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E depois? O que acontece?

        Quantas vezes você terminou de ler um livro, ou ver um filme e se perguntou: - E aí, o que acontece depois? Faço isso sempre, mas principalmente quando assisto (ou releio) o  Senhor dos Anéis . Não adianta, passo pelo menos 15 dias pensando na continuação da trama. Como foi o reinado de Aragorn?  O que os Orques que conseguiram escapar na queda de Sauron fizeram? Como os seres humanos conseguiram viver sem o auxilio dos elfos e dos magos? Será que o filho de Aragorn com Arwen, um mestiço homem/elfo, foi um bom rei? Como foi a vida de Aragorn após finalmente assumir seu papel? E Faramir, casou-se com Eowyn de Rohan? Tolkien é especial neste quesito, pois criou um mundo tão real que acabamos acreditando nele e buscando na vida real os personagens da ficção. Já pensou que a sucessão de reis no Reino Unido pode ter se iniciado pelo Aragorn? Imagine se Merlin fosse uma releitura de Gandalf? O fato é que o escritor, seja ele quem for, tem chave de portais para mundo diver
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Mudar é Preciso

Querido leitor e leitora! Em algum momento de suas vidas vocês tiveram a sensação de que precisavam de algo mais, de fazer mudanças de seguir novos rumos? Pois é, tem uma hora na vida das pessoas que elas precisam parar e refletir sobre o que são, fazem e onde desejam ir. São momentos de reflexão profundos, angustiantes e cheio de perguntas e na maioria das vezes, vazio de respostas. Nestes momentos muitas vezes descobrimos que precisamos de um desafio bem grande, para fazer o marco entre o que éramos e o que queremos ser. É nessas horas que as pessoas se determinam a fazer coisas que irão transformar suas vidas, como mudar radicalmente de profissão, correr a São Silvestre, escalar o Himalaia, atravessar o Canal da Mancha, mudar de país, largar o emprego, fazer um curso de gastronomia, sei lá, coisas que nos transformam radicalmente. É muito importante este processo. A determinação de vencer que adquirimos ao adotar um projeto desafiador faz transformações profundas em nosso ser,

Baleias no Deserto: o corpo, o clima e a cura pela terra

Em 2023, durante cinco meses, acompanhei o processo de lançamento de um livro marcante, cuja leitura merece releituras sempre que nos deparamos com desastres ambientais como a trágica enchente no Rio Grande do Sul, algo nunca visto neste país, pelo menos que eu me lembre. Ao longo destes cinco meses fui surpreendida com um conteúdo farto, profundo e relevante e com  a expectativa do lançamento de  Baleias no Deserto: o corpo, o clima e a cura pela terra  , um livro não ficcional sobre a nossa caminhada rumo a extinção. Eu, como aluna, tinha curiosidade de ver como o professor Tiago desenvolvia seus próprios textos. (Cabe observar aqui que sou aluna do curso A Preparação do Romance, ministrado pelo Tiago Novaes) Confesso, me surpreendi. Começo dizendo da sensação de estar invadindo a privacidade de alguém ao ler sorrateiramente um diário. É isso, ler  Baleias no Deserto  me parece estar “lendo” Tiago Novaes. A temática é pesada, pois estamos falando dos rumos que a humanidade tomo

Conselhos de final de semana

     Olá queridos leitores e leitoras! H oje é sexta-feira e se pudesse daria os seguintes conselhos para um final de semana feliz. Cuide muito bem da sua saúde, pois ela não poderá ser reposta. Coma mais alimentos frescos e grelhados. Evite carnes gordurosas, se possível evite as carnes. Dê preferência a proteínas vegetais. Sorria mais e não se estresse com seu trabalho, chefe, colegas, maridos, filhos. Viva a vida mais leve. Desaforo só existe quando você devolve na mesma moeda. Faça a paz e evite a guerra. Se o seu cabelo estiver feio, faça uma mudança, ponha uma cor, um corte diferente, mas sobretudo, lembre-se daqueles que não têm nenhum cabelo porque estão fazendo quimioterapia. Se a sua pele estiver cansada, sem brilho, faça uma máscara com mamão e iogurte. É sempre bom lembrar que um cérebro cheio de pensamentos ruins, estressantes e a falta de motivação refletem na sua pele, no seu olhar e no seu humor. Se você achar que vai ficar triste, ponha uma música alegre, alg

Para Ler como um Escritor

" Que a inspiração chegue não depende de mim. A única coisa que posso fazer é garantir que ela me encontre trabalhando." Pablo Picasso A frase não é do livro, mas bem que poderia ser. Francine Prose consegue a proeza de transformar um livro “didático” em algo absolutamente prazeroso. Como um bom romance,  Para Ler como um Escritor consegue nos prender da primeira a última página de maneira quase viciosa. No livro ela questiona as Oficinas de Escrita, as regras canônicas e tudo o mais que um bom crítico insistiria em se apegar. Ler o livro de Francine Prose é como uma “seção de desapego”. Cabe frisar que a escritora questiona as oficinas do ponto de vista da época em que escrevia e no formato usado pelos cursos nos Estados Unidos. Aqui no Brasil temos Oficinas que a própria Francine adoraria participar. Como se explica um livro feito por quem ama os livros? Como se explica a paixão? - Não sei. Tentar uma explicação dessas é como tentar bloquear o fluxo de um rio com

A história de como Brás Cubas foi parar no hit dos mais vendidos

Imagem: Courteney Henning Novak/TIK TOK Queridos leitores, eu confesso, fiquei muito espantada e surpresa com a repercussão do vídeo de Courtney Henning. “E agora, o que faço com o resto de minha vida?” Com esta frase ela define, mais do que qualquer coisa, o grande amor e empolgação que o livro de Machado de Assis “Memórias Póstumas de Brás Cubas” provocou nela, a ponto de não querer ler o livro muito rápido para que ele não terminasse. “Porque vocês não me avisaram que o livro era tão bom?” Sim Courtney, porque a maioria de nós brasileiros desconhece a literatura rica que possui, talvez pelo fato de sermos obrigados a ler estas grandes obras em momentos que ainda não estamos preparados para isso, e talvez nem os professores. Quando você não ama verdadeiramente uma leitura não consegue falar dela de forma a entusiasmar o outro, a incentivar a leitura. Quando penso na quantidade enorme de blogs que temos, e no fato de nunca ter lido em nenhum deles (E nem no meu) algo sobre e

O Clube do Livro do Fim da Vida

Peço licença aos meus leitores para extrapolar nas minhas análises e fazer da resenha de O Clube do Livro do Fim da Vida, muito mais um bate papo que uma resenha propriamente dita. Penso em Will Schwalbe como uma pessoa privilegiada e ao mesmo tempo de uma sensibilidade incomum. Escrever um livro sobre a própria mãe lutando contra um câncer sem cura, falar de livros e literatura e transformar tudo isso em uma história que prenda o leitor, não é uma tarefa fácil. O que dizer de um livro que trata da verdade? Que fala de uma mulher genial. Que lutou e defendeu refugiados, pessoas frágeis e desprotegidas, e que ao mesmo tempo cuidava da família, gostava de arte, lia como uma devoradora enlouquecida e demonstrava uma força sem limites ao lutar contra uma doença cruel. Mary Ann é a personagem principal, mas Will é um condutor tão generoso e tão hábil que nos deixa penetrar em sua mente e processar todo o amadurecimento que é necessário para aceitar a morte próxima de um ente mais que

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