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10 Dicas para criar um blog de qualidade sem perder a calma

Foto: Wokandapix Fazer um blog virou moda? – Não sei se poderia dizer isso, mas o fato é que eles estão por toda a parte, sobre todo tipo de assunto e com qualidades variadas que vão daqueles que “não fariam falta nenhuma se não existissem” até aqueles que servem como referência para quem busca informações sérias. Quando criei o meu primeiro blog não existiam todos os recursos que temos hoje, e não havia muita coisa diferente. Blog era sinônimo de diário público. Com o tempo, os blogs (boa parte deles) assumiram o papel de veículos de comunicação, com um texto mais solto, uma conversa mais próxima do leitor. Hoje você encontra blogs de todos os assuntos, qualidades. Alguns têm tanto anúncios que dificulta a leitura no celular e no tablet (Não desista deles se o assunto te interessar. Leia no computador). Outros são mais específicos, com uma publicação por semana, mas com muita profundidade. Eu tenho os meus prediletos. Sempre dou uma lida neles, mesmo que a vida corrida não me
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Oficina de Escrita Criativa

Nos últimos tempos tenho dado algumas dicas de escrita criativa aqui no blog, sempre nas nossas Sextas de Prosa . Faço isso porque acredito que todo mundo tem a capacidade de escrever bem e com criatividade. Sempre pensei que escrever bem não é apenas aplicar as regras de gramática que aprendemos na escola. Elas são importantes sim, mas escrever é colocar em palavras o que nosso cérebro realmente pensa . E, o que acontece com as pessoas que se bloqueiam para escrever? Já pensou nisso? Sabe aquela professora chata que ficava implicando com todas as vírgulas que você colocava? Sabe aquele “amigo” que ouvia sua redação e dava aquela risadinha? Então, todos estes acontecimentos e muitos outros de certa forma bloquearam sua escrita. Há outros fatores como a falta de leitura. Tem gente que lê somente relatórios; outros leem apenas livros de sua área profissional; tem alguns que leem apenas textos na internet. Em resumo, não fazem leitura diversificada, e isso impede a escrita de melh

Vendedor de Sustos

Autor: João Anzanello Carrascoza Ano: 2014 Editora: FTD Gênero: Conto, Literatura Juvenil Páginas: 64 Avaliação Prosa Mágica: 5 estrelas   Vou começar esta resenha com um relato pessoal. Anos atrás fui convidada por uma faculdade para dar aulas de redação e criação publicitária. Lembro-me que na época, minha única experiência em educação eram as aulas que dei, como professora assistente, no curso de Laboratório de Criatividade no Senac. Era um desafio e tanto. Como eu sempre gostei de bons desafios, aceitei a proposta e mergulhei na desconhecida arte de montar o planejamento semestral de um curso e depois desenvolver aula a aula. A primeira coisa que fiz foi pegar na Faculdade todos os livros disponíveis e depois correr para uma livraria e tentar ler os que estavam na ementa e não estavam na biblioteca. Não me pergunte como, mas neste processo me deparei com dois livros do João Anzanello Carrascoza (ele não estava, até aquele momento, na ementa da faculdade), “R

QUERIDA HUMANIDADE

Foto Info ENEM Hoje o Sexta de Prosa está um pouquinho diferente. Decidi reproduzir um texto que escrevi no dia seguinte a invasão da Ucrânia pelos Russos e ainda não havia publicado. Não é um assunto leve, mas algo para que possamos refletir sobre nossa passagem neste planeta chamado Terra. Qual é nosso papel em tudo o que acontece na humanidade? O que podemos fazer para melhorar tudo isso? O que estamos fazendo de errado no dia a dia que pelas redes (não as sociais) gera estas dores do outro lado do planeta? Vou reproduzir aqui a carta da forma que escrevi. Bom final de semana!   São Paulo, 25 de fevereiro de 2022. Querido Tempo,   Nós não sabemos quanto tempo temos, é o único defeito real que o ser humano tem ao vir para este planetinha chamado Terra. Nascemos simplesmente, e desde aquele dia vamos vivendo cada segundo, sem nos darmos conta da subtração de nossos dias terrenos. Diante das notícias de tantas mortes   fica difícil não pensar sobre o assunto; imaginar

A Livraria Mágica de Paris

Autor: Nina George Tradução: Pete Rissati Ano: 2013 Editora: Record Gênero: Romance Alemão Páginas: 308 Avaliação Prosa Mágica: 5 estrelas   Alguns livros demoram muito tempo em nossas estantes para serem lidos, e hoje, mais do que nunca, acredito que são como os bons vinhos, que precisam ser amadurecidos antes de degustarmos. No caso dos livros, nos é que precisamos estar preparados para eles. A Livraria Mágica de Paris é um desses casos. Não sei quantos anos estava lá, quieto, aguardando pacientemente que eu o escolhesse. Fico feliz de ter feito isso agora, porque  ele requer paciência do leitor, exige que a leitura seja feita em doses milimetricamente medidas, uma página a mais pode significar enfado, uma a menos poderá ser um grande perigo para a trama. O livro de Nina George, talentosamente traduzido do alemão por Pete Rissati, é uma viagem, um convite a busca do autoconhecimento. Enquanto o livreiro Jean Perdu parte para esquecer, ele começa a se encon

As Musas vão te dar “bolo”

Quem ama cinema já viu dois filmes icônicos falando sobre as musas, deusas gregas que inspiram a arte, Xanadú(1980) e Quando os Deuses Amam (1947). Em ambos os filmes uma das musas desce a terra para ajudar um artista sem inspiração. Em Xanadú , ela inspira um pintor a abrir uma boate-disco e em Quando os Deuses Amam , com a diva Rita Hayworth, ela impede um musical do fracasso. É claro que rola uma paixão. É obvio que Zeus fica irado. E, sem dúvida, no final a separação é inevitável. Em criação de texto é assim também.   Você não pode e não deve depender de “musas” para fazer seu trabalho. Porque elas não virão se você não trabalhar duro. E, caso ela venha, você vai se apaixonar por ela e perderá totalmente a noção do distanciamento necessário após criar um texto, seja ele um livro, uma resenha, uma publicação para o blog ou para o seu trabalho. Escrever é prática, que deve ser diária e incansável. 99% do que você escrever não verá a luz do dia, irá direto para a lixeira. Bem,

Luzes da Itália

Autor: Paula Brandão Tradução: Regyna Lyra Ano: 2019 Editora: Chiado Books Gênero: Literatura Brasileira Páginas: 222 Avaliação Prosa Mágica: 3 estrelas   Começo a falar deste livro com um desabafo: Onde está a ficha catalográfica? Fichas catalográficas são preciosidades, da qual podemos tirar informações importantes quando elas não estão claras no próprio livro ou no site do livro. E aqui estou eu, tentando descobrir se “Luzes da Itália” é uma história real, ou seja, um diário de viagem ou uma ficção. O livro de Paulo Brandão faz parte de uma coleção chamada “viagens na ficção”, da qual deduzo, sem nenhuma imaginação que se trata de uma obra de ficção, no entanto este nome sugere outras coisas. Descobri o livro ao acaso em uma livraria. Fiquei curiosa não só pelo título, mas porque nunca tinha lido nada desta editora, então, ele acabou passando na frente de diversas outras leituras. O personagem, que eu chamei de Paula durante a leitura, pois seu nome nu

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