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A Luz Através da Janela


O terceiro livro da autora irlandesa Lucinda Riley (segundo publicado no Brasil) funciona como dois livros interligados na mesma trama. E a autora faz esta proeza de uma maneira inteligente e sensível.
A história tem como cenário a década de 40, Segunda Guerra Mundial, em uma França tomada pelos Nazistas; e a França e Inglaterra de 1998.
Os personagens são muito reais, humanos no mais profundo que esta palavra possa significar, ou seja, pessoas que têm dúvidas, traumas, medos, se apaixonam, fazem loucuras, amadurecem etc.
Em 1998, Emile de La Martinières, última herdeira de uma família aristocratica francesa perde sua mãe, e se vê as voltas com as providências que precisa tomar com a herança.
Em um momento frágil Emile conhece Sebastian Carruthers, um homem aparentemente bom, delicado que ajuda Emile a passar pelo momento dificil. O resultado é obvio: - Um casamento rápido e suspeito.
Só que Sebastian é neto de uma mulher que tem ligações profundas com os De la Martinières: - Constance, ou Conie. Jovem, com o marido desaparecido durante a Segunda Guerra, Conie acaba trabalhando para a espionagem e resistência francesa (SOE). É treinada na Inglaterra e enviada a Paris. Só que as coisas não acontecem como deveriam e ela acaba na casa de Edouard, o pai de Emile.
Começa ai uma relação de amizade  e companheirismo, que se extende a irmão Sophia, uma jovem cega, da qual Edouard depois de velho não fala muito à sua filha Emile.
No presente Emile se muda para Inglaterra e conhece Alex, o irmão que Sebastian despreza. Aos pouco Emile começa a descobrir que Alex não é o que Sebastian diz, e que seu marido é quase um desconhecido para ela.
É a interação entre o passado e o presente que dá o ritmo da história, que dá a alquimia que nos prende a trama de forma inexorável. É nesta interconexão que você compreende a frase da capa “Conhecer seu o passado é a chave para libertar seu futuro ."
Lucinda tem uma capacidade incomum de retratar o humano, uma forma não estereotipada. Quando você observa os dois personagens que tem um peso muito grande na história do passado, é possível perceber o por que digo isso. Falk e Frederik são nazistas, ligados ao alto comando a SS. Ambos frequentadores da casa de Edouard de La Martiniere. Falk é tudo aquilo que se espera de um personagem nazista: - Obstinado, cego pelo preconceito e sem respeito nenhum a vida humana. No entanto, ao retratar Frederik, Lucinda nos apresenta um homem repleto de dúvidas, obrigado a estar no equipe de comando nazista, mas sem a mínima ligação com a causa. Um ser humano que foi obrigada a assumir um papel que não deveria ser seu.
A Luz Através da Janela é uma história construída em cima de fatos históricos verdadeiros, recheados com uma boa dose de romance. Tudo no tom exato para dar a fluidez necessária de uma trama que se torna “impossivel de largar”.
Mas, se há um fato que Lucinda Riley não muda em seus livros são as reviravoltas, os finais supreendentes. Confesso que em A Casa das Orquídeas, primeiro livro da autora, a supresa foi maior, mas A Luz através da Janela não deixa nada a dever.
Eu adorei a leitura e recomendo.





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Boa Sorte.

Comentários

Rinaldo Kassuga disse…
Gostei do seu post e «Quero Ganhar» esse bloquinho de notas...
Ruthy disse…
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Anônimo disse…
Oi, bom dia! "Quero Ganhar este bloquinho". Fernanda Machado.
SORAYA FELIX disse…
Não deixem o comentario no Anonimo. Caso não tenha conta Google ou Open ID, deixe como Nome/URL e coloque o enreço de sua página no facebook no campo URL.
abralos
Antonia Fernanda Machado Resende
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No face: Fernanda Machado
Eloisa Machado disse…
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Eloisa Machado
SORAYA FELIX disse…
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