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17 de jun de 2009

A vida por um fio

Recebi um e-mail ontem, que fala sobre a perplexidade da vida. Ele é de autoria de Adriano Silva, colunista da Revista Exame. Não podia deixar de reproduzí-lo aqui pelo teor de verdade e lição de vida para nosso cotidiano atribulado. Vale a leitura.
"Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um vôo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico. Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou. Numa bola de fogo ou nos 4 000 metros de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim. Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali. Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso. Fim. Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígios. Como se jamais tivesse existido. Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios. Seu amor imenso pelos filhos e sua tremenda incapacidade de expressar esse amor. Seu medo da velhice, suas preocupações em relação à aposentadoria. Sua insegurança em relação ao seu real talento, às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada seis meses. Seu receio de que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: que permaneça com você infeliz, tendo deixado de amá-lo. Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida para que seu time faça uma boa temporada. Suas noites de insônia, essa sinusite que você está desenvolvendo, suas saudades do cigarro. Os planos de voltar à academia, a grande contabilidade (nem sempre com saldo positivo) dos amores e dos ódios que você angariou e destilou pela vida, as dezenas de pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agenda para resolver assim que tivesse tempo. Bastou um segundo para que tudo isso fosse desligado. Para que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhe pesou toneladas tenha se apagado. Como uma lâmpada que acaba e não volta a acender mais. Fim. Então, aproveite bem o seu dia. Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis. Não deixe nada para depois. Demonstre. Seja você mesmo. Não guarde lixo dentro de casa. Não cultive amarguras e sofrimentos. Prefira o sorriso. Dê risada de tudo, de si mesmo. Não adie alegrias nem contentamentos nem sabores bons. Amanhã é uma ilusão. Ontem é uma lembrança. No fundo, só existe o hoje...
E CLARO LEMBRE DE OLHAR AO LADO PARA UM AMIGO E DIZER O QUANTO ELE É IMPORTANTE EM SUA VIDA E DIZER A SUA FAMÍLIA O QUANTO VOCÊ OS AMA E O QUANTO ELES SÃO IMPORTANTES EM SUA VIDA!!!!!!!!!!"

3 comentários:

Doutor Satille disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
elaine disse...

Olá !
Parabéns pelo belo texto.
Sou nova por aki, ainda estou aprendendo a mexer nestes blogs, já tive um que deletei por falta de tempo, mai snão era neste site.
Gostei do que vi aqui e pretendo voltar mais vezes ok, estou te favoritando ok.
Venha fazer me visitar. Bjsss

Doutor Satille disse...

Reflexão maravilhosa; me fez pensar: é exatamente o que escreveu! O futuro é uma promessa, o passado uma lembrança que se apaga, e o presente... o presente é apenas uma fração de tempo que, às vezes, dura uma eternidade. Então, a vida não passa de uma...