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1 de out de 2009

A idade média não acabou

Houve um período em que a igreja católica queimava supostos bruxos e bruxas. Houve outro em que eles queimavam livros, como foi o caso da obra de Alan Kardec. Como se não bastasse, hoje algumas religiões proíbem os livros nas escolas. É o retrocesso.


O Brasil apoiou um candidato que acha normal queimar livros (ainda bem que ele não ganhou). O ex-presidente George W. Bush não deu uma medalha a J.K.Rowling acusando-a de incentivar a bruxaria. Escolas americanas retiraram, a pedido dos pais, os livros de Philip Pullman de suas bibliotecas.
O que nos parece é que há uma campanha pelo retrocesso do conhecimento e da liberdade de escolha, justamente quando o mundo começa a democratizar a globalização.
Os Estados Unidos, travestido de país livre, possui um nível muito alto de atitudes contrárias a liberdade patrocinada pelas religiões que derivam do protestantismo. Há pouco tempo atrás, alguns estados americanos queriam trocar o ensino do evolucionismo pelo criacionismo, em uma tentativa clara de subjugar a ciência em detrimento da religião.
Em um mundo cada vez mais globalizado, onde o ser humano aprende que precisa da ciência, que o conhecimento é importante, até para que ele se torne uma pessoa melhor, não é possível que se pense em queimar e proibir livros.
Concordo que existe idade para tudo. É claro que ninguém irá dar um livro adulto para uma criança ler. Mas, como já disse ontem, a criança precisa aumentar sua criatividade através do mundo misterioso e mágico que histórias infantis proporcionam. O mesmo vale para os adolescentes.
É absurda esta tentativa de tirarem livros das escolas para que as crianças não leiam. É um contra-senso. Alias, só para conhecimento do leitor, o mesmo já aconteceu com os livros de Harry Potter e outras inocentes histórias.
Por que falar tanto de nosso vizinho norte americano? É importante alertar, por que se as coisas estão neste estado lá, fatalmente chegarão aqui no Brasil. Precisamos nos preparar para que a nossa liberdade de ler, escrever, pensar e falar não seja coibida. Nós já temos um caso – o jornal O Estado de S.Paulo, e não gostaria de ver facções religiosas pressionando o governo para proibir Monteiro Lobato nas escolas porque fala de Sacis, Mula sem Cabeça e a Emilia, que faz mágica; nem Maria Clara Machado por falar, claramente de um mundo mágico.
É preciso estar alerta.

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