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27 de mai de 2008

Os diversos Caboclos de nossas vidas.


Acabo de ler no blog do grande Gabriel Perissé (http://perisse.blog.uol.com.br/) sobre a perda de óculos (não óculo, porque possuímos dois olhos) e da identidade (numérica) e imediatamente lembrei-me do Fernando Sabino.
Em um texto simplesmente sensacional, ele fala das perdas de objetos cotidianas, como entidades, aos quais devemos respeitar.
Quando um objeto se perde, você deve procurá-lo o suficiente para deixar o Caboclo escondedor feliz. Faz parte do jogo deste caboclo, principalmente objetos como chaves de carro, documentos, óculos e coisas pequenas, que sem mais nem menos ele devolve, embaixo do sofá, dentro da gaveta. Geralmente lugares que você já procurou. Faz parte da brincadeira.
Mas, acima de todas estas entidades ele fala do Buraco Negro, o chefão de todas. Se ela tomar um objeto para si, nunca mais o veremos. Não adianta procurar.
Fico pensando em todas as coisas que não são materiais que desapareceram de minha vida e imagino o tamanho do Buraco Negro em que elas caíram.
Agora, neste instante, uma entidade está mais uma vez puxando um sonho. Ela está disfarçada de falta de dinheiro e estou segurando com as duas mãos e a vontade de escrever.
O problema é: Não sei se esta entidade é um simples Caboclo, ou o terrível buracos negro..........

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