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As galinhas e as palavras jogadas

          Caros leitores, Se a galinha ficasse quieta, seus ovos não seriam arrancados todos os dias. Em tempos do virtual nada é mais importante do que a palavra e seu poder, para o bem ou para o mal. Nunca se viu tanta barbárie discursiva como nos dias de hoje. Cuidado com o que diz. A palavra é algo que não se apaga, nem com pedidos de desculpas. Se não tiver certeza do que vai dizer, cale-se. Neste caso o silêncio é ouro. O poder da palavra é algo profundamente significativo em todas as sociedades e ao longo da história da humanidade. Hoje, mais do que nunca precisamos pensar e avaliar suas características e consequências. Palavras são a base da comunicação humana. Elas nos permitem transmitir pensamentos, sentimentos, ideias e informações de uma pessoa para outra. A capacidade de se expressar através das palavras é essencial para a nossa interação social e para o desenvolvimento de relacionamentos significativos. As palavras também têm o poder de influenciar e persuadi
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De repente, nas profundezas do bosque

O grande poeta Yeats, em suas mitologias, diz que “toda natureza está repleta de pessoas invisíveis” . Bem, o que ele tinha em mente na verdade eram seres das fábulas como elfos, gnomos, fadas, duendes etc. Criaturas criadas apenas em nossas mentes, ou “vista” por crianças e xamãs. No entanto, há outras criaturas invisíveis, aquelas com as quais nos deparamos todos os dias nas ruas, embaixo das pontes, os renegados por serem diferentes, os mortos, os asilados, dentre outros. Vislumbramos esses seres apenas por um vidro, como se pertencessem a um mundo que não existe, que apenas acontece na magia e no mistério. São como livros que fechamos após a leitura e esquecemos em uma estante qualquer. O grande romancista israelense Amós Oz, evoca em seu “De repente, nas profundezas do bosque” uma fábula repleta de referencias a nós mesmos, aos outros, ao holocausto (mesmo não sendo a intenção). O livro é profundo, de uma delicadeza na descrição dos personagens, no desenvolvimento da trama

Uma Pauliceia não tão desvairada assim

          Queridos leitores e leitoras! Animados para o Carnaval? Que tal antes da folia, dos confetes, das serpentinas fazer uma exploração dos meandros fascinantes da literatura brasileira? Prometo que não vai demorar. Depois de uma viagem pelo mundo das árvores, agora mergulho nas páginas frenéticas e desvairadas de Pauliceia Desvairada de Mário de Andrade. O desfile da escola de samba Mocidade Alegre me incentivou a compartilhar com você a intensidade e a riqueza desta obra. Pauliceia Desvairada é uma explosão criativa que reflete a efervescência cultural do movimento modernista brasileiro. Abrir as páginas deste livro é uma viagem no tempo, é um retorno a São Paulo do inicio do século XX, uma metrópole em rápida transformação, pulsante de energia e de contrastes. Mario de Andrade, com sua inteligência e sensibilidade, capta a essência dessa cidade em ebulição, e nos apresenta poemas como flashes que capturam a diversidade, os conflitos e a intensidade da vida urbana. Mar

Nas Folhas do Chá

Eu li este livro em algumas horas, que foram de muito prazer e de muita alegria. Sabe aquela história que você quer conhecer mais? E depois, quando a última palavra põe o ponto final, o que acontece? Foi assim que eu me senti. O livro terminou e eu fiquei órfã. Nas Folhas do Chá escrito em parceria entre a brasileira Flávia Lins e Silva e a chinesa Liu Hong , que também não se conheciam, é um tratado de amor entre um homem e uma mulher, entre neta e avó e entre duas improváveis amigas, que viviam distantes, mas acabam dividindo suas dúvidas, seus anseios e suas dores. Gabriela é uma adolescente de 13 anos que mora no Rio de Janeiro, vive dividida entre os pais separados, e tem um amor muito grande pela avó, uma mulher a frente de seu tempo, que em sua juventude foi para Amazônia estudar, descobrir e pintar as plantas que ainda eram desconhecidas. Lá conhece o grande amor de sua vida, He Chin-Po. A vovó Dália está perdendo a visão e a neta se preocupa com isso e não se conforma que

Uma Conversa entre Páginas e Ramos

Olá, amantes das palavras e admiradores da natureza literária! Que tal viajar comigo no mundo fascinante das árvores na literatura, onde esses seres majestosos desempenham papéis tão variados quanto os ramos que se estendem para o céu azul da imaginação? Imagine-se caminhando pelas páginas de "O Senhor dos Anéis" de Tolkien, onde as árvores em Lothlórien e a Floresta Fangorn são mais do que simples elementos paisagísticos. Elas respiram vida e simbolizam a resistência da natureza contra as sombras que se estendem sobre a Terra Média. Estas árvores nos sussurram histórias sobre a vitalidade da natureza e sua eterna luta contra as forças do mal. Em nossa imensa biblioteca vamos pular para outro livro, mergulhemos na " A História Sem Fim " de Michael Ende, vamos nos encontrar com uma árvore que não se contenta em ser apenas um conjunto de raízes e folhas,   A Árvore da Sabedoria é uma metáfora brilhante para a incansável busca pelo conhecimento e pela iluminação.

Desejo e Magia

Começei a ano de leituras com duas autoras de peso. Falei sobre Conceição Evaristo na semana passada, que dispensa qualquer comentário de tão conhecido são seus dotes como escritora. Hoje, eu falo da obra de Clície Maria Covizzi Alvarez, uma autora ainda não tão conhecida, mas com talentos que ultrapassam o comum. O Brasil é um celeiro de bons escritores, que infelizmente precisam lutar para colocar sua obra no mercado, bancando a impressão, a divulgação em um mercado editorial de uma complexidade muito grande. São autores extremamente talentosos que lutam contra um mar bravio. Percebo que Clície Maria é uma delas, que em breve estará entre os nomes de sucesso editorial no país. Recordando um pouco. Ano passado vocês viram minha resenha do livro Sonho e Realidade ( veja resenha aqui ), primeiro livro da trilogia A Vida Continua, de Clície Maria. Quem leu a minha resenha sabe do prazer enorme que tive com a leitura e também o talento desta escritora brasileira. No segundo livro d

Como você está colorindo sua vida?

        Queridos leitores e leitoras, convido você a fazer uma viagem comigo, uma viagem pelo mundo incrível das cores. Apertem o cinto e vamos lá: Na vastidão branca e inexorável de uma folha de papel, o lápis de cor se torna um pincel mágico, pronto para dar vida aos sentimentos que habitam nosso coração e nos levar aos lugares mais incríveis e inusitados que podemos imaginar. Cada cor, como uma poesia silenciosa, nos contará uma história única. A caixa se abre e de dentro um vermelho nos chama a atenção. É a cor da paixão que incendeia nossas emoções. Um traço intenso, como um batimento cardíaco acelerado, que nos leva a amar com fervor. É o calor que se espalha quando nos perdemos nos olhos de alguém especial. Você risca no papel e a cor pulsa “Tum-tum, Tum-tum” como um coração ritmado e feliz. Outra cor nos acena, nos convidando a uma viagem mais serena, é o azul do céu no dia mais claro e intenso, que acalma nossos pensamentos, que tranquiliza nosso olhar. E de um risco no

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