É janeiro, e apesar disso ser óbvio hoje, talvez não seja na data que você estará lendo esta postagem. Digo isso porque na vida, assim como nos livros, na web, o que se passa no hoje pode não ser a mesma coisa amanhã. Sim, talvez minha alma esteja impregnada da filosofia. Culpa de uma releitura que estou fazendo. Li uma postagem recentemente que, de certa forma, menosprezava o ato de ler. Segundo a autora da postagem se você lê sem reflexão, a leitura não te serve de nada. Discordo veementemente. Primeiramente porque o ato de ler não se limita a agregar conhecimento, mas também a trabalhar o sensível, a criar empatia, a trabalhar possíveis traumas futuros (1) . Explico melhor. Ninguém deseja ser sequestrado (Não que eu saiba), mas quando você lê um livro em que o personagem foi sequestrado você vivencia em nível mental aquela emoção. Se um dia (espero que nunca aconteça) isso for uma verdade para você, seu emocional estará mais preparado para isso. ─ Você fez alguma reflexão ...
Começo o ano com poesia. Que venham os bons ventos, os bons poemas, nuvens passageiras e abraços amigos. Nada é mais intenso que ler um bom poema. Recebi no ano passado um exemplar digital do livro Inelutável Modalidade do Visível, de Arnaldo Rocha Filho que mescla texto e fotos de uma cidade Ouro Preto que vai além, que se esconde por entre prédios antigos, ladeiras íngremes e cheiro de história. O título do livro “Inelutável Modalidade do Visível” é uma frase do escritor James Joyce em seu inenarrável Ulysses. A frase é algo como avaliarmos a natureza do ato de ver e ser visto. O que é ver? O que olhamos no cotidiano, estamos realmente vendo? O que há por trás do que vemos? É só o objeto ou tem mais? Bem, eu iria muito longe por aqui se meu objetivo fosse outro, mas eu quero falar deste livro surpreendente. O livro conta com fotos de Eduardo Tropia, ilustrações de Chiquitão e tradução poética de Adriana Iennaco de Castro. Os textos são frestas, pequenas aberturas de jan...