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27 de abr de 2011

A princesa dos olhos tristes

Se vocês me permitem um pequeno comentário intimo, há uma “mania” na família de minha mãe de colocar nome de princesas nas filhas. Naturalmente começou com a minha, que me batizou de Soraya (em homenagem a princesa da Pérsia, Soraya Esfandiary Bakhtiari), depois minha prima batizou sua filha de Caroline (Homenagem a filha da belíssima Grace Kelly, rainha de Mônaco) e alguns anos depois, meus tios colocaram o nome de Anne (princesa da Grã Bretanha), em minha prima. Então é fácil imaginar que vivemos em clima de “família real” boa parte de nossa infância e adolescência.
Mas, de todas as histórias reais, a que mais me intriga e fascina é a da princesa da Pérsia, por ter sido uma história de amor com final infeliz, mas não trágico.
Soraya foi a esposa e rainha consorte de Mohammad Reza Pahlavi, Xá da Pérsia. Conheceram-se na França, na época em que Soraya fazia um curso de boas maneiras em uma escola Suíça. Logo ela recebeu um anel de noivado com um diamante de 22,37 quilates.
O casamento foi realizado no Palácio do Golestan, em Teerã, em 12 de fevereiro de 1951, com todas as pompas necessárias a uma família real. O vestido de Soraya, criado por Christian Dior. Dizem que era tão pesado que a princesa precisou ser amparada durante todo o casamento e a festa.
É claro que o casamento não durou. Soraya não podia ter filhos e o Xá foi pressionado a separar-se dela. Ele anunciou o divórcio em uma comunicação pública, onde se demonstrou extremamente choroso. Foi tão marcante o comunicado que o compositor francês Françoise Mallet-Jorris inspirado, escreveu uma canção pop de sucesso: Je veux pleurer comme Soraya ("Eu quero chorar como Soraya").
A princesa, logo após a separação, emitiu um comunicado a imprensa com as seguintes frases:

"Desde que Sua Majestade Imperial Reza [sic] Shah Pahlavi considerou necessário que um sucessor para o trono deve ser de descendência direta na linha masculina de geração a geração a geração, eu vou, com o meu mais profundo pesar, no interesse do futuro do Estado e do bem-estar do povo, em conformidade com o desejo de Sua Majestade o Imperador, sacrificar minha própria felicidade e declarar meu consentimento com a separação de Sua Majestade Imperial."

Talvez por isso tenha sido apelidada de princesa triste.
Eis uma história de amor com um final infeliz, mas não trágico. Graças a separação, Soraya foi poupada dos transtornos e terror do golpe na Pérsia, que derrubou o Xá e implantou um ditadura religiosa no país que assusta o mundo todo até hoje.
De todas as princesas, Soraya talvez tenha sido o maior exemplo do sacrifício diante de conceitos atrasados e inadequados ao novos séculos. A história dela e do Xá poderia ter sido diferente se ele, o príncipe, tivesse a coragem de lutar pelo seu amor.
Se está história tivesse sido escritar por um hábil contador de histórias, com certeza teria um final feliz. Então, eu fico pensando no principe William e a princesa Kate. Será que ele teria coragem de abdicar de seu priviligégio de gerar o futuro herdeiro do trono em favor de um grande amor?


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6 comentários:

Anônimo disse...

Hoje pela manhã, li sua primeira publicação e senti saudade de uma princesa da minha infância, que foi Sissi. Fiquei curioso e fui pesquisar e li que ela tinha sido Imperatriz da Austria e foi interpretada no cinema, por Romy Schneider, que, na década de 50, estrelou os três filmes sobre uma das mulheres mais fascinantes da Europa do século XIX.
Gostei muito dos seus 02 artigos. Parabéns,

Luis Antonio

soraya morais disse...

Olá, meu nome também é Soraya e foi escolhido por causa da Princesa. De uns tempos pra cá resolvi descobrir quem era a "tal princesa" e vi no seu bolg um pouco da história dela e gostei muito. Tenho algumas coisas a ver com ela, pois também não posso ter filhos. Parabéns pelo seu blog. Beijos!!!

Anônimo disse...

Se calhar é uma maldição...também sou soraya e não posso ter filhos!!???

Soraia Daminelli disse...

Me chamo Soraia, minha mãe colocou o meu nome inspirado nela. Resolvi pesquisar, historia marcante e triste ao mesmo tempo, tenho três filhos e imagino que a questão da infertilidade dela deve ter sido bem doloroso.

Soraya Felix disse...

Soraya Daminelli, obrigada pelo comentário.
Com certeza deve ter sido muito doloroso.

bjs

Janise Soraya Lopes Truccolo disse...

Também tenho Soraya no nome em homenagem a princesa. Sempre me achei única no nome: Janise Soraya, mas outro dia brincando no google joguei meu nome é eis que apareceu outra, no estado do Paraná, onde nasci apesar de morar quase toda minha vida no RS.É uma pessoa que talvez estude na Universidade de Londrina (minha cidade natal). Bem, é óbvio que morri de curiosidade e acho sinceramente que alguém que conheceu meus pais e que gosteu do meu nome. Como tive padrinhos lá de Londrina e qUE gostaria de saber como estão seus descendentes achei que poderia ser alguém da família deles. Ui, acho que expliquei demais e me estendi de mais mas aproveitei do seu blog para ver se a outra Janise Soraya entra em contato comigo. janise.truccolo@gmail.com ou janise@hotmail.com.br. Obrigada e desculpe tomar tanto espaço.