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9 de ago de 2010

Livraria Cultura lança o primeiro eReader brasileiro

Não adianta mais esconder a verdade, o livro em papel já não é mais a único opção para leitura, e talvez em breve não será a primeira opção. Em meio ao debate se o livro em papel está fadado a morte, a livraria Cultura começará a vender no próximo dia 10 de agosto o eReader Positivo Alfa, o primeiro do gênero totalmente brasileiro.
A comercialização se dará toda pela internet e a promoção de estréia presenteará os clientes com o download gratuito do livro O Príncipe, de Maquiavel, da Penguin-Companhia das Letras. Com tela touchscreen (sensível ao toque) de 6 polegadas, o Positivo Alfa pesa 240 g e tem 8,9 mm de espessura, 170 mm de altura e 124 mm de largura. Ele tem 2 GB de memória de poder de armazenamento, o que significa conseguir armazenar até 1500 livros. A bateria é recarregável e tem a duração de até dez mil páginas folheadas. Além disso, eles estão presenteando o Dicionário Aurélio que já vem instalado no Positivo Alfa e pode ser consultado simultaneamente à leitura. O preço ainda não é acessível a maioria da população, R$699,00, mas é mais barato que um iPAD.
Os amantes da leitura, dos livros, devem estar pensando o mesmo que eu. É muito louco imaginar-se andando por ai com uma biblioteca de 1500 livros. Quantidade alias que boa parte das bibliotecas escolares públicas não chega nem perto.
A portabilidade de uma biblioteca deste tamanho nos leva a pensar se a quantidade de leitores aumentará? Se o romance terá mudanças significativas em face deste novo suporte de leitura? (veja mais aqui)
Assim como a TV não acabou com o cinema eu acredito que o livro em papel nunca acabará. Ele tem algo de especial, que encantou gerações e que ainda faz parte do imaginário popular. Qual escritor não desejaria ver seu livro publicado em papel, com uma belíssima capa na vitrine de uma livraria?
Então, eu sou mais a opção de Buda – o caminho do meio. É claro que vou aderir a nova tecnologia, no entanto a opção de trocar os meus livros de papel e o prazer de folhear “literalmente” uma página nova cheirando a gráfica está completamente fora de cogitação.
As duas opções terão que andar juntas, unidas. Pelo menos aqui em casa.

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