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14 de out de 2009

Feira de Frankfurt e a era digital

A 61ª Feira de Frankfurt começa em meio a uma polêmica: a participação da China, reconhecida por não respeitar direitos humanos e também os direitos autorais e de patentes de outros países. Talvez a participação sirva para uma abertura de diálogo e uma maior compreensão do mundo globalizado, mas que respeita os diferenciais culturais de cada nação.

Além disso, a grande discussão da feira será a digitalização do livro. Acredita-se que em 2018, boa parte da produção editorial será em e-book o que desbancará a produção em papel.

Europeus e brasileiros são mais resistentes a esta tecnologia. Nada substitui o prazer da leitura em papel, já tão arraigado a nossos costumes. Isso não impedirá que possamos ler uma ou duas obras em e-book, mas não acredito que se torne um hábito.


É certo que existem algumas vantagens na utilização do e-book, como a redução do uso de espaços nas casas (com espaços tão pequenos) da área de biblioteca, já que uma centena de livros poderão ser armazenados em um único chip.

Por outro lado, principalmente em países onde a população possui o hábito da compra de produtos piratas, os direitos autorais dos escritores poderão sofrer uma queda significativa, já que é mais fácil copiar a obra via equipamentos de informática.

Além desta questão é preciso perguntar quais são as conseqüências para a saúde quando há leitura intensa nestes aparelhos de e-book. Comparado ao computador onde duas horas de intensa leitura são extenuantes, será que não haverá queda na quantidade de leitura?

Questões a parte, Feira como a de Frankfurt sempre existirão. Nesta edição ela conta com a participação de 110 países, 7,3 mil expositores, 400 mil títulos sendo que 124 mil são novas edições. O Brasil contará com a participação de 50 expositores, sendo 46 editoras e quatro instituições.

Digitalizado ou não o livro é um elemento muito importante na construção do caráter, da cultura do ser humano. Ler, em média, um livro por mês é no mínimo uma obrigação para cada um de nós.

Foto: um dos lançamentos de e-reader na Feira de Frankfurt

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