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1 de dez de 2009

A livraria dos Sonhos


Quando vou ao Centro Velho de São Paulo sempre paro em uma livraria charmosa na Praça do Patriarca. Apesar de pertencer a uma grande rede de livrarias, aquela em especial possui a beleza e a aura das velhas lojas de livros paulista.

Entre estantes abarrotadas de livros há grandes mesas, com as capas nos chamando para novas experiências. É sempre assim, todas as vezes que vou até lá descubro novos autores e títulos que nunca tinha ouvido falar antes. É muito bom.
Não que isto não aconteça nas outras, longe de dizer isto. Mas elas são muito grandes e para que o mesmo efeito nos absorva é necessário gastar de duas a quatro horas lá.
Nesta da Praça do Patriarca não. A vitrine, as mesas e as prateleiras são um convite, quase um meeting. Filosofia, ficção, poesia, arte, fotografia, tudo está lá, a vista dos leitores.
Comprar na internet não tem o mesmo charme. Pode até ser econômico, prático, mas eu não consigo imaginar a Submarino me seduzindo como as lojas físicas. Não, definitivamente internet é para títulos que você conhece.
Qual é o prazer de se comprar um livro? É o desconhecido, é a falsa segurança que sairemos ilesos da jornada que as páginas apresentam, é a alegria de pular os muros e as janelas de outros lugares sem o inconveniente de ser chamado de bisbilhoteiro. É isso. Lemos porque somos curiosos, insaciáveis e precisamos ser o outro.
Não quero ser a psicóloga a analisar a sede de ler, mesmo porque acho muito chato analisar tudo, destrinchar, dissecar. Não, eu não quero fazer isso porque muitas vezes o que não é dissecado é melhor, porque é completo.
E como estou falando de livros, do prazer de comprá-los, ilustrei este post com a foto de um sebo na Inglaterra. Ele é um sonho, porque se parece um pouco com as salas imaginárias em que nos dedicamos a conhecer outros autores, outros personagens e outras histórias. E ainda mais interessante, fazemos isso através de livros que vêm com a história secreta de seu antigo proprietário.
Fica aqui uma sugestão de experiência para quem está viciado nas compras de livros via web. Vá até uma livraria, namore um livro, outro e mais outro; deixe-os de lado e depois volte a senti-los.
Não é você quem escolhe o livro, é ele quem escolhe você.

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