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O uso do iPad nas escolas

Que atire a primeira pedra quem ainda não entrou em lojas como Fnac, Fast Shop ou outras do gênero e não ficou de queixo caído com um iPad? É preciso uma determinação muito forte para não sacar o cartão de crédito, sem pensar no tamanho da dívida (iPad brasileiro é o mais caro do mundo) e sair correndo para casa e usufruir desta maravilha tecnológica. O que parecia ser mais um produto de tecnologia fadado ao uso para negócios ou prazer, transformou-se em ferramenta de ensino-aprendizagem nos Estados Unidos. Algumas escolas americanas deram a seus alunos iPads que serão usados em sala de aula. Os professores poderão pedir durante a aula que o aluno busque mais informações sobre um escritor, por exemplo, que abram um texto em espanhol ou madarim (fiquei surpresa com essa informação) vindo direto da internet ou armazenado no aparelho. Tecnicamente parece que estas funções poderiam ser feitas por um notebook, e podem, mas o aparelho tira a interação que o aluno estabelece com o professor. ...

A Sociedade e as Drogas

Desde 11 de novembro a Wellcome Colletion, em Londres, apresenta a exposição High Society . Não se trata do famoso filme dirigido por Charles Walters de 1956, mas sim de um retrato do uso das drogas e suas relações com a sociedade ao longo dos séculos. Os apaixonados por literatura e arte sabem que excelentes criadores fizeram uso de drogas alucinógenas para “viajar” em suas obras. Haxixe, Ópio, Heroína, já foram substâncias químicas permitidas socialmente, como diversão ou medicamento. A exposição parte da premissa que todo ser humano, em algum ponto de sua existência, recorre às drogas sejam elas ilícitas ou não. Na lista de drogas estão a cafeína (Café, chá, chocolate), o álcool ou qualquer outra substância que estimule a dopamina. Em uma época na qual o combate as drogas é pedra fundamental de governos como o americano e o brasileiro, uma reflexão sobre o papel que ela exerceu, e as mudanças de atitude em torno dela é bem vinda e talvez uma fonte inspiradora de análise para a forma...

Não atribua a si mesmo os fracassos que não lhe pertecem

Fico pensando sobre a essencialidade de uma nova vida, de novos tempos e nesse vagar não consigo encontrar nem rastros de consumismo, de “ter”, de parecer. Um novo tempo pede sempre o Ser, o fazer, o transformar interior. Então marcos, datas e tudo mais passam a não ter muito sentido apesar de ainda precisarmos destas marcas, destes pontos de partida. Além disso, as listas de promessas e desejos são infindáveis, os pedidos múltiplos, mas a verdadeira força de realização é o único elemento necessário para este novo ciclo. O que você pediu para o ano novo? O que você prometeu para o ano novo? Quem é o ano novo? Esta entidade sem rosto, sem personalidade, sem vida própria será única e exclusivamente a “alma” que colocarmos nela, o que fizermos e o que pretendemos. Nem sempre o que queremos é o melhor para nós, nem sempre depende única e exclusivamente de nós. Há alguns meses ouvi um amigo dizer em público, que “só não consegue emprego quem não quer, quem é vagabundo”. Essa frase me levou ...

Velhos livros

Às vezes, em meio a tantos lançamentos caia em nossas mãos um livro velho, não pela aparência, mas pelo tempo que foi escrito. Nem sempre isto é um bom sinal, nas minhas, por exemplo, já vi muita coisa ruim, datada, fraca, impossível de ler em pleno século XXI. No entanto há outros que são o oposto. Eu considero livros nesta categoria, aqueles que nunca são comprados, mas sim emprestados por um amigo, um primo ou desconhecido, ou aqueles que por um infortúnio qualquer, nenhuma editora publica mais e a única alternativa e garimpar sebos na cidade. Nem sempre a sorte é nossa companheira neste caso. Acabei de ler “A Herdeira”, de Sidney Sheldon. A principio fiquei meio receosa. Sidney Sheldon, a meu ver, sempre foi um autor de “folhetins”, romances fáceis, com fins previsíveis feitos para vender milhões de exemplares para quem procura leitura sem muito conteúdo. Enganei-me. A Herdeira é uma história muito bem construída em torno de um império da Indústria Farmacêutica, com diversos person...

O que é a vida??

O anúncio feito pela Nasa, em 2 de dezembro, traz um novo conceito sobre o que é a vida. Até então, o conceito de vida limitava-se a uma composição restrita de seis elementos químicos – oxigênio, nitrogênio, hidrogênio, enxofre, fósforo e carbono – uma quantidade muito pequena se levar em consideração uma Tabela Periódica que contem, se não me engano, 118 elementos divididos em dez categorias. A bactéria encontrada no lago Mono, Califórnia, é o primeiro “ser” com estrutura de vida diferente encontrada pelo ser humano. Mas, o que ele tem de diferente? Ainda não se sabe por que, mas esta bactéria consegue processar o arsênio (número 33 ma Tabela Periódica – um semi metal), uma substância letal para todas as formas de vida conhecida até hoje. Uma parte da estrutura de seu DNA possui o arsênio, ao invés do fósforo. Até hoje não se tinha notícia de algo parecido com isso. Além da descoberta feita pela comunicativa cientista Felisa Wolfe-Simon da Nasa, ser um marco científico para a astrobio...

Redenção

Imagem do ano: traficantes no Rio de Janeiro acuados, fogem. O que se viu no último final de semana no Rio de Janeiro foi um exemplo no combate a praga que são os traficantes de drogas. É impossível não reconhecer o esforço conjunto em combater a criminalidade gerada pela drogas na cidade maravilhosa. As possíveis críticas como “por que não fizeram isto antes?” devem se submeter à absoluta verdade dos fatos: - agora foi feito e bem feito. Já estava na hora de isto acontecer. Mesmo em face de fatos óbvios como “só existe traficante por que há usuários de drogas”, o que não deixa de ser uma verdade, a demonstração de força do poder público, refletida claramente na imagem dos traficantes fugindo desesperadamente para o Complexo do Alemão, começa a colocar o tal aclamado ponto final na pouca vergonha que se tornou o país possuir um poder paralelo, quase um país a parte. É preciso que a polícia de todo o país, principalmente a de São Paulo fiquem atentas, pois muitos deles poderão tent...

Uma avalanche de emoções em Harry Potter e as Relíquias da Morte

Quando o filme começa, a expectativa que os fãs possuem é muito maior, talvez, que o retorno em imagens. Esta é a regra para qualquer filme que levanta platéias através de suas sucessivas partes (Senhor dos Anéis, Crepúsculo etc). Com Harry Potter e as Relíquias da Morte isto não ocorreu. O público leva de presente já na primeira sequência, cenas absolutamente bem construídas no clima exato de medo, terror e expectativa que a história demanda. A música tema Hedwig’s Theme e o logo da Warner são as únicas e exclusivas referências aos outros filmes, pois o restante é absolutamente profundo, adulto e intrincado. O diretor David Yates e o roteirista Steve Kloves conseguiram finalmente captar toda a trama dos livros de J.K.Rowling e passar para as telas sem invencionices e acréscimos desnecessários. Você já sabe que o filme será diferente quando vê Hermione, em uma interpretação magnífica de Emma Watson, apagando a memória de seus pais para que não corram riscos. É dolorido, triste, angusti...

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