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O Safado, a Biscate e Eu

Confesso! Fiquei horas olhando a tela do computador até que conseguisse escrever alguma coisa sobre o livro do Fernando Adas. Em primeiro lugar porque Fernando é alguém muito especial, que faz parte da minha vida (tem uma longa história particular aqui, que não vou contar). Em segundo lugar porque o livro é tão bom que fiquei sem palavras para descrevê-lo. No entanto eu vou tentar. Tem autores que conseguem penetrar fundo na nossa alma. Suas histórias são tão bem contadas, sua habilidade de nos passar emoções é tão grande, que as palavras saem da página e penetram em nossos corações. O safado, a biscate e eu fez exatamente isso, as palavras saíram do livro e se alojaram no meu coração e compartilharam boas ideias com o meu cérebro. Vou explicar: O safado, a biscate e eu é um livro de Casos e Cases de marketing recheados de histórias de vida. Sabe aquele atendimento “meia boca” que você recebe em uma loja?  Fernando coloca como pano de fundo para falar sobre a importância de co
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Hohoho a Copa do Mundo Chegou

Já sabe qual a música vai cantar no próximo domingo? – Jingle Bells? A Copa do Mundo é nossa? Pode parecer estranho, mas é real, este ano teremos uma Copa do Mundo em meio aos preparativos para o Natal. Papai Noel gritando hohoho enquanto torcedores gritam gol. Tenho certeza que muitas casas já estão pegando suas caixas com ornamentos de Natal e decorando os ambientes, mas com os jogos do Brasil se aproximando precisaremos de muita criatividade para unir as duas datas. Durante muitos anos, na minha família, a tradição era assar pão de queijo para o segundo tempo dos jogos. Tem uma história por traz disso. Minha mãe, assim como eu, é aquele tipo de torcedora que não sabe ficar calada durante o jogo. Torcemos, gritamos, nos irritamos e comemoramos com tanta ênfase, que meu pai detestava assistir aos jogos conosco. Também tinha a questão do canal de TV que assistiríamos aos jogos. Eu e minha mãe só queríamos a Globo, meu pai a Band, e como em toda casa democrática e feminina, as

Respostas de um Astrofísico

Não é segredo que sou apaixonada por astronomia e astrofísica. Ciência me encanta. É magia tornada realidade, é um olhar sobre o mundo que busca a verdade e ao mesmo tempo nos abre os olhos para o que existe de belo, do mais ínfimo ser unicelular até o mais grandioso sistema localizado a milhões de anos luz de nós. Que prazer enorme em ver as incríveis imagens enviadas pelo James Webb, que nos mostra o universo com uma nitidez nunca antes vista. Algo que eu comparo a nós, quando nosso olhar, sob a ótica de um novo conhecimento, se abre para um universo completamente novo. É lindo, é empolgante. Neil de Grasse, autor do livro em questão, é um famoso astrofísico, com programa na TV e muito admirado pelo público norte americano. Ao longo de sua carreira como “superstar” e cientista, recebeu farta correspondência, de assuntos que variavam, de perguntas como “você acredita em Deus?” até questões como “e se todas as leis da física estiverem erradas?” . Eram pessoas de todas as idades,

Chuva de Gal

Se tem luar no céu, hoje é Gal e a chuva que cai, com certeza, são as lágrimas do Brasil em perder uma grande artista. Fomos inundados durante anos pelo seu talento, pela sua ousadia, pela forma simples e engenhosa de nos apresentar o novo. Gal se vai, mas na verdade ela fica. Gal Costa está nas músicas que deixou, na voz incomparável, na poesia que transformava cada palavra em algo especial a ser ouvido. Particularmente eu gosto muito de ouvir Chuva de Prata na voz de Gal, que arrepia nossa alma com sua poética profunda, repleta de significados. Há homenagem suficiente para ela? – Creio que não, mas com certeza ela estará sempre nos homenageando com seu talento. Reproduzo aqui a letra de Chuva de Prata para você ouvir no final de semana com a frase “vem sem medo de se arrepender” sempre em mente. Bom final de semana. “Se tem luar no céu Retira o véu e faz chover Sobre o nosso amor Chuva de prata que cai sem parar Quase me mata de tanto esperar Um beijo molhado

O Tempo e a Fraternidade

Hoje eu peço licença a você para falar um pouco sobre o meu livro Tempo e sobre a campanha que estou fazendo para arrecadar fundos para a realização do Natal da Casa da Fraternidade . Então vamos por partes. Meu livro Tempo, lançado em 2017, foi o fruto de anos e anos de escrita. Começou lá no ano 2000 com a leitura de uma reportagem sobre as mulheres no Irã. Fiquei extremamente sensibilizada com o assunto e como a vida daquelas mulheres se transformou de uma hora para outra, vitimas de um poder que se diz religioso, mas é acima de tudo um massacre. A reportagem ficou na minha cabeça e de repente, Alia (minha personagem) surgiu na minha mente, e com ela toda uma história sobre uma menina que vivia em um pais em que mulheres não tinham direito nenhum e o como a personagem se torna uma heroína que irá fazer transformações onde vive, à custa de muito sofrimento e perdas. É claro que levei a trama muito mais para o nível da fantasia, com magia, sonhos, romances e tudo o que aprecio

O prazer de ler os contos de fadas

Que a leitura é um prazer, não tenho dúvidas sobre isso. Minha vida toda, até hoje, foi marcada por leituras maravilhosas, boas e medianas, mas todas elas trouxeram algum conhecimento. Usei esta gradação para falar da leitura porque nem todos os livros nos trazem total imersão, mas todos eles sem dúvida nos trazem o novo, e o que seria de nós, seres humanos, se não houvesse o novo? Creio que ainda estaríamos nos arrastando e coletando nas florestas tal qual nossos mais longínquos ancestrais. Semana passada, no encontro do Círculo de Leitura (que foi um sucesso de público e de debates) decidimos que no próximo ano falaremos sobre os contos de fadas, assunto tão interessante que abrange desde o foco recreativo até os meandros da psicologia. Os contos de fadas falam diretamente com nossa alma, são como nossos sonhos e nossas fantasias. Marie Louise Von Franz, uma das maiores expoentes no estudo dos contos de fada, diz que  os contos são “ a expressão mais pura e mais simples dos pro

O Amor não se Isola

Novas experiências trazem sempre novos conhecimentos. Quem não se permite experimentar acaba não saindo do mesmo lugar. Sempre tive estas máximas como guia. Claro, isso sempre com bom senso e juízo crítico. Audiobook, no meu conceito, era algo para o estudo de línguas. Ouvi muitos deles enquanto estudava inglês. Os livros de ficção, quase todos, vinham com um CD para que pudéssemos ouvir a história, e isso quase sempre acontecia de uma forma um tanto bizarra: - CD tocando e o livro na mão, acompanhando. Audiobook se resumia a isso, pelo menos até hoje. Meu plano de celular me dá direito a uma assinatura da Skeelo, que para quem não conhece é uma plataforma de livros que você pode ler no celular. Não sou fã de ler neste equipamento, não gosto mesmo, mas recentemente eles disponibilizaram audiobooks, e decidi experimentar. Dentre os oferecidos, achei a ideia de ouvir O Amor não se isola muito interessante. Posso dizer que foi muito mais que interessante. Primeiro, porque a meu ver,

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