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Dido, A Rainha de Cartago

(continuação do post anterior)
Rainha Elizabeth II - The Royal Collection

O que mais encanta nessa história? O enredo ou a possibilidade real de Dido ser uma representação da Rainha Elizabeth II? O fato de Christopher Marlowe ser seu espião ou a lenda que seu assassinato está ligado a esta peça?
Como escritora gosto particularmente desta ligação entre este escritor talentoso e esta rainha controversa e corajosa.
Dido esta intimamente ligada ao épico Eneida, que conta a história de Enéas, um nobre soldado troiano, filho de Afrodite e primo do rei de Tróia, que ao ver sua cidade destruída parte em busca de seu destino traçado pelos deuses. Fundar a Itália e governar este grande império.
Dido, por outro lado, é uma rainha corajosa, sedutora, que construiu Cartago e que, ao ver Enéas se apaixona perdidamente por ele. É claro que Eros, sob o comando da mãe, deu uma ajuda.
Não é o melhor texto de Marlowe. Em minha opinião Dr. Fausto é muito mais profundo e contundente. Mesmo assim demonstra a destreza que este grande escritor tinha com as palavras. É só imaginar uma platéia no século XVI assistindo a um enredo de amor que termina tragicamente com três suicídios. E por favor, esqueça os filmes de Hollywood, por que o século XVI é completamente diferente do que eles mostram.
De uma olhada no The Royall Collection e nos quadros dos pintores da época. Estes sim um retrato fiel da época.

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