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Mostrando postagens de Maio, 2010

Curiosidade

A pergunta que não quer calar: Se um colecionador gasta em média R$ 600,00 para completar o álbum de figurinhas da Copa (Segundo a multinacional Panini – O Globo de 29/05/2010) , por que ouvimos a constante reclamação que os livros no Brasil são caros? Qual é a lógica desta relação? O que um álbum pode trazer que um livro já não proporcione em maior número e maior grau?

O amor segundo os poetas

"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?" Fernando Pessoa Foto: Belíssimo buquê de rosas que recebi no dia 26 de maio de 2010 por ocasião da comemoração de 9 anos de casamento.

A difícil e deliciosa arte de escrever

Em primeira ou terceira pessoa? Narrador personagem ou narrador-deus? Escrever não é tão fácil como pregava Neruda “você começa com maiúscula e termina com ponto e no meio você coloca ideias”. Escrever é um ato de despojamento e cada escritor tem as suas superstições, manias e fobias. Eu, por exemplo, gosto de pegar meu notebook, ou meus caderninhos de anotações e passar algumas horas na Livraria Cultura do Shopping Bourbon. Sinto que o espírito e a essência dos milhões de escritores circulam por lá, entre as prateleiras de títulos. É verdade! É como se cada um deles: Neruda, Rowling, Austen, Meyer, Shakespeare, Proust, Rosa, entre tantos, como seres invisíveis nos inspirassem a fazer o trabalho braçal de escrever capítulo a capítulo de um romance. Acreditava que isto era superstição, mania, até ler o artigo “A Vida Secreta das Palavras” , na revista Serafina, de maio, que conta sobre o escritor angolano José Eduardo Agualusa (Barroco Tropical, Cia das Letras). Convidado a escrever e

News

Correios devem reduzir as tarifas de postagem para o envio de livros. Se a medida sair será mais uma vitória da cultura e economia no bolso do consumidor. A medida foi prevista na Lei do Livro de 2003.

Miss USA e a preconceito contra a mulher

Jane Austen, Simone de Beauvoir, Marie Curie, J.K.Rowling....uma lista infindável de mulheres sofreram preconceitos de diversas formas, cada uma em sua época. Agora surge na imprensa um caso gritante de desrespeito ao ser humano. A libanesa naturalizada americana Rima Fakih venceu o concurso de miss Estados Unidos, mas não venceu o preconceito que impera em território teoricamente liberal. No dia seguinte a sua vitória, a imprensa a descrevia como terrorista e prostituta. As descrições se devem ao fato de sua família, lá no Libano, ter membros do Hezbollah e, que teoricamente, o comportamento dela não corresponde a imagem da mulher Libanesa. Em primeiro lugar ter em sua família um bandido, não significa que toda os membros sejam bandidos. Falta também conhecimento da cultura do país aos que escreveram pilhas e pilhas de matérias contra a miss. O Libano não é o Afeganistão, nem outros países cuja lei proibe as mulheres de terem os direitos mais naturais de ser humano que é existir e te

A Morte da Ficção ou “The long short perpetual life of Fiction Books”?

A trama seria de um filme de terror. Abre-se Plano Geral de uma praça pública onde chameja uma fogueira. A câmera se aproxima e fecha em close. No foco um livro, já metade queimado no qual se pode ler “Os miser....”. Sadicamente, o diretor abre o foco e mostra centenas, senão milhares de livros sendo queimados. A sua volta pessoas pulam e dançam em uma cena dantesca. Qualquer semelhança com o enredo do livro Fahrenheit 451 , de Ray Bradbury, que foi transformado em filme por François Truffaut em 1966 não é mera coincidência. Todas as vezes que leio entrevistas, ou trechos que se referem a pesquisas, como a que foi publicada no blog do tradutor Petê Rissati (texto brilhantemente escrito) eu literalmente lembro-me do filme citado no parágrafo anterior. Tomei a liberdade de reproduzir a informação: “Uma pesquisa recente sobre hábitos de leitura no meio universitário chegou a conclusões espantosas: trinta e seis por cento dos pesquisados nunca, repito, nunca haviam lido sequer um livro d

Qual é o seu personagem?

Quem gosta muito de ler geralmente não responde a esta pergunta. Escolher um personagem nos parece igual a uma mãe ter que escolher um filho, usando o lado bem trágico da comparação. Há, no entanto alguns personagens na literatura que nos tocam profundamente, ou por sua semelhança ou por sua profundidade. Quantos Heathcliffs e Catherines existem??? Quantos Senhores Darcys e Senhoritas Elizabeths? Quantas Bellas e Edwards? Quantos Jean Valjean? Não creio que seja uma traição dizer gosto mais ou menos deste ou de outro personagem. Eu tenho as minhas preferências. Então, eu lanço um desafio aos meus leitores. Mandem posts dizendo com qual personagem da literatura você se identifica e por quê. Ao final desta semana eu direi qual personagem estou vivendo e por quê. Foto do site: http://ibna2009.files.wordpress.com/2009/08/mascara.jpg

Clube de leitura

Para quem se gosta de ler e tem o hábito de reunir-se com amigos para debater livros (os famosos Clubes de leitura) no site da Bloomsburry tem material bem interessante para estas reuniões. São pequenos guias de leitura de obras publicadas por eles com autores como Susanna Clarke (Jonathan Strange & Mr. Norell), Georgina Harding (The Spy Game), B.R.Collins (The Traitor Game), Linda Press Wulf dentre outros, infelizmente muitos deles ainda não traduzidos para o português. Para quem não sabe, Clube de Leitura (Ver filme Clube de Leitura de Jane Austen) são grupos de amigos ou amantes dos livros que se reúnem pelo menos uma vez por mês, para debater um livro pré-combinado sobre diversos aspectos como psicologia, trama, personagens, características do autor, etc É uma ideia interessante para as Editoras Brasileiras fornecer a estes grupos estes pequenos guias e também para os leitores formarem seus pequenos "clubes". Além do aspecto cultural, momentos assim nos tiram do stre

Pode um livro ser transposto na integra para o cinema?

A pergunta é muito boa, mas a resposta é difícil de ser fechada. As linguagens são diferentes, tão opostas como água e vinho. Na literatura encontramos a linguagem verbal, que se utiliza de um alfabeto para criar emoções, insinuar situações e estimular a mente a imaginar cenários, pessoas, situações. Na linguagem verbal precisamos dominar as regras da língua em que escrevemos, dominar técnicas descritivas e narrativas que envolvam o leitor. Uma ficção pode ser escrita em primeira pessoa, quase um diário, e quanto mais rica for em informar as emoções do narrador-personagem, mais envolvido o leitor ficará com a história. A história da literatura traz uma centena de bons escritores que fizeram isto com maestria. Outra forma de “ficcionar” é a narração em terceira pessoa, onde o escritor é uma espécie de “deus” que tudo vê e tudo sabe, e passa estas informações para o leitor que muitas vezes sabe muito mais da história do que o personagem principal. Quando isto acontece com perfeição, o le

Blog de cara nova

Não se espante este é realmente o Blog Prosa Mágica. O visual mudou. Saiu o Rosa Choque e entrou o Pretinho Básico. Não se engane, pois a mudança de cor não representa mudança de estado de espírito. Nunca estive mais cor de rosa do que agora. Eu finalmente acabei o livro e considero a primeira batalha vencida. Agora vem a mais difícil que é encontrar uma editora que queira publicá-lo. Mas sou teimosa e começarei a enviar os originais assim que a obra estiver registrada. Voltando ao Blog, coloquei links na seção “literatura aqui e no mundo” para que você possa se manter informado do amplo e gigantesco mercado mundial de livros. Agora a seção de blogs e sites interessantes se chama Prólogo por que são inspirações, informações que nos preparam para nossas experiências criativas. Também incluí uma seção chamada Fans (a grafia é proposital), com links de sites ligados a escritores, obras e filmes que possuem milhares de “seguidores” ao redor do mundo. Uma novidade para quem procura