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Eu gosto de Escrever

Eu gosto de escrever. No texto podemos colocar mais pontos e vírgulas, que o leitor, se interessado vai até o fim. É bem diferente do diálogo. Na maioria das vezes quem ouve não deixa que a explicação chegue ao fim para emitir uma opinião. Geralmente na segunda frase as criticas chovem e o que era algo absolutamente positivo, passa a ser pivô de mal-entendidos.
No texto o leitor viaja, sorri, ri, gargalha, ou se contorce em lágrimas, sem nenhum constrangimento. É normal.
Eu gosto de escrever porque o texto é eterno. Depois de um tempo de existência, você retorna a ele e se depara com um ser estranho. É muito boa a sensação de “fui eu que escrevi isso?”. Ou então, quando releio algo e digo, “nossa, hoje eu faria completamente diferente”.
Texto é texto e não importa o gênero: e-mail, carta, crônica, poesia, conto, romance, teatro, tese, roteiro, sei lá, as inúmeras formas sempre nos trazem algum sensação, seja ela de alegria, repulsa, tristeza. É muito bom para a “saúde” a leitura de uma antiga carta de amor.
Quando escrevo vejo por traz daquela folha, da tela do computador, do desenho das letras, milhares de pessoas do outro lado, lendo cada linha e depois, me jogando para o esquecimento ou para a lista da boa leitura.
É bom demais e eu gosto.

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Setembro

Autor:   Rosamund Pilcher Tradução: Angela Nascimento Machado Editora:  Bertrand Brasil Número de páginas: 462 Ano de Lançamento: 1990 Avaliação do Prosa Mágica:   10                         É uma história extremamente envolvente e humana que traça a vida de uma dúzia de personagens. A trama se passa na Escócia, e acontece entre os meses de maio a setembro, tendo como pano de fundo uma festa de aniversário que acontecerá em grande estilo. Violet, que me parece ser a própria Rosamund, costura a relação entre as famílias que fazem parte deste romance. Com destreza e delicadeza, a autora   nos conta o cotidiano destas famílias, coisas comuns como comer, fazer compras, tricô, jardinagem. Problemas pessoais como a necessidade de um trabalho para complementar a   renda e outras preocupações do cotidiano que surpreendem pela beleza que são apresentadas. É um livro em camadas, que pode ser avaliado sobre vários aspectos que se complementam. Pandora, por exemplo, é o

O Símbolo Perdido

Autor: Dan Brown Tradutor:   Fernanda Abreu Editora: Sextante Ano de Lançamento:  2009 Número de páginas:  490 Avaliação do Prosa Mágica: 10 Uau!! Cheguei ao fim com a impressão de ter ficado sem respirar por todas as páginas. O ano mal começou e já tenho um livro para a lista dos mais queridos de 2014. Não é possível que ele seja superado por outro. Você não precisa ser exatamente um amante de simbologia antiga, ou maçom para gostar da história, mas se for com certeza a trama terá mais sabor. Dan Brown desfila através das palavras todo seu talento em “fazer textos” que envolvem, prendem  e deixam marcas. Alias, a palavra é a tônica da trama. Mais uma vez Robert Langdom se mete em uma enrascada. Quando é supostamente chamado por um amigo para dar uma palestra em Washington, acaba descobrindo que foi usado para decodificar um antigo segredo ligado a maçonaria. A Pirâmide Maçônica, material de incontáveis sites e blogs na internet toma vida e as peças que pare

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