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29 de jun de 2009

Projeto Comunitário. Um dever da escola.

A TV mostrou no sábado. Uma adolescente de 14 anos, paulistana, mas que não vive no Brasil desde pequena, volta para o país para ajudar a Orquestra Sinfônica de Heliópolis a atender mais crianças. Seu nome? Giulia Olsson. O que a diferencia de outras adolescentes? Além da preocupação inata com o ser humano, Giulia é a prova viva que a escola forma o ser humano.
Ela vive nos Estados Unidos, e a doação dos 75 instrumentos para a orquestra surgiu da tarefa escolar de desenvolver um projeto comunitário. Isto sim é a formação do homem integral, um ser humano por inteiro, que quer crescer mais sabe de sua responsabilidade com a comunidade.
Esta tarefa faz parte do currículo de nossas escolas? O MEC o incluiu em seu programa mínimo de formação? Não, é claro que não. No Brasil é muito mais importante mostrar números de crianças e adolescentes nas escolas que a realidade do aprendizado.
É muito fácil ter 80%, 90% das crianças “estudando”. Eu quero ver alguém ter a coragem de dizer que a quantidade de crianças que realmente aprendem a ler é mínima; que em algumas localidades do país, nem o professor sabe ler direito.
Gostaria de ver a coragem de um Ministro da Educação dizer que está tudo errado e que haverá um esforço coletivo para mudar os rumos da educação no país. É muito triste ser apenas um número, para acrescentar pontos no IDH. Qual será o futuro do Brasil diante de tanta discrepância? O que os pais das crianças estão fazendo para exigir uma melhoria nos estudos? O que o Ministério da Educação está fazendo?

2 comentários:

Andréa Bertoncel disse...

Dois pontos importantes:
1. relamente nosso ensino est´muito desestruturado.
2. Os alunos dos EUA e Europa, acreditam que não há quase mais nada que se possa fazer no país deles,e ficam horrorizados quando conhecem a realidade brasileira. Isso realmente os comove e atinge aqueles que são pró-ativos a realizarem campanhas de melhoria. Eles não aceitam o que vem, diferente da maioria de nós brasileiros, que simplesmente se acomoda e acha essa situação comum e normal.

Anônimo disse...

Olá, Soraya!

Todas as colocações e indagações que você fez em relação à Educação Brasileira e ao Ministério da Educação, são muito pertinentes e merecem mais que reflexão: merecem ações efetivas do Ministério e também de todos nós, cidadãos brasileiros. Também é louvável a iniciativa da menina Giulia Olsson com seu exemplo de cidadania e solidariedade, digno de ser seguido por todos. Entretanto, fico a pensar: A Orquestra Sinfônica de Heliópolis recebeu a doação de 75 instrumentos; o Instituto Baccarelli, que desenvolve este trabalho com os jovens de Heliópolis, tem o patrocínio de grandes empresas como CBA-Votorantin, Eletrobrás, Petrobrás e o apoio do MinC -Lei de Incentivo à Cultura, a minha pergunta é: com tanto apoio recebido, não seria possível vender os ingressos da apresentação na Sala São Paulo, por um preço mais acessível à população? Pois, de acordo com o Guia da Folha desta semana, os ingressos variam entre: R$ 80 a R$ 200 e estudantes: R$ 40 a R$ 100.
Considero que estes valores deixam muita gente excluída desse bem cultural que é a música. Sinto que ainda há muita discrepância social... O que você acha?

Um abraço!
Margarete Barbosa