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20 de mar de 2013

Conversa com Lucinda Riley

Crédito: Paulo Guimarães
Ontem (19/03) estive presente ao evento organizado pela Editora Novo Conceito na Saraiva do Shopping Morumbi. Um bate papo com a escritora Irlandesa Lucinda Riley sobre a qual já escrevi aqui no blog quando resenhei A Casa dasOrquídeas.
A autora respondeu a todas as perguntas dos convidados com muito bom humor e carinho. Ela veio ao Brasil para fazer uma pesquisa para o próximo livro, que será ambientado no país, na época da construção do Cristo Redentor (RJ) e pelo que ela nos contou o trabalho já rendeu bem mais de 200 páginas.
Lucinda nos contou um pouco sobre o seu processo criativo na hora de desenvolver um livro, já que a minha curiosidade não me deixou ficar calada e acabei perguntando sobre o assunto.
Ela nos falou que o processo, no caso do livro que está escrevendo, é relativamente simples. Ela senta já na parte da manhã munida de água, café e todas as anotações de pesquisa e começa a contar a história para um gravador, que ela carinhosamente chama de “Dick”. Este ritual se repete após a taça de vinho do meio dia, e após o chá da tarde – Não se esqueçam de que ela é uma cidadã Britânica! Depois, toda a história que ela conta ao longo do dia vai para as mãos de sua filha, que pacientemente ouve a gravação e transcreve para o computador.
Crédito: Paulo Guimarães
Confesso para vocês que há tempos não ouvia alguém me contar que cria desta forma. (Não tente fazer isso em casa se você não tiver uma filha, irmão ou alguém caridoso que se disponha a ficar horas ouvindo tudo o que você falou ao longo de um dia inteiro de trabalho).
A verdade é que Lucinda Riley é uma autora talentosa, que consegue nos inserir de tal forma nas histórias que escreve, que fica impossível não imaginar que ela viveu nesses lugares por meses e meses. De certa forma ela vive, através das pesquisas que realiza.
Também é impossível não se identificar quando ela nos contou sobre o “apego” que tem com os personagens; com a dificuldade em deixá-los quando o livro termina. Chorar quando um personagem precisa morrer é atestar que eles têm uma vida tão pungente, tão real, tão humana que os torna queridos e amados pelos leitores.
Uma convidada perguntou o porquê dos casamentos nas histórias que Lucinda escreve se transformarem em fracassos? A pergunta surpreendeu a autora, que confessou nunca ter pensado neste assunto.
Foto: Soraya Felix
Depois do bate papo que durou mais de uma hora, a autora autografou todos os livros, marcadores de página e o gracioso brinde preparado pela Editora Novo Conceito. Quando eu digo autografou, não estou falando que ela apenas colocou sua assinatura no papel, mas cada convidado sentou-se a mesa com ela e pode desfrutar de um bate papo particular com direito a fotos. O que ela falou para cada um? Só eles podem contar. No meu caso (não contem para ninguém) Lucinda falou de sua vontade em lançar o livro que está escrevendo primeiramente no Brasil. Será que ela irá conseguir isso? Eu não sei, mas só o fato de ela ter esta intenção nos demonstra o carinho e a paixão que ela declarou ter pelo povo brasileiro.
Estou lendo A Luz através da Janela e depois que acabar conto para vocês.
Crédito: Paulo Guimarães
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