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28 de ago de 2009

As figuras de retórica do Catolicismo em questão

José Saramago, escritor famoso não só pelo talento em escrever belíssimas tramas, mas pelo especial talento em provocar polêmicas, lançará em outubro seu mais recente livro intitulado Caim, onde questiona o Deus que despreza Caim para enaltecer Abel.

Em belíssima entrevista ao jornal Estado de S.Paulo, Saramago questiona o Catolicismo, Deus e todos (ou quase) os dogmas da Igreja Católica, fato que já havia realizado em romances anteriores.

A questão da crítica de Saramago ao Catolicismo não é nova. Filósofos ao longo dos séculos vêm fazendo isto, com a diferença que a linguagem utilizada é de difícil apreensão para a maioria das pessoas. Mas com o escritor é diferente.

O Deus divulgado pelo Catolicismo, assim como as vertentes Protestantes e suas divergentes pregam um Deus que é carrasco, castiga ao menor erro, não perdoa os que não seguem o seu caminho atirando-os a tortura eterna junto ao seu rival Diabo.

A alegoria seria muito boa se não estivéssemos no século XXI e se, lingüistas e antropólogos não estivessem cansados de estudar que, a literatura de cada época representa sua cultura e sua capacidade de entendimento. Assim, na época em que as escrituras “sagradas” foram criadas, os textos não poderiam ser diferentes. Mas hoje!!!!

A ciência, e podemos citar notoriamente a física quântica, tem nos provado que o mundo é muito mais do que enxergamos. O mundo é como queremos vê-lo.

Assim, o que eu penso e falo transforma o mundo em que vivo. E, se ele está ruim a responsabilidade é nossa. Mas, as provas de que Deus existe estão em toda a parte. Quanto mais estudamos o mundo, mas sabemos que ele está ai, em todas as partes.

Hoje sabemos que Caim e Abel é uma figura de linguagem que tenta explicar que os seres humanos devem procurar o bem, a justiça, o amor e o perdão. O Deus que julga Caim não é nada mais que nossa consciência, que nos pede a cada instante que façamos a coisa certa.

Um comentário:

Rinaldo M. Kassuga disse...

É bom para alertar as pessoas a abrirem suas mentes para as coisas novas que estão surgindo no mundo.
Assim vamos promover as mudanças necessárias para o desenvolvimento pessoal, mundial e universal, se pensarmos que o que fazemos aqui na Terra afeta também o Universo.