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21 de ago de 2009

Ética e Moral em J.K.Rowling


Mudando um pouco para assuntos mais leves, ontem eu entrei em um debate bem interessante sobre o tema de um artigo que estou pesquisando para escrever: Filosofia, Religião, moral e a ética na obra de J.K.Rowling – Harry Potter.
A primeira vista, e na verdade muito superficialmente, quem olha os livros sobre o personagem Harry Potter e vê apenas um livro infanto-juvenil de histórias fantasiosas sobre bruxaria, não consegue enxergar toda a temática que há por trás de cada uma das histórias. E não adianta buscar isto nos filmes, pois como toda tradução de suporte midiático, modifica as bases para que a mensagem possa ser entendida.
Não quero falar muito, já que a pesquisa ainda não está muito adiantada, mas J.K.Rowling, mas do que captar o seu tempo, reuniu em sua obra séculos de filosofia e debates sobre a natureza do Ser, do estar no mundo e o bem e o mal como alavancas que induzem a humanidade ao progresso e as barbáries que povoam nossos jornais e, infelizmente para alguns, os seus cotidianos.
Só para se ter uma idéia, no livro a Ordem da Fênix, página 681, Harry Potter em meio a uma crise existencial discute com Alvo Dumbledore sua vida, sua existência e seu ser no mundo. É quando Dumbledore diz que ele (Harry) possui uma força maravilhosa e mais terrível que a morte, muito maior que a inteligência humana e que as forças da natureza, que no caso, é estudada pelo Departamento de Mistérios. Veja bem, ele diz que esta força não pode ser suportada pelo personagem Voldemort, que no caso representa todo o mal que existe na Terra.
No final Dumbledore revela que esta força é o coração. Quantos filósofos discutiram o amor e as emoções como a maior força que possuímos dentro de nós? Quantas pessoas, como Mahatma Gandhi dedicaram sua existência para fazer o bem e na busca da verdade? Quantos judeus sobreviveram aos horrores do nazismo por que tinham em seus corações uma força muito maior, que os protegeu de enlouquecerem?
Quando essencializamos dentro de nós o bem, a ética, a moral e o valor da vida, não nos dispomos as atitudes erradas e imorais. Não daremos um “jeitinho brasileiro”, não aceitaremos propina, não agiremos como o Senado, por exemplo.
Harry Potter é uma fonte de conceitos éticos e morais que veio em boa hora, para que as crianças e os jovens, possam apreender de forma fácil e divertida, preceitos que devem levar para toda sua vida. Mas, não é porque o livro foi rotulado de infanto-juvenil que eu não recomendaria para os adultos. Não só pelo texto em si, que é muito bom, mas por que os valores discutidos no livro precisam ser revistos pela humanidade que passou dos 20 anos.

OBS: Só para prestar um serviço. Quem for comprar Harry Potter pode encontrar os 5 primeiros no site da Submarino por R$ 9,90 cada.

Um comentário:

Rinaldo M. Kassuga disse...

Com certeza a humanidade está precisando se desenvolver mais na ética e na moral, pois se desenvolveu muito em tecnologias e as áreas da convivência humana foi deixada de lado por muito tempo.
É certo que houve uma mudanças significativas quanto à ética e a moral desde os tempos medievais, mas ainda a humanidade está longe de atingir como um todo a compreensão mútua através do diálogo.