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19 de mai de 2014

A grave questão das revisões mal feitas


Todos nós temos a consciência de que ninguém é perfeito, principalmente quando o tema é Língua Portuguesa. Erros são cometidos a cada segundo, em qualquer canto do país. Isso é uma realidade que precisamos aceitar em nosso cotidiano. Fala-se cada vez pior e escreve-se pior ainda. No entanto, admitir erros em livros é algo que está longe das expectativas de qualquer um de nós.
O mínimo que se espera de uma editora é que ela nos entregue um produto – por que livro é produto. – sem defeitos e com qualidade excelente. Quando eu falo de qualidade estou dizendo o conjunto capa, impressão, tradução, revisão e preço justo. Infelizmente não é o que vem acontecendo.
A cada dia tenho encontrado mais e mais erros de revisão em livros, chegando ao limite de acreditar que as editoras não estão contratando profissionais para isso, e estão entregando o trabalho de revisão para pessoas sem a devida capacitação.
Quem é leitor compulsivo sabe que é horrível ler um livro mal traduzido, mas pior que isso é se aventurar em um mar de palavras erradas, frases truncadas e outros defeitos inadmissíveis na única “tabua de salvação” que resta para nossa maltratada língua portuguesa.
Tenha procurado elogiar em meus posts as editoras que conseguem excelência neste quesito. Empresas como Pensamento, Intrínseca e Rocco cujas páginas raramente apresentam um erro. No entanto, não posso deixar de falar das revisões ruins, e infelizmente me deparei com o péssimo trabalho de revisão do livro A Rosa da Meia Noite, cuja trama sensacional irei comentar no próximo post, mas que infelizmente o descaso na revisão chega a irritar.
Errar é humano e dificilmente um livro passará sem um único erro, mas coisas como troca de pronomes pessoais, falta de palavras nas frases é algo que não pode acontecer.
Vou citar o exemplo da página 568 “E não se importe SEU eu não passava de ilusão.(...)”  Seu eu???
E, para não dizer que estou falando apenas da Editora Novo Conceito – que publica grande nomes da literatura. – eu posso citar a Butterfly que também erra demais neste quesito.
O que estou dizendo aqui não é uma exigência de perfeição. Eu não poderia estar exigindo isso, pois estou muito longe desta perfeição, o que pode ser comprovado aqui no blog, mas o cuidado em contratar profissionais especializados, pessoas que são habilitadas para isso, o que tornará a possibilidade de erro quase zero.
Serviço de boa revisão é caro, mas necessário. Não acredito que isso encareceria muito mais do que já está. Livro no Brasil e quase um artigo de luxo.
Quando promovo a leitura em meu blog, não estou incentivando apenas a busca do prazer, mas o aprimoramento da língua, e isso não poderá ser feito se os livros estiverem cheios de erros.
Então sugiro que os leitores façam o que fiz. Mandem e-mails, mensagens via facebook, sempre inbox para as editoras que extrapolarem a quantidade de erros possíveis. Às vezes, e isso deve estar ocorrendo muito, os Editores não têm tempo de ler o livro entes de ir para a gráfica e não sabem que suas publicações estão sendo impressas repletas de erros.
Eu sinceramente espero que isso acabe.

E você leitor, já encontrou muitos erros nos livros que lê?

Um comentário:

Camila disse...

Pois é, amiga.
Todos nós estamos sujeitos a erros. Diversas vezes reli resenhas minhas e encontrei erros de digitação. Por mais que eu tome cuidado, às vezes escapa. Mas eu escrevo resenhas e não livros. Acho um desaforo quando encontro inúmeros erros em um livro, já que as editoras tem, ou deveriam ter, profissionais qualificados para fazer inúmeras correções!
Eu tenho muito problema com os livros da Planeta!!
beijos
Camis