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Mostrando postagens de Novembro, 2009

Era muito bom para ser verdade

Quem vai ao shopping sabe que o estacionamento está cada dia mais caro. Entrar em um deles, quase sempre é deixar o valor do cinema. Na semana passada imaginamos que isto ia mudar, pelo menos para quem vai ao shopping para fazer compras, jantar, ir ao cinema ou teatro. Doce ilusão, por que é claro que uma liminar ia impedir a felicidade dos consumidores. É muito justo que a pessoa que vai fazer compra, que gasta seu salário em artigos ou serviços tenha isenção de estacionamento nos shoppings. Será que é muito difícil para que as associações de lojistas de shoppings ou sei lá, entendam isso, ou é melhor desenhar? Se algum deles tiver a ousadia de manter a lei, e isentar seus clientes que fizerem no mínimo dez vezes o valor do estacionamento em compras, irá fazer a festa no Natal. Terá filas de carros querendo entrar e uma festa em cada loja. Qual consumidor não se sentirá atraído em fazer suas compras em um lugar que o estacionamento é gratuito? Agora, voltando à liminar, cabe ao g

Pancadaria Televisiva em Viver a Vida

Existe toda uma polêmica sobre o sentimento de culpa que a personagem Helena, da novela Viver a Vida, sofre em relação ao acidente de Luciana, quando na verdade a grande discussão do público deveria ser em torno das personagens Tereza e Isabel. Manoel Carlos está levantando ai uma questão que está passando um branco pelos críticos e público. A relação deteriorada entre mãe e filha. A cena de ontem, muito bem interpretada, mostra os limites que uma relação pode chegar quando uma mãe não consegue tratar seus filhos, no caso filhas, igualmente, com o mesmo carinho. Isabel, a personagem problema, apresenta nítidos traços de falta de atenção e amor por parte dos pais. É claro que uma jovem não pode crescer como alguém normal quando nitidamente fica claro a preferência dos pais. Em cena de capítulos anteriores a personagem Tereza explica que Isabel, em sua lista de preferências é a última entre as três, e é claro que isso gera problemas. Talvez o autor Manoel Carlos pudesse ter conduzido

Ainda sobre a TV

Que ninguém pense que sou uma anti-religião, muito pelo contrário, respeito a crença dos outros assim como gosto que as pessoas respeitem a minha. O problema dos programas religiosos na TV aberta é a imposição que eles impõem para as pessoas. Da mesma forma que sou contra a apresentação de programas religiosos na TV com intuito de doutrinação, sou contra as Instituições Religiosas serem donas de um canal de TV. Vejam só o exemplo da Record (Universal). Por mais que as pessoas que trabalhem lá sejam absolutamente competentes, não dá para fazer programação de qualidade com os parâmetros ditados pelo dogmatismo religioso. Então você liga a TV é vê...... O Brasil durante muitos anos foi premiado e respeitado no mundo todo por possuir uma TV de qualidade se comparada a outros países cujas emissoras são controladas pelo governo. Mas o que adianta isso hoje? Se, ao invés de termos uma avalanche de documentários velhos e programas educativos mal feitos, somos obrigados a conviver com os cam

TV or not TV. That’s the question!

A TV aberta brasileira está cada dia mais caótica. Você muda de canal e o que vê é uma legião de camelôs digitais, que vendem de panelas, roupas de cama, cogumelos, aparelhos para fazer iogurte e outras coisas do gênero. Como se não bastasse o ataque comercial sofrido pelo telespectador, há horários em que somos obrigados a ver pastores gritando preces como se Deus fosse surdo, ou missas intermináveis. O pior de tudo isso é que esses horários são comprados na TV, o que significa que nós, telespectadores, estamos expostos a mais de 25% de publicidade diária televisiva (Ver reportagem na Folha de S.Paulo de domingo, 22/11). Nos tempos em que freqüentei a faculdade de propaganda, a querida ESPM, aprendemos com nossos professores que o telespectador quer se distrair na TV, assim ele precisa ver uma programação diferenciada para que o horário comercial seja bem vindo, mesmo que ele dê uma corridinha para o banheiro. Hoje não, com exceção de algumas emissoras, e creio que só a Globo e

Boa Literatura

Quem é dá época em que o ensino da 5ª a 8ª Série chamava-se Ginásio, e da 1ª a 3ª série do segundo grau chamava-se Colegial, deve se lembrar dos livros que era obrigado a ler para a disciplina de Português. Eles eram bons, muito bons. Confesso que talvez a forma de condução da avaliação de leitura era ruim, mas as indicações eram ótimas. Não se estudava focando apenas o Vestibular, aprendia-se focando o Universal. Bons tempos em que se lia Charlote Bronte, Charles Dikens, Jane Austen, além dos brasileiríssimos, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Machado de Assis etc. Felizmente, graças aos fenômenos de venda das escritoras Stephenie Meyer e J.K.Rowling, os adolescentes redescobriram a literatura. Hoje, timidamente, o mercado editorial brasileiro começa a relançar edições de Jane Eyre, Morro dos Ventos Uivantes, Orgulho e Preconceito etc. Infelizmente, e acredito que a causa seja a tiragem, muito caro os exemplares destes livros. Garimpando livrarias descobri uma edição maravilhosa,

A Educação deturpada

Em consideração ao artigo do Ministro Fernando Haddad, publicado ontem na Folha de S.Paulo. O Ministro da Educação Fernando Haddad disse que “as novas gerações hão de notar o sentido progressista em que foi reescrito o capítulo consagrado à educação em nossa lei maior”. É tudo muito bonito se houvesse um real sentido em acreditar que mudando a Constituição, nossa Carta Magna e não Lei Maior, como ele insiste em dizer em seu artigo, mudamos definitivamente a educação no país. A obrigatoriedade do ensino dos quatro aos 17 anos não mudará nada, se professores, currículos e boa vontade não forem modificados. Seria muito bem vindo se a educação pública no país melhorasse a qualidade; se o fator funcionário público deixasse de funcionar, e os professores, assim como os trabalhadores das em empresas privadas, não pudessem tirar licença por qualquer coisa. Já que neste país acredita-se que estando na Constituição haverá mudanças, então por que o senhor Ministro não sugeriu ensino diário de

Fora Cesare Battisti

Como se a extradição de um assassino fosse brincadeira de criança, o STF atribuiu ao Presidente da República o poder discricionário, nunca antes visto, de atender ou não a determinação do próprio STF. O Tribunal considerou que o status de refugiado político de Cesare Battisti é ilegal, mas que cabe ao senhor Lula decidir se irá extraditá-lo ou não. Seria cômico se não fosse uma vergonha nacional. Um bandido procurado pela justiça de outro país protegido pelo Presidente do Brasil, já que o próprio STF considerou que ele deve ser enviado ao seu país de origem, para cumprir pena por seus atos. É necessário que agora, neste exato momento, cada brasileiro observe a atitude do presidente, representante do povo e do PT. É de acordo com as atitudes que conhecemos o caráter das pessoas. E não é só isso, sofreremos questionamentos no mundo todo já que a não extradição de Battisti representa o descumprimento de tratados internacionais. Como cidadãos honestos, nós Brasileiros exigimos que a

A China e a falta de liberdade de expressão

Era de se esperar. Até Barack Obama, presidente dos Estados Unidos foi censurado na China . Em seu veemente discurso sobre liberdade de expressão e outros valores considerados universais pelos norte americanos ontem, Obama foi censurado na TV e na internet. O exemplo é muito bom para nós, latino americanos, que constantemente tem um presidente com vontade de ser ditador, mesmo que esta seja disfarçada. O Brasil recentemente foi palco destas tentativas como a criação de um órgão para controlar a imprensa, a censura ao jornal O Estado de S.Paulo e a lei eleitoral que proibiria o uso da internet, mas que foi rejeitada de última hora. A internet é livre, o pensamento é livre e o ser humano é livre. Liberdade esta que inclui a responsabilidade por seus atos e palavras. Não se pode mais, em pleno século XXI, violentar o ser humano proibindo que ele se expresse. Senão, voltaremos a época da inquisição e muitos de nós seremos “queimados nas fogueiras” do silêncio. É preciso ficar atento.

Em 2012 o apagão não será por falta de manutenção

Se as previsões dos mais pessimistas se confirmarem o Brasil não terá a sua Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016 não acontecerão. Pronto, acabou a polêmica. Ninguém precisa construir nada, brigar por conta de abertura e encerramento de evento e todos nós podemos desligar as TVs para não ferir nossos ouvidos com as barbaridades que o Presidente Lula tem falado e o Ministro de Minas e Energias quase declama em suas entrevistas. A perspectiva do recém estreado filme 2012, do diretor Roland Emmerich traz novamente o cinema catástrofe para nossas vidas já tão atoladas de problemas. Há séculos que as pessoas vêm tentando acabar com o mundo através de profecias malucas, interpretações errôneas, planetas errantes e outras idéias do gênero. Há pessoas neste momento que já estão providenciando acomodações em um lugar seguro. Na data elas serão as eleitas. Mas, deixemos as criticas de lado sobre a temática. O filme é muito bem feito e os efeitos especiais são o que mais chamam a atenção, com

Queda de Vigas em São Paulo vira disputa política

É vergonhoso que problemas técnicos sejam usados como plataforma política para atacar a oposição. Os petistas usaram o Twitter para atacar José Serra, Governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência. "O desabamento da obra do Rodoanel deve ser apurada com rigor considerando a urgência que o governo de SP tem em entregá-la em virtude das eleições", escreveu o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP). O que não se percebeu, e já era de se esperar é que o ataque da oposição contra a pré-candidata Dilma Roussef tinha e razão de ser pois ela é a responsável pela aplicação de investimentos na área de energia no Brasil, e com a voracidade que o Governo quis encerrar o assunto, com certeza a culpa não é do tempo. Já no caso do Rodoanel, o Governador de São Paulo vem cumprindo o seu cronograma de entrega das obras e, imediatamente, solicitou investigações sérias sobre as causas do desabamento. Segundo o jornal Folha de S. Paulo ele afirmou que "Houve falhas, evide

Desabafo

Contrariando a Constituição do Brasil, somos todos culpados até que a lei prove o contrário!!!! Ontem, no período da manhã na marginal Tietê, fui parada por dois policiais de trânsito. Entreguei a documentação solicitada é claro, tudo em ordem, por que como cidadã que acredita na ética, na moral, pago meus impostos corretamente, meu seguro obrigatório e na medida do possível, meu carro todo está dentro da lei. Mas, de vez em quando, você encontra alguém com vontade de multar (se fosse só isso). Os dois senhores que me abordaram implicaram com a placa traseira do meu carro. É claro que ela não esta linda, meu carro é de 1995. Já não é tão novinho! Se o problema todo fosse esse, estaria tudo bem. Eu trocaria a placa, mandaria pintar, sei lá, o que fosse recomendado, afinal, lei é lei e com autoridade não se discute. Mas, eles apreenderam meu documento do carro e me trataram como bandido, e isso eu não posso admitir. Além disso, a aparência da abordagem é que eles queriam dinheiro e i

A UNIBAN e o caso da vítima que virou vilão

Era uma vez uma universidade(?) onde uma menina foi assediada coletivamente por uma turba de alunos. O que pretendíamos que tivesse um final exemplar através da punição dos agressores, transformou-se em arauto da injustiça e da impunidade: A vítima virou vilã e foi punida. Parece historinha de novela mexicana, mas não é. Este final de semana a UNIBAN teve a cara de pau de publicar um anúncio dizendo que constatou que a aluna foi culpada e que será expulsa da pretensa universidade. A Faculdade alegou que a moça teve uma “postura incompatível com o ambiente da universidade” e que ela provocou os colegas ao fazer “um percurso maior que o habitual”, desfilando todo o seu “desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade”. Vamos apelar um pouco para signicados de palavras. Universidade, como o nome já diz, é “universalidade”, que abarca o todo, os diferentes, teoricamente um local onde se pratica a postura democrática e pluralista. É dentro deste local que alunos

O pequeno príncipe

Outro dia em uma grande livraria em São Paulo, comprei a série de DVDs do Harry Potter como presente para uma pessoa muito querida. Informei na seção de pacotes que era para um adulto. Papo vai, papo vem, a gentil empacotadora me disse que ela sempre perguntava se era para criança ou adulto quando se tratava do livro O Pequeno Príncipe. Ela constatou que na maioria das vezes é para adultos. É muito estranho, à primeira vista, que um livro para crianças chame tanto a atenção dos adultos. Mas quando lemos frases como: “[...] infelizmente não sei ver carneiro através de caixa. Talvez eu seja um pouco como as pessoas grandes. Devo ter envelhecido.” Percebemos que Antoine de Saint-Exupéry estava falando com um adulto, aquele que vive dentro de cada um de nós e que perdeu a capacidade de ver carneiros em caixas, borboletas em pontinhos de tinta no centro de uma folha de papel. O livro, escrito pelo jornalista e piloto francês em 1943, que vendeu em torno de 80 milhões de exemplares em d

Traduções ou novos livros?

Estou lendo um livro que em português se chama “O segredo do Vale da Lua”, mas em inglês, ou seja, no original seu nome “The Little White Horse”. Até hoje, confesso, não consigo entender a lógica que transformam nomes como Angel Heart em Coração Satânico, ou similares do gênero. Voltando ao livro, por que o nome foi transformado? Tudo bem que a história se passa em um lugar que poderíamos chamar de Vale da Lua e toda a história se passa com a heroína Princesa da Lua, mas é muito difícil entender o porquê destas mudanças. Ai vem uma questão muito séria. Se traduções são novos livros, por que os tradutores precisam trazer as emoções que o autor tentou passar para nossa língua, e de certa forma o que você lê em português é algo particular e novo, então os tradutores deveriam ter status de autores. Nada mais justo! Então você, leitor, pega qualquer livro em português e verifica: 1. O nome do tradutor não está na capa. 2. O nome do tradutor na página de rosto nunca passa de corpo 12,

Defesa Brasileira e Licitação

Até que ponto é lícito fazer uma licitação para comprar caças que defenderão o nosso espaço aéreo? Licitação é sinônimo de “igualdade” de condições, mas também significa priorizar a qualidade inferior pela aceitação do melhor preço. Está na hora de modificar o sistema de compras do governo e de órgão considerados como públicos. Licitação não funciona, pelo menos quando se precisa comprar qualquer coisa que não seja papel higiênico, folhas de papel em branco, prendedor de roupas e similares. Alguém sabe como funciona uma licitação de produtos de informática? Você não pode escrever no edital qual programa você quer, qual processador. Limita-se a dizer tamanho da memória, velocidade exigida e uso. Ai fica uma pergunta: Onde está a lógica? Informática é algo altamente especializado. Pelo menos os programas que você quer usar deveria poder escolher. Para não ficar só em produtos a lei é clara quando exige que Agências de Publicidade e seus serviços sejam contratados por licitação. É ridí

Quatorze anos na Escola

O Senado aprovou a proposta de emenda constitucional que aumenta de 9 para 14 anos o ensino obrigatório no país. Até 2016 todas as crianças deverão estar na escola aos 4 anos (pré-escola) e cursar o ensino médio que vai dos 15 aos 17 anos. É uma luz no final do túnel em meio à balbúrdia educacional que assola o Brasil. É claro que uma emenda constitucional não irá resolver os problemas, mas é uma possibilidade, já que contará com o respaldo da lei. Falta muita coisa ainda para que a medida funcione, uma delas seria a obrigatoriedade do período integral dos 4 aos 17 anos, e a proibição expressa que adolescentes estudem a noite. Muitos que estão lendo este artigo com certeza estão fazendo uma crítica severa, pois acreditam que estou fora da realidade do país. Mas, vamos ponderar. O que é melhor, que a criança acabe seus estudos (até o ensino médio) com maiores armas para enfrentar o mercado de trabalho, ou que eles trabalhem a partir dos 15 anos,como é muito comum, apesar da lei proibi