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6 de dez de 2011

Viva o modo de vida francês!

Uma frase com duplo sentido e intencional intitula este post. Os prazeres da França com seu charme, cores, champanhe, chocolates, queijos e baguetes não são os únicos e exclusivos presentes que a terra de Rousseau nos traz.
Pontuada por seu arsenal de grandes escritores, poetas, pensadores, a França nos apresenta um panorama difícil de acreditar: - mulheres magras e elegantes.
É espantoso que alguém, diante de uma gastronomia recheada de calorias possa manter-se em forma. Bem, se eu disser que é cultural, social e antropológico você acreditaria?
Confesso que desconheço a existência de outros livros sobre o tema, mas há um, interessantíssimo, que vale a pena ser explorado. Lançado no Brasil em 2005 pela editora Campus, “As mulheres francesas não engordam”, de Mireille Guiliano, CEO da Clicquot (uma das melhores marcas de Champanhe no mundo).
Neste livro muito bem escrito, Mireille nos conta sua história: - uma francesa típica, intercambista nos Estados Unidos, que se perdeu nas “delícias” da culinária fast food e retornou a sua terra natal, gorda.
Um fato comum para nós, imersos em uma cultura da “comida em quantidade” e não qualidade, mas uma tragédia para quem cresceu aprendendo que o ato de comer está associado ao prazer e ao comedimento.
Com esta reflexão ela nos dá um panorama de como as mulheres na França encaram a comida, e quais são os “truques” que usam para não perder a forma.
O livro é um levantamento cultural do comportamento da mulher francesa, na verdade, um luxo para o que muita gente acredita ser apenas mais um manual de como emagrecer.
Mireille nos leva a uma viagem através do encantamento de iguarias que os brasileiros não estão acostumados, muitas delas vendidas em qualquer feira de bairro. São delícias como alho poro, ameixas (na França elas são abundantes o ano todo), ostras, cogumelos que são literalmente caçados em bosques e não cultivados em caixotes empilhados em porões escuros.
Há receitas magníficas que podem e devem ser experimentadas pelos leitores sem susto e sem afetar o orçamento mensal, exceto se você decidir que irá comer ostras e tomar o champanhe da Clicquot todos os dias.
Meireille reflete que é preferível uma refeição completa, a um prato lotado de comida misturada, que você já não percebe o sabor.
É verdade, só sentimos o verdadeiro sabor de alimentos e bebidas nas primeiras “garfadas”, depois disso é só o acumulo. É por isso que brasileiros se espantam quando vão aos restaurantes franceses aqui em São Paulo e, na maioria das vezes dizem:
- Só isso? – e ficam indignados.
Não vou detalhar o que deve ser saboreado página a página, receita a receita.
Li este livro em 2005, logo que foi lançado e me encantei. Um ótimo presente de natal para os aficcionados em comidas e por que não dizer, para as gordinhas.
Enquanto você não se presenteia com um exemplar que tal ir até a cozinha e fazer um jantar especial regado a vinho e sobremesa. Tenha absoluta certeza: - você merece este carinho.


Fotos: Todas da internet, sem crédito ou autor.


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