A cada dois dias faço pão em casa. É mais saudável, sem os aditivos que os ultraprocessados nos apresentam, aquele pão de forma que compramos no supermercado. No caseiro você sabe exatamente o que colocou: farinha, ovos, fermento, sal, açúcar, leite, nada de produtos com nomes esquisitos que mais parecem o bomba química.
Mas o fazer em casa também tem suas
desvantagens. Mesmo com a máquina de pão você precisa observar o ponto da
massa. Se ela gruda nas laterais é porque está úmida demais; se está
esfarelando é porque não tem umidade. Você olha e tem que decidir: - mais uma
colher de sopa de água, ou mais uma colher de chá de farinha?
Mesmo assim, não tem a certeza que aquele
pão vai ficar macio. E qual é o segredo para dar certo?
Bem, os padeiros sabem disso melhor que
ninguém, os alemães também.
E qual é o segredo?
A prática. A paciente pratica que levará o
profissional à perfeição. Observar, corrigir rotas sem se desanimar com os
erros.
A formação acadêmica de padeiro na Alemanha
leva três longos anos, sendo que a maior parte é de pratica. Enquanto não se
formar não pode exercer a profissão. Pão é coisa séria.
Depois de colocar os ingredientes na
máquina, relaxo e espero as três horas habituais. Quando o aroma inebriante de
padaria artesanal se espalha pela casa, percebo que a máquina logo vai apitar, e de lá
sairá algo que, ou estará bom demais, ou estará mais os menos.
Abro a máquina e retiro o pão. A aparência
é de algo fofo. Ponho na grade e não resisto a cortar uma fatia. A faca desliza
com suavidade enquanto minha mão se incomoda com o calor. Fatia perfeita... ou
quase, falta a manteiga que com esse calor escorre facilmente, mesmo sendo
tirada da geladeira naquele momento.
Levo a boca e já na primeira mordida sinto a
maciez da textura que ficou correta, depois o sabor levemente intenso e salgado,
já que prefiro os pães salgados aos doces. Sorrio, porque está perfeito para o
dia de hoje. Agora, é tentar novas receitas, e aprender a cada dia o pão nosso.
Que experiência interessante! É algo que
nos remete a vida, a pratica diária de nossas atividades, e de correções do
nosso caráter. Cada dia é uma etapa que irá “assar” nosso pãozinho chamado vida.
Ao final do dia, através da reflexão, podemos degustar de nossa vitória ou observar
nossos erros. Seguimos para amanhã, para uma nova fornada, novos sabores e
experiências.
Agora, se deu uma vontade imensa de comer
um pãozinho, seja ele italiano, ciabatta, australiano, brioche, focaccia,
integral, corre para a cozinha e mergulhe nesta experiência. Caso não queira se
aventurar não vá ao supermercado, corra para a padaria e valorize o padeiro. Levou
tempo para que ele fizesse um pão correto, e claro, sem uma bomba química. Precisou
de experiência para te entregar um produto de qualidade!
E você, como está “assando” sua vida? Quais
ingredientes utiliza? São saudáveis?
Pense nisso neste final de semana, e se
delicie com pães. Tudo que é feito com parcimônia faz bem, não engorda e é
saudável.
Um lindo e saboroso final de semana.
Foto: Site Casa do Produtor
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