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Mostrando postagens de Setembro, 2009

Se não fosse trágico

Saiu na imprensa internacional ontem uma notícia no mínimo absurda, não pelo seu conteúdo mas pelo fato em si. A escritora J.K Rowling (Harry Potter) foi recusada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, George Bush, para receber a “ Presidential Medal of Freedom”, uma medalha dada pelo governo norte americano a pessoas que se destacam em suas áreas. A recusa seria aceitável se o motivo não fosse o mais absurdo. Segundo informações divulgadas, o ex-presidente Bush recusou destacar a escritora por que, na cabeça dele, ela encoraja a bruxaria. Se não fosse triste, seria uma piada, pois a afirmação nos leva a crer que o ex- presidente norte americano acredita em bruxas, magia negra e quem sabe em elfos-domésticos (seria muito bom ter um Dobby em casa), hipogrifos e outros personagens, fruto da imaginação e do inconsciente coletivo do povo da Terra. O que causa mais espanto é que, na terra (USA) onde se prega a democracia plena, os direitos individuais, religiosos e mais uma série de

Violência nas escolas

A reportagem de 27 de setembro no Fantástico levantou, mais uma vez, uma questão de primordial importância - a violência nas escolas. Mas, o que é violência? Como ela se manifesta nas escolas? Como professores, diretores e pais estão tratando o assunto? Até que ponto o currículo atual contribui para o aumento da violência? São questões que precisam ser urgentemente estudadas e respondidas pelos especialistas em conjunto com pais e professores. Não estou dizendo aqui sobre a violência que pomposamente chamamos de bullyng. Todos nós, adultos já vimos, participamos ou sofremos este tipo de violência na escola. Ela é ruim, muitas vezes cria complexos, mas até hoje não machucou nem matou ninguém. O que estou falando especificamente é sobre a violência que está lesando fisicamente e matando crianças e adolescentes dentro das escolas. O Brasil entrou na era da educação moderna como um faminto ao ver um prato gigantesco de comida, que devora sem ao menos olhar o que está comendo. A rigidez

Exercite-se de maneira ecológica

A primavera chegou e segundo a medicina chinesa, estamos na época certa para iniciar uma atividade física, começar um regime e melhorar definitivamente as condições gerais de nosso corpo e mente. Então, mãos a obra. Tire a velha e confortável roupa de ginástica do armário, faça mudanças no conteúdo de sua geladeira e principalmente, faça uma faxina na mente. Quando o tempo esquenta nossas roupas diminuem, nossa vontade de comer se modifica, ficando mais fácil introduzir hábitos saudáveis. Introduza em suas refeições um bom prato de folhas verdes variadas, com legumes crus e frutas. Esta composição repõe vitaminas e sais minerais no organismo, o que ajuda na saúde, na beleza da pele, no desenho do corpo e é um potente antienvelhecimento. Mais cuidado, mudanças bruscas na alimentação, principalmente para quem tem problemas de saúde ou é obeso devem ser acompanhadas por um médico. A rua nos convida, cada vez mais, a horas de lazer ao ar livre, e por que não, exercitar-se. Certamente v

Patriotismo pode ser imposto por lei?

Esta semana foi sancionada a lei que obriga as escolas públicas e privadas a executarem o Hino Nacional, uma vez por semana. Será que esta lei tornará o brasileiro mais patriota? Será que os ecos da ditadura não ensinaram que tudo o que é imposto não funciona? O Hino do Brasil é o mais bonito do mundo. Poético, ritmado, glorioso e por que não dizer, reflete toda a beleza natural e espiritual de nosso povo. Mas para que ele seja amado, ele precisará ser compreendido , e para que isto aconteça ele precisará ser ensinado nas escolas, a começar pelos professores. Quando você é obrigado a fazer algo geralmente o primeiro sentimento que chega é o de rejeição. Sinceramente, eu tenho um pouco de medo desta decisão. Se o professor não respeita o hino nacional por que não compreende o significado de suas palavras, não conseguirá passar esta informação para o aluno. Assim, o estudante passará a cantar como se entoasse uma letra de música em inglês que não compreende. É mecânico e deseducativo.

Dia Mundial (quase) sem Metrô

A iniciativa de se ter um dia mundial sem carro é muito boa, na medida em que alerta a população da importância de se locomover com meios sustentáveis de transporte. No entanto, a iniciativa não funciona na cidade de São Paulo por motivos óbvios: os meios de transporte público são insuficientes. São Paulo é um país dentro do Brasil, possui 1.522,986 Km2, 11.037.593 habitantes, segundo dados do IBGE (2009), um IDH alto de 0,841 e um PIB de R$282.852.338 mil (IBGE-2206). Mesmo com esta grandeza numérica possui apenas 61,3 Km de linhas de metrô, o que soma 55 estações. É muito pouco para uma cidade tão extensa e população tão densa. Outras cidades no mundo, bem menores que São Paulo possuem muito mais linhas de metrô. Só para se ter uma idéia: Metrô de Londres - 408 Km de linhas e 274 estações (o mais antigo do mundo) Nova York – 368 Km de linhas e 468 estações Metrô de Moscou - 276 Km de linhas e 170 estações Xangai – 228 Km de linhas e 162 estações Metrô de Paris - 213 Km d

A estação das flores e os nossos corações

A estação das flores e da beleza entra em nossas vidas hoje. Há um mito grego que diz que no inicio não havia estações do ano, tudo era sempre belo e ensolarado. Neste tempo Perséfone, a filha de Deméter,  era muito bonita e despertou a paixão do terrível Hades, o deus do mundo subterrâneo. Perséfone foi então raptada por ele e obrigada a se casar. A tristeza de Demeter foi tão grande que ela fez os frutos murcharem, as árvores secarem e os dias ficarem cada vez mais frios e nebulosos. Assim, sem nada para comer, os seres humanos imploraram a Zeus que resolvesse a situação. Foi quando ele enviou seu filho Hermes até Hades. Assim, através de sua esperteza e astúcia, convenceu o deus das profundezas a deixar Perséfone com sua mãe durante oito meses do ano, passando o restante com Hades. Assim nasciam as estações do ano. O quanto aprendemos com um mito ou lenda antiga? O quanto é importante olhar o mundo com os olhos de quem sonha? Quando a primavera desce sobre o planeta Terra, com sua

Virada Educacional

São Paulo é a cidade das novidades. Primeiro foi a virada cultural, um evento grandioso que merece nossos aplausos, depois foi a virada esportiva, que segundo informações foi um sucesso total. Então, por que não fazer uma virada educacional? Não necessitaria ser algo tão intenso como 32 horas só de educação, mas algo como 280 dias de aulas repletos de pelo menos 9 horas de educação e atividades para os alunos. Poderia também ter 365 dias ao ano com professores engajados em um projeto educacional que visasse colocar a cidade de São Paulo, quem sabe o Estado, entre os primeiros lugares no mundo no item Educação. Não seria difícil. Exigiria um pouco de planejamento e muita força para suportar pressões que viriam de todos os lados. Em primeiro lugar uma belíssima prova para todos os professores da rede de ensino pública, que avaliasse os seus conhecimentos em língua portuguesa e a matéria que leciona. E por que não incluir um pouco de conhecimentos gerais. Em um escala de 0 a 10, todos

O Paradoxo do Tempo

Você já reparou que muitas vezes o tempo do relógio parece não corresponder com a nossa percepção de tempo? Caso tenha observado isso pode ter a certeza que se trata da mais pura verdade. É um paradoxo onde se confrontam duas realidades: a física e a psíquica. Na realidade física, o tempo corre conforme o relógio, contado em horas, minutos e segundos. Impreterivelmente correndo sempre para frente, em um continuo que não volta e não possibilita mudanças. Na realidade psíquica ou subjetiva, o tempo é diferente. Não tem marcadores, não tem direção e podemos pular do hoje para o ontem, sem perigo de enlouquecermos. No tempo subjetivo fazemos a mágica de ressurgir os dias passados com a mesma facilidade que vivemos os que virão no futuro. Quem não vivenciou todos os detalhes de um encontro com alguém desejado, por exemplo, dias antes que ele acontecesse que jogue o primeiro relógio. Se na realidade física um cronômetro for acionado durante o período em que estamos envolvidos em nos

Parque temático sobre Harry Potter abrirá em 2010

Em Orlando, Flórida, no próximo ano, os amantes da série Harry Potter poderão voar em um Hipogrifo, “estudar” em Hogward, comer no Cabeça de Javali e tomar cervejas amanteigadas em Hogsmead, além de participar de uma série de aventuras mágicas, que só um parque temático pode proporcionar. É uma novidade e tanto para quem se apaixonou por cada detalhe, cada cena e personagem dos livros de J.K.Rowling. Será a oportunidade para estes leitores, adultos e crianças, vivenciarem um pouco deliciosas situações que a autora proporciona com sua imensa capacidade de contadora de estórias. O nome escolhido por J. K. Rowling para o parque foi The Forbidden Journey . Todos os detalhes do filme serão apresentados, como por exemplo a vila de Hogsmead e suas lojas e bares, além disso o visitante poderá comprar iguarias como os famosos chocolates em formatos de sapos tão citados em toda série. Esperamos que o realismo não chegue ao ponto de apresentar as balas sabor vômito. O parque sobre Harry Potter

Pais incentivam violência nas Escolas

Quem viu na TV a cena entre duas meninas brigando na porta da escola, incentivadas pela mãe de uma delas, monitora, com certeza passou de chocado para revoltado. Já é muito deprimente ver duas “crianças” brigando, mas socos e pontapés ao som de uma mãe “orgulhosa” dizendo para ninguém se intrometer que a filha dela resolveria o caso, no mínimo é vergonhoso e merecedor de punição exemplar por parte da Vara da Infância e Juventude. Mães e pais que ensinam seus filhos a bater, que incentivam a violência não deveriam ter a guarda destas crianças. O futuro delas fica comprometido. A educação que recebem se recente da falta de uma estrutura sólida que as ensine a lidar com suas frustrações sem agredir o próximo. É muito triste ver duas garotas serem incentivadas a agir como animais na disputa por um macho. A autora Glória Perez, na novela Caminho das Índias, mostrou a população o que acontece com crianças e adolescentes cujos pais não têm equilíbrio o suficiente para educá-las e posicioná-la

Existe valor em uma sapatada?

O jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi que lançou seus sapatos no ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush em dezembro de 2008, foi libertado nesta terça-feira, 15, após passar 9 meses na prisão. A grande questão que fica é: qual é o valor de uma sapatada em um presidente da república? Por pior que tenha sido o governo Bush, aquele sapato voando em uma entrevista coletiva significou uma quebra de paradigmas em que saimos da civilização e entramos na era do retorno a idade da pedra. Cessamos a conversação e passamos a agressão física. Além disso, tumultuar uma coletiva de imprensa com um ato de vandalismo é um grande desrespeito aos profissionais que exercem o jornalismo. Ele, Muntazer al-Zaidi, não merece o diploma que tem. Os brasileiros podem puxar pela memória, pois atos de igual “baixaria” já ocorreram aqui. É só lembrar de quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso teve sua fazendo invadida pelo MST em um ato vergonhoso e agressivo. A grande questão é o que

As muitas faces do ser escritor

O escritor Tomás Eloy Martínez disse em entrevista para a Revista da Cultura que “escrever é transformar a imaginação em linguagem, e isso desencadeia realidades inesperadas, o que permite ao escritor se diversas pessoas ”. Escrever é um ato de confissão. Quem escreve expõe sua alma a público, desnuda seu interior através de cada personagem, de cada ação e fala de sua obra. Uma história de amor difícil, um desejo reprimido, uma vingança planejada apenas para sonhar. Tudo acontece naquele lugar chamado “terra sem limites”, o cérebro. É claro que não podemos dizer que o escritor também é um assassino, bandido, pervertido porque criou um personagem assim. Seria um absurdo, um desrespeito com a pessoa do autor. No entanto, todos nós temos em nossos corações e cérebros uma dupla, que anda lado a lado, a nos testar a cada momento, a dupla bem/mal. O bom escritor vive a vida de outras pessoas durante o período de criação, para que possa realmente envolver seu leitor com a trama, arrancando ri

Caminho das Índias encontra o seu fim

Como um conto de fadas terminou ontem Caminho das Índias, sem dúvida a melhor novela já escrita por Glória Perez. A beleza está, não só nas cenas bem elaboradas, nas roupas e cores absolutamente luxuosas, mas no respeito ao mostrar a cultura de outro povo. A novela é um gênero da literatura muito apreciado no Brasil e, além do entretenimento, tem o dever de apresentar elementos “educativos” para a população. Caminho das Índias conseguiu isto através dos elementos mais antigos usados pelos contadores de estórias. O final, que por sinal rendeu um Ibope de 55 pontos de audiência na Grande Sâo Paulo, nos apresentou dois elementos associados a ilustrações de livros antigos: - A cena onde todos dançam na festa de “recasamento” de Manu e Kochi, ladeada pelas colunas ornadas com elementos indianos. Linda!! - A cena final, que mostra Raj e Maya se beijando sob o angulo do espelho. Elemento tão usado nos contos de fadas antigos e modernos (Harry Potter). A novela vai deixar saudades.

O respeito e a tradição das flores

Lendo um livro que foi lançado no Brasil em 1995 pela editora Melhoramentos pude perceber o respeito e a tradição que a população inglesa dedica as flores, o que naturalmente explica a matéria que escrevi ontem. “A Linguagem das Flores” e “A Linguagem das Flores Silvestres”, de Sheila Pickles são uma viagem a tradição e a beleza de flores, muitas vezes singelas, mas cantadas em verso e prosa pelos mais renomados poetas ingleses. E interessante ler sobre a fascinação que a singela violeta exerce até hoje sobre as pessoas, chamada por Shakespeare de “precoce” pois anuncia a chegada do verão. Além disso, por sua singeleza é associada ao significado de modéstia. Não poderia deixar de ser citada, a Rosa, que significa o amor, e é considerada a flor mais antiga conhecida pelo homem. Sempre fez parte dos jardins europeus que, em matéria de jardinagem, não se deixam envolver por modinhas como fazemos no Brasil, onde um pé de rosa plantado no jardim já foi considerado brega. Além disso, você po

Britânicos contam com academia ao ar livre

Desde que começou o verão os Britânicos se viram frente a uma novidade bem vinda. Aparelhos de ginástica, geralmente restritos as academias, agora povoam os já bem cuidados parques de Londres e cidades do interior. As academias por lá são caras, assim como no Brasil, e custa uma média de 200 reais por mês para entrar em forma. Então, o governo dos pais consciente que exercício físico significa bem estar da população e redução de gastos públicos com a saúde, disponibilizou aparelhos de academias, adaptados e feitos em aço galvanizado, para a população que não pode pagar. O governo inglês pensou corretamente quando passa por cima dos interesses individuais, no caso das academias e fabricantes de aparelhos de ginástica, e investe no coletivo. Ele sabe que melhorando a saúde da população, melhora o país e diminui gastos com a saúde pública, podendo investir este dinheiro em outras áreas que demandam verbas. É uma pena que o Brasil não funcione assim. No país os interesses individuais, prin

O triste imposto contra os livros

Tão destrutivo quanto as guerras, os atentados, a miséria absoluta de alguns países do continente Africano e Asiático é o terrorismo contra a cultura e a educação do país. O Brasil nunca foi exemplo em educação, apesar do arremedo de educação francesa que se recebe na escola. Séculos de descaso, falta de vontade e incentivos, programas criado pelo Mec que visam sobretudo amarrar a educação ao invés de ampliá-la, nos separam do verdadeiro ideal. Mas agora, chegamos finalmente ao final do túnel e o que vem na direção contrária e o trem da ignorância. O bizzaro imposto que Presidente Luis Inácio Lula da Silva quer colocar sobre os livros é o maior contra-senso de um governo neste país. Maior até que a mal afamada ditadura militar. Nunca, em tempo algum, um presidente fez isto, principalmente alguém que baixa os impostos para os carros que estão poluindo o ar do país; para materiais de construção que beneficiaram muito as grandes construtoras. Nunca alguém ousou encarecer o já tão custo

O Petróleo é nosso

É muito bom que o Brasil tenha descoberto a possibilidade das grandes reservas de petróleo, o famoso pré sal. É muito importante para o país e para o mundo, na medida em que garante o suprimento de energia durante muitos anos e coloca o Brasil ao lado dos grandes produtores de petróleo. O que não dá para admitir é a infantilidade com que o tema vem sendo debatido por nossas autoridades políticas. É uma vergonha o uso, porque não dizer, politicagem que o assunto vem gerando nos últimos tempos. O que o governo Lula quer? Quais são seus reais objetivos futuros no que ser refere a este petróleo? Por que uma das empresas mais competentes do mundo em exploração de petróleo como é a Petrobras não poderá explorá-lo? Para que criar uma nova estatal? Por que os Estados estão discutindo tanto sobre os lucros de algo que ainda nem aconteceu? Por que as regras que valiam para a extração têm que mudar? São perguntas iniciais que, tenho certeza, nosso presidente e todos os seus ministros, deputados e

O Espelho de Alice

A física quântica nos apresenta a um mundo similar aos contos infantis e ao de Alice no pais das maravilhas. Enquanto o coelho com o relógio corre nos dizendo que é hora de acordar, de trabalhar, de comer, de correr para os congestionamentos, um mundo quântico banha nosso dia a dia, sem ao menos nos dar conta. Um dos princípios da física quântica é a probabilidade e a interferência do observador. Em palavras bem leigas, existe uma probabilidade de algo acontecer, mas depende única e exclusivamente de quem observa. Assim, caem por terra as teorias de realidades únicas. Não vou me enveredar nos meandros da física, matéria em que sou muito mais admiradora que estudiosa leiga, mas a partir do momento em que os físicos perceberam isto, conceitos começaram a mudar. Se posso mudar minha realidade mudando apenas o foco da minha observação então, sou eu que faço a realidade em que vivo! Então, se vivo uma realidade ruim sou a principal responsável por isso. Ufa!! As filosofias orientais dizem i

Travessia

“A morte é apenas uma travessia do mundo, tal como os amigos que atravessam o mar e permanecem vivos uns nos outros. Porque sentem necessidade de estar presentes, para amar e viver o que é onipresente. Nesse espelho divino vêem-se face a face; e sua conversa é livre e pura. Este é o consolo dos amigos e embora se diga que morrem, sua amizade e convívio estão, no melhor sentido, sempre presentes, porque são imortais.” William Penn, More Fruits of Solitude . Foto do blog: http://indoleromantica.blogs.sapo.pt/arquivo/roxas_mar1.jpg

Crônica do Tempo

Era uma vez um Bardo, muito velho mais talentoso. Andava de vila em vila para cantar e recitar as estórias que acumulou ao longo de sua vida. A mais pedida era a crônica do tempo, que nunca para e cobra suas dividas com a loucura. Assim ele dizia: Em um tempo muito distante, no qual as florestas ainda era verdejantes, havia pássaros que não vemos mais hoje e as pessoas pareciam ter tempo demais existia um menino chamado Tom. Ele, com seu cabelo dourado na altura dos ombros vivia a deitar-se debaixo das árvores e ver o dia passar. Seus pais sempre diziam: - Tom, vá buscar água! Menino vê se faz alguma coisa. Mas não adiantava, Tom estava sempre lá, a olhar o dia passar sem fazer absolutamente nada. Na verdade, Tom nem estudava, afinal ele pensava: - para que, poderia fazer amanhã. E assim ele seguia sua vida. Neste ponto da estória, o Bardo geralmente enfatizava pois ai estava a mensagem da vida do menino Tom. Então, um belo dia de sol, em meio as árvores, Tom saiu passear e mais u