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1 de ago de 2016

O CÓDIGO GAUDÍ

Autor:  Esteban Martin e Andreu Carraza
Tradutor: Luis Carlos Cabral
Editora:  Record
Número de páginas: 378
Ano de Lançamento: 2009
Avaliação do Prosa Mágica:  9


Tenho uma paixonite por romances históricos. Não me importa muito se a trama “segue a risca” os fatos históricos, ou os usa apenas como pano de fundo para desenvolver algo que irá nos prender e fascinar. O Código Gaudí, da improvável junção de dois autores Esteban e Andreu Carranza é um desses casos, usa como pano de fundo a Barcelona de Gaudí, para nos apresentar uma aventura cheia de mistério e ação.
O Código Gaudí foi publicado em 2007 com uma trama difícil de ser explicada. A protagonista é Maria, neta de um aprendiz de Gaudí. Maria é uma historiadora da arte e apaixonada pelo pintor. Quando retorna para ver seu avô que está internado em uma casa de repouso com sérios problemas de memória, é introduzida em um mundo de fantasia que remonta os tempos antigos e apresenta uma ordem de cavaleiros milenar que protege um segredo cuja profecia deverá ser realizada por Maria. Ao seu lado junta-se Miguel, matemático descrente, que acaba ajudando a protagonista e cumprir seu destino. Barcelona é o pano de fundo da trama, e a obra de Antonio Gaudí é o guia para que Maria chegue ao final de sua profecia e em sua luta contra uma seita demoníaca.
A Sagrada Família
Quando você inicia a leitura, tem a sensação que será um livro fácil, uma cópia do livro “O Código Da Vince”, de Dan Brown, mas no decorrer da trama percebe que houve um engano de julgamento. O livro traz longas discussões sobre a obra de Gaudí, sobre temas cristãos e seus simbolismos. É totalmente referencial e você não pode se distrair na leitura, senão a conexão dos fatos ficará difícil de ser realizada. Tudo isso sem deixar de contemplar uma aura de mistério e uma onda de assassinatos de arrepiar.
Sem comparações mais profundas, O Código Gaudí me lembra Umberto Eco em “O Nome da Rosa”. É claro que não dá para comparar a maestria de Eco com Esteban e Andreu. No entanto, ambos têm uma “pegada” do autor italiano, misturada com a fluidez de texto de Dan Brown. Estes fatos me deixam a vontade para prever que ambos, se amadurecerem seu estilo, ainda nos trarão grandes obras.
Parque Guell
Não sei até que ponto tudo o que se falou sobre a obra de Antonio Gaudí é verdadeiro, mas lança um olhar diferenciado sobre o que já se conhece. A obra passa de simples decoração para uma significação mais profunda. Você termina a trama com vontade de reservar uma passagem para Barcelona e fazer o mesmo caminho que Maria fez para desvendar o segredo.
As alusões cristãs são profundas e questionadoras. Maria é o amor da vida de Miguel, chamado de arcanjo na trama; a igreja como instituição terrena é questionada e criticada; a compreensão da mensagem de Jesus pelos apóstolos é questionada, devido ao alcance que cada um deles poderia fazer diante da grandiosidade a que foram apresentados.
Não é um livro fácil de ler, pois requer atenção do leitor. No entanto é um livro agradável, que você deseja ler rápido para saber o final e depois, se arrepende de ler tão rapidamente, pois será obrigado a se despedir dos personagens.
Casa Batlo
Eu não conhecia o livro até ser presenteada por uma amiga, e confesso que me pego pensando sem querer na trama, como se ela fosse tão real que fizesse parte da vida.
Se isso não é uma boa indicação de leitura, confesso que  não sei o que seria.
Se você gosta de mistério, suspense, um toque de fantástico e história, vai se apaixonar por esta trama.

Casa VIcens



Casa Mila


La Pedrera







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