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O Mistério da Folha em Branco

A folha em branco a nos olhar é um mistério. Quase uma afronta. Ela nos observa dentro de sua alvura a nos desafiar, como quem diz ‘Está com medo de mim?’. A folha em branco é como o caos primordial, a sopa cósmica no principio do big bang. Todos os elementos para formar planetas, estrelas, galáxias, buracos negros estão lá, minúsculas partículas a esperar nosso impulso para se expandir. Mas, o pavor diante da folha em branco.....sempre a nos inibir. Eu vejo cada folha, como uma perigosa aventura que terei que trilhar. Tenho os meus mentores, meus inimigos, meus guardiões de portais, todos eles ajudam a construir a minha história. Mas nenhum deles se atreve a escrevê-la por mim.

Mídia e Sociedade

Qual é a importância da Mídia na Sociedade? Até que ponto ela influencia hábitos e atitudes? A idéia de escrever sobre este tema surgiu da leitura do site Instituto Fernando Henrique Cardoso ( www.ifhc.org.br ), sobre um dos debates promovidos por esta instituição. O questionamento ocorre em torno das novas tecnologias e das mídias tradicionais, e a influência que elas exercem na formação dos processos políticos e morais que passam a receber atenção prioritária da sociedade, e também na formação da opinião pública. Muito rudimentarmente e sem grandes pesquisas posso dizer que a relação Mídia e Sociedade é uma via de mão dupla. Já não é possível mais saber quem é o ponto forte desta grande rede. E por quê? A mídia, em todas as suas formas TV, rádio, jornal, internet etc., tem forte influência na opinião pública porque divulga informações, que estarão na pauta de discussão da população no café da manhã, no papo com os amigos, ou no bar da esquina. Por outro lado, a mídia, e aqui a televi...

A JORNADA DO ESCRITOR

Trata-se de um livro cujo conteúdo é um convite a quem gosta de escrever e ler boa literatura. É claro que não vai transformar ninguém, da noite para o dia, em bom autor, já que a essência do escritor não pode ser formada em escolas e livros. Mas como toda habilidade, pode ser treinada, e neste ponto, Vogler nos dá um verdadeiro curso de pós-graduação. Através da jornada do herói, vai nos mostrando um a um, todos os pontos essenciais para criar uma história que vale a pena ser lida. A base toda está nas estruturas mítica descritas por Joseph Campebell. Vale a leitura e releitura para quem gosta de escrever e também, para quem gosta de ler. Autor: Christopher Vogler Tradução: Ana Maria Machado Editora: Nova Fronteira

Triste Fim da Educação no Brasil

Não é tão fácil assim pensar em um novo Brasil, ou melhor, pensar é fácil o difícil é por em prática. Não por falta de vontade nossa, mas por falta de vontade política. Um país melhor começa na Educação de suas crianças, adolescentes e universitários e, uma profunda mudança neste setor precisa de atitudes sérias do Estado. A Escola de hoje, mais do que nunca, precisa estar antenada com o novo século. Se não o fizer, será condenada ao descaso e ao não cumprimento de suas funções. Aluno do século XXI não é pessoa que irá ficar sentada atrás de uma carteira escolar, em fila indiana, ouvindo um professor que acha que sabe tudo, falando sem parar o que decorou nos livros na faculdade. Educação não é isso. O aluno de hoje precisa ser estimulado a pesquisar, e para isso precisa de salas de aula mais adequadas às suas necessidades. E não é só. Este cidadão precisa desenvolver suas capacidades mentais, através da estimulação do cérebro a criar caminhos novos de raciocínio. Para isso, ele precis...

Homenagem

Ruth Cardoso passou pela vida e deixou profundas marcas. As mudanças provocadas por ela foram de ordem horizontal e vertical nas estruturas deste país. Mulher de fibra, a frente de seu tempo, dedicada a causa dos mais pobres, foi sem dúvida, a mais valorosa primeira dama que este país já viu. Sinto-me muito triste com seu desencarne, pois o país e o povo brasileiro ainda precisavam muito de sua dedicação. Sra. Ruth vai continuar seu trabalho junto a espiritualidade. É mais uma força a nos orientar aqui neste plano terreno.

TEMPO

- Faz tempo!! - Muito, eu sei, não precisa me falar. - Vê se me escuta. Faz tempo que você não posta nada. Que acontece? - Não sei, não sei mesmo. Não me pergunte. - Como ficam os leitores? - Tô ficando irritada! Para com isso. - Não paro não. Quase um mês!!! - Já disse que eu sei e ponto. - Ponto?! Não , maiúscula. começa a escrever já. - Pode parar. Você não manda em mim. - Pensa! - Existo. - Insisto. - Deixa! Me deixa.
Os diversos Caboclos de nossas vidas. Acabo de ler no blog do grande Gabriel Perissé ( http://perisse.blog.uol.com.br/ ) sobre a perda de óculos (não óculo, porque possuímos dois olhos) e da identidade (numérica) e imediatamente lembrei-me do Fernando Sabino. Em um texto simplesmente sensacional, ele fala das perdas de objetos cotidianas, como entidades, aos quais devemos respeitar. Quando um objeto se perde, você deve procurá-lo o suficiente para deixar o Caboclo escondedor feliz. Faz parte do jogo deste caboclo, principalmente objetos como chaves de carro, documentos, óculos e coisas pequenas, que sem mais nem menos ele devolve, embaixo do sofá, dentro da gaveta. Geralmente lugares que você já procurou. Faz parte da brincadeira. Mas, acima de todas estas entidades ele fala do Buraco Negro, o chefão de todas. Se ela tomar um objeto para si, nunca mais o veremos. Não adianta procurar. Fico pensando em todas as coisas que não são materiais que desapareceram de minha vida e imagino o tam...

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