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5 de mai de 2016

A Mulher do Viajante no Tempo

Autor:  Audrey Niffenegger
Tradutor: Adalgisa Campos da Silva
Editora:  SUMA
Número de páginas: 454
Ano de Lançamento: 2003
Avaliação do Prosa Mágica:  8


Segundo a mitologia grega, Penélope era casada com Ulisses, um grande guerreiro. Quando ele partiu para a Guerra de Tróia, se passaram 20 anos até que ele retornasse. Penélope se manteve fiel ao seu amor. Mas, pressionada por seu pai a se casar novamente, ela aceita fazê-lo, mas os novos pretendentes deverão esperar que ela acabe de tecer um sudário para o pai de Ulisses. Espertamente, Penélope tece durante o dia e desmancha durante a noite. Ela mantém esta farsa até o dia que uma serva descobre e espalha para todos.

“A mulher do Viajante no Tempo”, de Audrey Niffenegger, nos remete a uma Penélope moderna, que aguarda seu marido todas as vezes que ele desaparece em algum lugar no tempo passado ou futuro. Claire tece com suas linhas, o fio do tempo que está rompido devido a singularidade provocada por seu Henry, o viajante.
O livro de Audrey é estranho e nos causa desconforto em alguns momentos. Não é uma trama fácil de ler, tampouco é dinâmica. Há horas em que o texto é chato, monótono, irritante, como se pegássemos o diário de alguém para ler. No entanto, por mais estranho que pareça, você quer chegar ao final, quer saber o que vai acontecer com este ser tão estranho, que viaja sem querer para outros tempo, sempre pelado e, mesmo sendo uma pessoa honesta, precisou aprender a roubar, arrombar e enganar, para não ser morto.
Considero que os momentos mais interessantes são os que se passam no presente, que teoricamente é o ponto de partida de Henry.
Tem outro fato interessante. O viajante no tempo é Henry, pois é ele que vive sua existência se deslocando de um lado para outro. No entanto, a verdadeira viagem quem faz é a esposa, Claire. É ela quem sabe com antecedência que vai conhecê-lo e se casar. É Clare que vive todos os Henrys existentes nos lapsos temporais provocados por todas as suas viagens.
O livro é uma loucura que não agradará aos leitores mais tradicionais, mas que encantará a todos aqueles que gostam de novas experiências, novos rumos em tramas de ficção.

O livro foi adaptado para o cinema. Vale a pena passar na locadora ou quem sabe na Netflix para assistir.



Um comentário:

Camila disse...

Oi, Soraya!
Apesar da sua nota oito, percebi que você não se empolgou muito com o livro.
Mas eu AMO essa história!! Adoro a forma maluca como a autora narra tudo e chorei horrores!! rs...
beijos
Camis - Leitora Compulsiva