A Irmã da Lua


Autor:  Lucinda Riley
Série: As Sete Irmãs – Livro 5
Tradutor: Simone Reisner
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 592
Ano de Lançamento Brasil: 2018
Avaliação do Prosa Mágica: 10


Quando eu acreditava que Lucinda Riley não pudesse mais surpreender, eis que surge A Irmã da Lua. A quinta das irmãs D’Aplíèse é de longe, a mais leve e ao mesmo tempo mais confusa de todas. Tiggy é complexa, repleta de vida interior, espiritualizada e mágica.
Em sua busca pelo seu passado, Tiggy vai da Escócia a Granada, vivendo uma história cujos elos não poderiam ser mais dispares, e ao mesmo tempo reveladores de quem é essa personagem.
Tiggy trabalha com a natureza, e mesmo antes de partir em busca de seu passado, ela parece estar à procura de si mesma, de sua real identidade neste mundo. Nesta procura ela vai parar em uma propriedade nas Terras Altas, Kinnaird, e lá ela se depara com dilemas que envolvem não só sua vida profissional, como seus sentimentos.
É em Kinnaird que Tiggy conhece Chilly, um cigano, que a conduz no caminho de busca de suas origens em Sacromonte, Granada, banhada pelo talento de La Candela, uma cigana de personalidade forte e uma gigante no Flamenco.
E, não é só. Tiggy descobre sua vocação para a magia e a cura, herança de sua cultura cigana. E, quando esta busca acontece, você percebe uma Tiggy que vai desabrochando e se transformando na fortaleza que finaliza a trama.
E não é só o fato de Tiggy ser interessante que torna a história única. Lucinda começou a introduzir os primeiros nós que amarram a trama como um todo. Ally aparece na história; outro personagem citado no primeiro livro, surge também e tem um papel importante nesta trajetória da personagem.
Você percebe que a trajetória das Sete Irmãs está amadurecendo, se preparando para um grand finale, que ainda não conseguimos desvendar para onde nos levará.
Tem algo diferente na forma de Lucinda escrever, que extrapola a mera vontade de amadurecer. É algo premeditado, calculado milimetricamente para nos deixar loucos esperando por Electra, a sexta irmã.
Mas, também parece ter um toque pessoal, já que a autora revela em seus agradecimentos, que escreveu muito da história em um hospital, no qual passou boa parte do ano de 2017 internada. Experiências que transformam, que nos deixam mais perceptivos para o agora, para o imediato.
Em resumo, é um livro imperdível, mas que não deve ser lido em nenhuma hipótese sozinho. Ele só apresentará o grande sentido se for degustado após as outras quatro histórias, pois o que ele amarra depende de leitura prévia.
Mais uma vez parabéns a escritora Lucinda Riley, não só por seu talento, mas pela força e coragem de vivenciar esta trama em um momento que sua vida real também transbordava de drama. Mas, enfim, o que seria do escritor se não fosse sua passagem pela vida real?



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