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Mostrando postagens de Maio, 2016

Um gnomo na minha horta

Autor:   Wilson Rocha Editora:   Ativa Número de páginas: 120 Avaliação do Prosa Mágica:   8 Já imaginou um gnomo escritor? E que tal um que gosta de viajar e escreve novela? Bem, é isso que você vai encontrar ao ler o delicioso livro de Wilson Rocha. Filipe é um adolescente brasileiro que viveu um ano na Inglaterra, e voltou para o Brasil não só com muito conhecimento da língua inglesa, mas com um gnomo na bagagem. E, é claro que o gnomo vai arranjar um monte de confusões e também dar uma ajudinha ao pai de Filipe, escrevendo uma novela de sucesso para ele. O livro é divertido, repleto de aventuras e com uma escrita correta e fluida, que nos dá a sensação de estar em um filme. E isso é bom, já que a estória é para adolescentes, como todos os livros da coleção Vagalume. Quem não ouviu falar da coleção Vagalume não tem ideia do que está perdendo. A série nasceu entre os anos de 1972 e 1973 objetivando o público juvenil, com literatura de qualidade que incentiva a

O lápis de cor lavanda

Imagem: Google Images. Tempo vai, tempo vem e sempre me encanto com o colorido de uma caixa de lápis de cor. Sei lá, parece que o sabor da infância volta quando olhamos aqueles lápis multicoloridos, todos juntos, apontados e ávidos por colorir algo.  – Ainda bem que os adultos podem usar a desculpa dos livros de colorir para retornar a usá-los. Qualquer tamanho encanta. Doze cores, vinte quatro, trinta e seis, mas talvez hoje, a minha paixão recaia naquelas “caixas” gigantes, com gaveteiros recheados de cores. Mas nem sempre foi assim. Quando era criança, o suprassumo do luxo era uma caixa de vinte quatro cores, que eu ganhei já não me lembro mais quantos anos tinha. Ela era amarela, da Johnn Faber, dobrava no meio e ficava de pé na carteira da escola. Se eu não me engano a caixa vinha repleta de borboletas. Hoje parece que ninguém mais dá valor para os lápis. Eu vejo todo dia isso na escola. O aluno recebe uma caixa e depois de um mês alguns deles já sumiram. Conheço até um

Cartas Esquecidas e outros papéis

“ Se eu encontrasse uma alma como a minha, Que me olhasse sem dizer nada E tudo me dissesse sem me olhar. Às vezes me pergunto o que faria? Seu eu encontrasse, uma alma como a minha. ” Quando você está em meio a livros velhos, nunca sabe o que vai encontrar. Isso é uma verdade universal, como diria Jane Austen em “Orgulho e Preconceito”. Já me deparei com livros lidos na infância, dedicatórias cujo texto era bem mais rico que o conteúdo do volume e, às vezes, cartas e trechos esquecidos em meio aos velhos exemplares cheirando a papel guardado. Recentemente li um livro, A Maleta da Sra. Sinclair , que conta a busca de uma personagem que se inicia com uma carta esquecida em meio a coisas velhas. A trama é genial e cativante. No entanto, raras vezes encontramos na vida real algo que vale a pena buscar. É cada vez mais escassa a busca por cartas amareladas e amarradas por fitas de cetim, que podem nos revelar uma vida ou amores secretos. – hoje tudo é digital.

10 anos escrevendo um blog

Escolhi esta imagem por que me lembra Harry Potter e metaforicamente a viagem que fazemos ao mergulhar na leitura. O tempo passou muito rápido? O tempo passou muito lento? Ou fui eu que me encantei e voei nas asas do tempo? Sei lá. Nunca sei responder quando os paradoxos invadem minha cabeça. Aquela história de “parece que foi ontem” não dá a dimensão exata do que senti ao perceber que já se vão 10 anos escrevendo um blog. E que, agora parece complexo demais para descrever em apenas um único post de algumas linhas. - Por que escrevo? – Talvez esta seja a grande pergunta. E agora neste momento paro para pensar. Escrevo por que respiro e como o ar que invade meus pulmões, as ideias, os comentários, a vontade de por no papel o que sinto e penso invade meu ser. São os meus alienígenas particulares. Hoje, trabalhando em uma feira do livro beneficente, me vi cercada de centenas de livros, cada um com uma cara, cada um com uma energia diferente. Alguns continham recortes de jorna

A Mulher do Viajante no Tempo

Autor:   Audrey Niffenegger Tradutor: Adalgisa Campos da Silva Editora:   SUMA Número de páginas: 454 Ano de Lançamento: 2003 Avaliação do Prosa Mágica:   8 Segundo a mitologia grega, Penélope era casada com Ulisses, um grande guerreiro. Quando ele partiu para a Guerra de Tróia, se passaram 20 anos até que ele retornasse. Penélope se manteve fiel ao seu amor. Mas, pressionada por seu pai a se casar novamente, ela aceita fazê-lo, mas os novos pretendentes deverão esperar que ela acabe de tecer um sudário para o pai de Ulisses. Espertamente, Penélope tece durante o dia e desmancha durante a noite. Ela mantém esta farsa até o dia que uma serva descobre e espalha para todos. “A mulher do Viajante no Tempo”, de Audrey Niffenegger, nos remete a uma Penélope moderna, que aguarda seu marido todas as vezes que ele desaparece em algum lugar no tempo passado ou futuro. Claire tece com suas linhas, o fio do tempo que está rompido devido a singularidade provocada por seu Hen