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O pequeno príncipe


Outro dia em uma grande livraria em São Paulo, comprei a série de DVDs do Harry Potter como presente para uma pessoa muito querida. Informei na seção de pacotes que era para um adulto. Papo vai, papo vem, a gentil empacotadora me disse que ela sempre perguntava se era para criança ou adulto quando se tratava do livro O Pequeno Príncipe. Ela constatou que na maioria das vezes é para adultos.
É muito estranho, à primeira vista, que um livro para crianças chame tanto a atenção dos adultos. Mas quando lemos frases como:
“[...] infelizmente não sei ver carneiro através de caixa. Talvez eu seja um pouco como as pessoas grandes. Devo ter envelhecido.”
Percebemos que Antoine de Saint-Exupéry estava falando com um adulto, aquele que vive dentro de cada um de nós e que perdeu a capacidade de ver carneiros em caixas, borboletas em pontinhos de tinta no centro de uma folha de papel.
O livro, escrito pelo jornalista e piloto francês em 1943, que vendeu em torno de 80 milhões de exemplares em diversas línguas é um tratado de filosofia, cuja poesia encanta até hoje crianças e adultos.
Para quem ainda não leu o livro, vale a pena fazer uma leitura. Ele faz parte daquela lista de livros que você deve ler ante de morrer. Quem já leu, vale a releitura pois todo rever nos traz mensagens novas, significados diferenciados, um verdadeiro convite a fantasia.
Vale a pena visitar a exposição na OCA, no parque do Ibirapuera e ver de perto este mundo que nos encanta há mais e meio século.

Obs: A imagem é uma aquarela de Antoine de Saint-Exupéry para o livro.
A frase faz parte do livro O Pequeno Principe. 

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