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24 de jul de 2012

A Biblioteca do Papai

Esta semana eu solicito uma licença especial aos meus queridos leitores para fazer uma homenagem literária a alguém que é de suma importância para minha existência neste planeta: - Meu pai. Foi ele quem me ensinou desde criança a gostar de ler, amar os livros com paixão. Eu me lembro da biblioteca dele naquela época: Coleção de Sherlock Holmes  completa, era uns livros vermelhos de capa dura, bonitos, bem acabados, que ele mesmo encadernou quando era gráfico na Melhoramentos. Pena que ele tenha se desfeito dela. Um dia farei uma caçada por sebos para readquiri-los. Além deles havia uma coleção de Monteiro Lobato para adultos e outra, chamada coleção Saraiva, livros que eu e meu irmão éramos terminantemente proibidos de pegar, e como tudo o que é proibido furtávamos escondido da velha estante de madeira com vidros, quando ele e minha mãe estavam distraídos: - O Fantasma de Canterville era o nosso predileto.
Meu pai tinha uma adoração por ciência e em seus pertences havia dois livros com as maravilhas da ciência naquela época (E. N. Da C. Andrade E Julian Huxley) e outro sobre medicina. Sem contar a história da filosofia, Deuses Túmulos e Sábios (Ambos fazem parte da minha Biblioteca há alguns anos), Livros de Arte Sacra e muitos outros que me deixavam fascinada por aquele mundo invisível que vivia dentro daquelas páginas.
Tinha também Bernard Shaw (A Volta do Matusalém), havia Jorge Amado, Jorge Luis Borges, Eduardo Galeano e um exemplar de Versos Satânicos, do autor Salman Hushdie que eu mesma encomendei para ele assim que soubemos que o livro seria lançado no Brasil.
Quando éramos criança, muito sabiamente meu pai começou a introduzir livros infantis em sua biblioteca, sendo que os preferidos eram “Coleção Completa Monteiro Lobato”, uma coleção de capa dura em tamanho maior que A4, ilustrado, que devorei nas minhas horas de lazer. O outro era uma enciclopédia chamada Disney com 9 volumes que falava sobre a formação do universo, sobre plantas e outros assuntos científicos.
Não consigo me lembrar de cada livro que fez parte da biblioteca dele, muitos efêmeros outros permanentes, mas sei que com o passar dos anos eu comecei a contribuir e presenteá-lo com inúmeros volumes.
Na medida em que a semana for passando vou falar de seus autores  ou livros prediletos, citar trechos assinalados, ou simplesmente deixar que vocês possam se deliciar com nomes, que não são muito procurados, mas representam grande autores.
Não consigo ver uma maneira melhor de homenagear meu pai, senão divulgando a sua extensa leitura ao longo dos 77 anos de sua vida.

Coleção Sherlock Holmes, Editora Melhoramente. (possivelmente publicado em 1956)












Edição de Versos (Versiculos) Satânicos













Volta a Matusalen, de Bernard Shaw. Editora Melhoramentos.



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