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3 de mar de 2016

A Irmã da Tempestade


Autor:  Lucinda Riley
Tradutor: Fernanda Abreu
Série: As Sete Irmãs – Livro 2
Editora:  Arqueiro
Número de páginas: 528
Ano de Lançamento: 2015
Avaliação do Prosa Mágica:  10+


Ainda estou procurando palavras para expressar meus sentimentos em relação a este livro. Lucinda Riley foi tão fundo e expressa de maneira tão contundente e ao mesmo tempo encantadora a história de Ally, uma das sete irmãs,  que encontrar um texto para contar um pouco sobre a trama é missão quase impossível.
Para começar digo e repito que Lucinda Riley não tem dó do leitor. Ela maltrata nossos corações e mentes com cenas absolutamente tristes – é uma de suas características – e o tema morte é recorrente em toda a sua obra. Nesta ela chega a ser cruel....
Tudo começa no mesmo ponto em que o primeiro livro se inicia. A morte de Pa Salt, o benfeitor que adotou seis meninas, que foram criadas em uma ilha paradisíaca com amor, coragem e respeito. Só que desta vez você pode ver a morte dele pelos olhos de Ally, a segunda irmã. Uma mulher de coragem, uma velejadora experiente e com música correndo em suas veias.
Ally parece ser mais objetiva que Maia. Tem características menos frágeis, e ao mesmo tempo, bem mais delicadas. É uma contradição deliciosa entre passado e futuro que constrói sua imagem.
Nossa personagem acaba de encontrar um amor, e este sentimento a ajuda a passar pela pior notícia de sua vida: - a morte do pai. No entanto, a vida não será muito legal com ela, e Ally acaba mergulhando em uma busca pelo seu passado que a  leva a Noruega, a música de Grieg e a uma família genial de músicos e compositores famosos. Como se não bastasse isso, Ally descobre muito mais sobre si mesma e sobre seu futuro.
Lucinda Riley nos leva a esta viagem de uma maneira encadeada, ora lenta e melíflua como um noturno, ora vibrante como uma polonese. Ela parece ter composto uma sinfonia ao longo das páginas, e é essa a grande diferença entre a Maia – a primeira irmã – e Ally. A protagonista desta trama.
O vai e vem temporal não é estonteante, como em outras obras dela. Aqui ela parece retornar ao ritmo intenso, mas regrado de A Casa das Orquídeas (primeiro livro da autora que foi lançado no Brasil). Você consegue compor o tempo sem que ele seja quebrado de forma abrupta.


Lucinda Riley é, sem dúvida, uma das melhores romancistas dos dias de hoje. Sua produção intensa não parece, em momento algum, transforma-la em um texto comercial, muito pelo contrário. Para quem acompanha todos os seus livros, a autora parece afinar cada vez mais o texto e produzir obras sofisticadas e complexas, que vai agradar aos leitores mais exigentes.
Eu estou aguardando ansiosa o texto sobre a terceira irmã, mas com certeza A Irmã da Tempestade é um livro que precisa ser relido.

O único problema da leitura é que ao acabar, dá uma vontade imensa de pegar o primeiro avião para a Noruega. Quem sabe um dia....

Suite Peer Gynt Suites 1 e 2 - Amanhecer


2 comentários:

Anônimo disse...

Ainda não li nenhum livro de Lucinda Riley! Com a leitura desse post fiquei com muita curiosidade para começar a ler essa autora... muito boa a resenha!

Dora Carvalho disse...

A trama que a Lucinda Riley engendrou para este livro é fascinante e os conhecimentos de música demonstrados pela autora são encantadores. Ela salva a trama não tão boa do primeiro livro da saga e promete uma sequência muito instigante.