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6 de out de 2011

Uma maçã que revolucionou o mundo

Não estranhem a demora em escrever este post. Em um mundo de instantaneidade também é necessário tempo para amadurecer ideias.
Nasci em um mundo sem internet, sem computadores, sem Cds, DVDs, Blue Ray, Tablets, celulares, tudo era muito diferente, e ao contrário da regra, sinto-me presenteada em viver no mundo de hoje.
Naquele tempo, o Brasil vivia uma maldição chamada reserva de mercado, que basicamente não serviu para muita coisa a não ser o atraso tecnológico.
Naquele tempo o pessoal usava uma coisa chata e feia chamada DOS. Graças a Deus nunca precisei usar isso, mas estagiei em um artefato “revolucionário” na época chamado Videotexto – o bisavô da internet.
Lá, todos os dias eu postava, ou melhor, atualizava os dados, em algo muito parecido aos sites de hoje, com a diferença de que nós escrevíamos em nossos computadores e depois transmitíamos via linha telefônica para um local virtual no site da Telesp, e lá, um profissional que entendia de programação colocava a atualização no ar. Era muito rápido para os padrões da época. Um orgulho, para dizer a verdade.
Enquanto tudo isso acontecia aqui, um gênio, do outro lado do hemisfério já tinha inventado a “inteface gráfica”, o mouse, e mais uma série de maravilhas que culmiram com esta avalanche da web, tablets e ipods.
É verdadeiro e correto dizer que o mundo se divide em Antes de Steve Jobs e Depois de Steve Jobs. Ele não teve medo de ousar, de tentar, de pensar diferente, de fazer cada dia único, insubstituível, como ele mesmo dizia.
Não é pela tecnologia apenas que ele deve ser lembrado, mas pelo fato de ter mudado nossos conceitos sobre a forma como nos relacionamos com a informação, com a música e com o mundo.
Não vou repetir aqui neste post o que está sendo escrito em milhões de jornais, blogs, sites pelo mundo afora. Vou lembrar apenas que de tempos em tempos o nosso planeta é visitado por seres extraordinários, pontuais, que fazer mudanças no mundo em sentido vertical e horizontal. Que não são datados e medrosos. Perseguem objetivos, fazem a diferença e deixam uma mensagem.
Termino a minha homenagem a Steve Jobs com a frase de minha amiga Andréa Bertoncel postada no facebook:
“Maçãs mudaram o mundo: a de Adão, a de Newton e a de Steve Jobs”
Creio que a última tenha sido a que fez muito mais, em um curto espaço de tempo.

Um comentário:

Luis Netto disse...

Querida amiga, se você permitir, faço da suas a minha palavra.
Que ele seja eterno!

Luis