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24 de jun de 2009

Depois dessa, eu acredito em qualquer coisa

Em um país onde há democracia, não é vedado e nem deve ser que a imprensa fale do que quiser ou o que o povo quiser saber. A declaração infeliz (no sentido de infelicidade) dada pelo Presidente da República “Imprensa tem predileção pela desgraça” é no mínimo desprovida de conhecimento, senão desrespeitosa para com a população.
O que acontece dentro do Senado, financiado por cada um dos brasileiros, é de nosso interesse. Cada salário, cada contratação, cada compra e todas as falcatruas são de nossa conta. A imprensa precisa divulgar.
Quando o Presidente Lula diz “eu vejo as matérias e já me assunto”, nós também temos a mesma reação somada à indignação, a revolta e a vergonha de viver em um país assim.
É muito fácil para políticos atirarem pedras no telhado de vidro do Governo, assim como fez o PT a vida toda enquanto permaneceu fora do poder. Foi só entrar lá que a situação mudou; agora a imprensa é sensacionalista, CPI atrapalha e coisas do gênero.
Precisamos urgentemente de mudanças, e elas envolvem, em primeiro lugar, o respeito à população, a satisfação do que é feito com o dinheiro dos impostos (São Paulo já começou a fazer isto, mas infelizmente liminares da justiça impediram que a população soubesse o que acontece com o dinheiro que investimos na prefeitura e seus funcionários, ou melhor, nossos).Assim, só nos transformaremos em um país de primeiro mundo, se o famoso e maléfico “jeitinho brasileiro” for eliminado, e a ética passe a prevalecer. Nós queremos que a imprensa continue divulgando tudo, pois temos o direito de saber.

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