias. Na melho

Depois dessa, eu acredito em qualquer coisa

Em um país onde há democracia, não é vedado e nem deve ser que a imprensa fale do que quiser ou o que o povo quiser saber. A declaração infeliz (no sentido de infelicidade) dada pelo Presidente da República “Imprensa tem predileção pela desgraça” é no mínimo desprovida de conhecimento, senão desrespeitosa para com a população. O que acontece dentro do Senado, financiado por cada um dos brasileiros, é de nosso interesse. Cada salário, cada contratação, cada compra e todas as falcatruas são de nossa conta. A imprensa precisa divulgar. Quando o Presidente Lula diz “eu vejo as matérias e já me assunto” , nós também temos a mesma reação somada à indignação, a revolta e a vergonha de viver em um país assim. É muito fácil para políticos atirarem pedras no telhado de vidro do Governo, assim como fez o PT a vida toda enquanto permaneceu fora do poder. Foi só entrar lá que a situação mudou; agora a imprensa é sensacionalista, CPI atrapalha e coisas do gênero. Precisamos urgentemente de mudanças

Educação Bilíngue – Uma necessidade urgente

Em um mundo Globalizado, onde negócios, informações, turismo são realizados através do uso da língua inglesa, faz-se necessário um repensar urgente na educação. Partindo do principio que, é muito mais fácil uma criança aprender e internalizar um idioma diferente que um adulto ou adolescente, por que não educar nossas crianças no sistema bilíngue?Não é crime nenhum contra a língua portuguesa. Ela é e será sempre a Língua Mater. Ninguém deixará de falar o português. O que não dá mais para admitir é que as aulas de inglês nas escolas limitem-se ao uso do verbo to be, em pouquíssimas aulas por semana. O verdadeiro ensino da língua se dará no momento que estes alunos terão aulas de matemática, física e outras matérias em inglês. Isto sim é pratica e fluência do idioma. A Escola Bilíngue não pode ser um privilégio apenas de crianças cujos pais são estrangeiros ou muito ricos. Precisamos dar oportunidades iguais. Em um país onde se pede auxiliar administrativo, contínuo com inglês, faz se n

Ronaldo e a crítica brasileira

Assistindo a um jogo de futebol outro dia ouvi comentários sobre o Ronaldo, o quanto ele não estava jogando, que ele ainda está gorducho, e que ele é “folgado”. O que eu via na televisão não era o que estava ouvindo. Eu olhava para um homem que sofreu lesões horríveis ao longo de sua carreira e, por força de vontade, ainda estava de pé, fazendo o que mais gosta – jogar futebol. Esta discrepância me fez pensar o quanto o brasileiro é exigente com o outro que deve ser perfeito, sempre magro, não pode nunca cometer erros e, caso o faça será massacrado por um milhão de brasileiros. Isso por que o exemplo que estou usando é do jogador de futebol, mas no dia a dia, o brasileiro faz a mesma coisa com o seu próximo mais próximo. Se todo o brasileiro fosse tão exigente consigo mesmo, como é com os outros, o Brasil seria um país bem melhor. Não teríamos pessoas obesas, pois todos se preocupariam em comer corretamente para a saúde e a aparência; não teríamos papeis jogados no meio da rua, pois ao

O Fim do Diploma de Jornalista

Não é que eu acredito que o diploma de jornalista faça alguma diferença na capacidade do profissional, que na maioria das vezes, tem sua verdadeira formação no dia a dia. Mas o problema é que, ainda não era a hora de abolir a obrigatoriedade dele. As pessoas me perguntam o porquê deste ponto de vista, mas é muito fácil explicar. Quando você dispensa uma formação profissional específica está dando margem para que qualquer um exerça a profissão. Eu sei disso, sou publicitária, formada pela ESPM e muitas vezes me deparei disputando uma vaga com quem mal tinha acabado o 2º grau. E, todos que acompanham a educação no Brasil de hoje sabem, que o 2º grau não dá base nenhuma para a pessoa, muito menos para ser jornalista ou publicitária. Então, como poderia ser resolvido este problema, já que agora é uma realidade a não exigência do diploma? Em primeiro lugar, que as empresas jornalísticas exijam o diploma de nível superior (jornalista, publicitário, letras) no mínimo. É necessário lembrar que

A vida por um fio

Recebi um e-mail ontem, que fala sobre a perplexidade da vida. Ele é de autoria de Adriano Silva, colunista da Revista Exame . Não podia deixar de reproduzí-lo aqui pelo teor de verdade e lição de vida para nosso cotidiano atribulado. Vale a leitura. "Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um vôo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico. Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou. Numa bola de fogo ou nos 4 000 metros de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim. Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali. Tal

Um exemplo de vida

Ontem eu vi uma entrevista no Programa da Ana Maria Braga sobre a Vovó Neuza – Neuza Guerreiro - uma jovem senhora de 79 anos de bem com a vida, antenada com o século XXI, que lida com a tecnologia como ninguém. Ela tem nada mais nada menos que dois blogs e ainda colabora com outro. Quando acabou a entrevista não tive dúvidas, corri para internet para conhecer seus blogs. Fantásticos. Só para começar, o texto dela é maravilhoso, bem escrito, leve e totalmente vivo. No ar, o post atual é sobre sua viagem ao Rio de Janeiro para gravar o programa Mais Você. O texto realmente uma verdadeira viagem pois nos sentimos lá, com as emoções que ela descreve tão bem no blog. Mas, eu comecei a falar da Vovó Neuza para dizer o quanto é importante “dar trabalho para os neurônios”, como ela disse na entrevista. O Ser Humano só cresce, quando o seu cérebro se mantém ativo, quando temos um verdadeiro motivo para viver. A mente ativa ultrapassa barreiras. Veja bem, o popular é dizer que o idoso (ô palav

Algumas considerações sobre o tempo

Na semana que passou eu escrevi pouco, muito pouco. Não que tenha faltado inspiração, não, isso não é verdade. Ela, essa entidade chamada inspiração ronda nossa cabeça como uma mosquinha ronda a lâmpada, para obter um pouquinho do calor. Faltou tempo – e isso é bem verdade – este monstro devorador, impiedoso que não poupa nenhum segundo de nossas vidas. O tempo devora nossas vidas, nossa juventude, nossos pensamentos, nossa visão, devora o nosso tempo pessoal (que fica curto a cada ano vivido). Mas, tem uma coisa que o tempo não devora: o amor. Essa entidade misteriosa, tão apta a dividir (em uma multiplicação que nenhum matemático explica); tão generoso é o amor que não olha o tempo, ele ignora a existência deste devorador, que não consegue atingir o verdadeiro amor.

Mais geração google

A internet trouxe novas perspectivas de busca para nós. As pesquisas podem se tornar mais amplas, aprofundadas para quem busca realmente o conhecimento do fato em profundidade. Basta o uso das palavras corretas, muitas vezes combinadas que podemos obter qualquer informação, em qualquer língua. Isso é uma realidade, positiva, que permeia nossas vidas hoje. Quem se engajou com esta realidade sabe que o planeta seria totalmente outro (atrasado) se não fosse a WEB. Imaginar-se datilografando textos em uma mastodôntica máquina de escrever é como se ver diante de um filme de ficção. Este blog não existiria se não fosse a internet. A rapidez da comunicação por e-mail, skype etc também não. Estes aspectos são os positivos, mas o grande problema é que as crianças de hoje, já nascem sabendo apertar botões e navegar na WEB enquanto os professores ainda são da geração da máquina de escrever e do projetor de transparências. Isso é o verdadeiro choque de gerações. As escolas e universidades, por o

Geração Google

Formada por jovens que nasceram depois de 1993 com características muito diferenciadas em relação a apreensão de cultura e informação. Usa a internet como fonte, mas suas pesquisas são superficiais. Estes jovens praticam o surf na internet, em busca dos dados desejados, mas suas buscas são horizontais, dificilmente se aprofundam no tema. Pratica também o chamado “boucing”, ou seja, vão pulando de site em site, folheando rapidamente os textos encontrados. Eles se contentam com a superfície. Estas informações, de forma bem mais aprofundada, podem ser obtidas no relatório “The Information Behavior of Researchers of the Future-Survey Results” , uma pesquisa completa feita por esta geração. Mas, a grande questão que surge em face destes dados é como ensinaremos estes jovens? Qual é o papel do Professor em face de este comportamento? O que o professor precisa fazer de autotransformação para acompanhar estas mudanças? Como desenvolver a atividade cognitiva deste jovem, em face da fragmentaç

A educação exige questionamentos.

Será que a escola de hoje, deve ensinar como a escola de ontem? Será que o quadro negro, ou branco, e o giz são suficientes para que o aluno possa aprender? O que é aprender? O que é aprendizagem? O professor só ensina? O aluno precisa que sua atenção seja limitada na sala de aula? Este mesmo aluno deve ter a liberdade de pesquisar em seu computador de mão, ou notebook, enquanto o professor explica um novo assunto? Quais são as vantagens de ele fazer isto? E as desvantagens? Ensinar para um adulto deve ser igual a educar crianças? Então, se não é, porque muitas escolas insistem em tratar adultos como crianças? Por que no Brasil, os pais não podem ensinar seus filhos e assumirem o papel de educadores, como acontece em alguns países de primeiro mundo? Por que a universidade no Brasil é tão restrita? Por que não podemos passar 4 anos estudando os grande clássicos da literatura, por exemplo? Por que a maioria do ensino a distância, o aluno ainda deve se deslocar para uma sede da escola, se

Aviso aos leitores

Ontem não houve postagem porque estava no 7º Fórum Universitário Pearson sobre o tema A Inovação no Ensino Superior . Os temas em foco são tão atuais que vale a pena falar deles ao longo desta semana, neste Blog. Hoje a tarde vou postar a primeira mensagem. Aguardem!

A Vida

Eu li, hoje pela manhã, uma mensagem escrita pelo espírito de Leocádio José Correia com o seguinte texto: "A prova da espiritualidade no homem é a firmeza do seu caráter no trato diário, diante de qualquer acontecimento." Diante das notícias de hoje, esta mensagem nos faz pensar o quanto a vida é frágil e como devemos valorizar, todos os dias, as pessoas que estão a nossa volta. A firmeza de caráter, a fé e sobretudo a esperança devem ser o norte de todos, mesmo diante de acontecimentos como o ocorrido com o avião da Air France. Sem mais palavras!